Confira a nossa superlista com os atletas que têm as maiores chances de trazer uma medalha para o Brasil na Olimpíada de Tóquio

O início pode até ter sido adiado. As condições podem ser as mais diferentes. Pode até não ter torcida, não importa. O que todo mundo quer realmente saber são das chances de medalha do Brasil na Olimpíada de Tóquio.

O panorama do Time Brasil para 2021 é, de certa forma, animador. Não bastassem as possibilidades tradicionais nos esportes coletivos e os bons momentos dos principais medalhistas de 2016, a introdução do surf e do skate dão a oportunidade do país fazer história nessa próxima edição dos Jogos.

Assim, para aplacar um pouco da sua “ansiedade olímpica” e já começar o aquecimento para mais um ano do maior evento esportivo do mundo, montamos abaixo uma lista dos brasileiros com chances e medalha em Tóquio 2021.

Os Brasileiros com chances de medalha em Tóquio

  • Ana Marcela Cunha
  • Ana Sátila
  • Artur Nory
  • Arthur Zanetti
  • Bia Ferreira
  • Bruno Fratus
  • Bruno Soares e Marcelo Melo
  • Darlan Romani
  • Etiene Medeiros
  • Flávia Saraiva
  • Futebol
  • Henrique Avancini
  • Hebert Conceição
  • Hugo Calderano
  • Isaquias Queiroz
  • Martine Grael e Kahena Kunze
  • Mayra Aguiar
  • Nathalie Moellhausen
  • Rafael Silva
  • Revezamento Masculino – Atletismo
  • Skate
  • Surf
  • Taekwondo
  • Vôlei
  • Vôlei de Praia

Ana Marcela Cunha – Maratona Aquática

Quem é Ana Marcela Cunha
Ana Marcela Cunha foi eleita a melhor nadadora do mundo em águas abertas por 6 vezes

O real desafio de Ana Marcela Cunha será a pressão de ser a melhor nadadora de águas abertas da atualidade. Porque preparada ela com certeza está. Campeã mundial nas provas de 5km e 25km, a brasileira é a detentora do prêmio de melhor maratonista do mundo dos últimos três anos (2017, 2018, 2019).

O obstáculo não é novo para Ana. Em 2016, a dona da medalha de ouro do Mundial de 2015 acabou ficando somente na 10ª posição no Rio. Experimentada e em excelente fase, a nadadora tem tudo para subir ao pódio em 2021.

Ana Sátila – Canoagem Slalom

Principal nome brasileiro na canoagem, Ana Sátila é uma chance de medalha em Tóquio tanto por seu bom momento como por sua versatilidade. A brasileira foi finalista do Mundial de 2019 em duas categorias: a K1 e a C1. Justamente as duas em que competirá em 2021.

Artur Nory – Ginástica

Artur Nory é outro que tem chances de medalha pela versatilidade e pela boa fase. O ginasta levou o bronze no solo do Rio-2016 e é o atual campeão mundial na barra fixa. Operado no início da pandemia, poderá competir sem dores, ainda que como um ritmo um pouco menor. Pode contribuir muito para a competição por equipes também.

Arthur Zanetti – Ginástica

Arthur Zanetti segue como uma das principais esperanças de medalha de ouro para o Brasil em Tóquio. O ginasta é um dos melhores do mundo nas argolas, sendo três vezes campeão mundial além de experiente e bem-sucedido dentro das Olimpíadas.

Em 2012, nos Jogos de Londres, Zanetti levou a medalha de ouro para casa; em 2016, ficou com a prata. Por mais que tenha ficado em quinto no Mundial de 2019, teve tempo de sobra para se recuperar e se candidatar ao mais alto posto do pódio em 2021.

Bia Ferreira –  Boxe

Beatriz com a medalha de Ouro do Pan 2019
(Jonne Roriz/COB)

Tudo leva a crer que Beatriz Ferreira brigará não só pelo pódio mas pela medalha de ouro em 2021. O crescimento absurdo, o cartel praticamente impecável, o nível de desempenho apresentado, tudo aponta para uma grande competição da pugilista brasileira.

Melhor ainda foi o mágico ano de 2019 de Bia. Aquele que deveria ser o último ano do ciclo olímpico viu a brasileira levar o ouro nos Jogos Pan-Americanos, o título do Campeonato Mundial e alcançar o topo do ranking mundial dos peso-leve.

Bruno Fratus – Natação

Bruno Fratus pode até ter a infeliz tarefa de competir com verdadeiros monstros da piscina. Antes, era Michael Phelps; hoje em dia é Caeleb Dressel. Ainda assim, foi capaz de ser o  vice do Mundial nos 50m em e 2019, além de finalista nas duas últimas Olimpíadas.

Fora que não podemos esquecer da capacidade de Bruno, dono de cinco medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Ele pode até não conseguir a mesma cor em Tóquio, mas pode sim, subir ao pódio.

Bruno Soares e Marcelo Melo – Tênis

marcelo melo nos jogos olímpicos

Bruno Soares e Marcelo Melo podem até não jogar mais juntos no circuito da ATP, mas fazem questão de reeditar a dupla nas Olimpíadas. E por mais que o entrosamento não esteja em dia, o momento de ambos é fantástico.

Bruno venceu o US Open de 2020 e foi o vice-campeão de Roland Garros no mesmo ano. Marcelo levou o Wimbledon de 2017 e terminou o ano de 2019 na sétima posição do ranking de duplas. Eliminados duas vezes nas quartas de final (2012 e 2016), os brasileiros estão sedentos e confiantes para pelo um pódio.

Darlan Romani – Arremesso de Peso

Darlan Romani é um dos grandes nomes do atletismo brasileiro na atualidade. Em 2019, foi o quarto colocado no Mundial de Atletismo e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos.

O paulista fez história na Olimpíada do Rio, alcançando uma final 80 anos depois do último brasileiro, quebrando recorde nacional e ficando na quinta colocação. Para 2021, fica a sensação que detalhes o separam de pelo menos uma medalha de bronze.

Etiene Medeiros – Natação

Etiene Medeiros carrega consigo a esperança de dias melhores para a natação olímpica feminina. Especializada no nado de costas, a brasileira teve uma ótima experiência no Rio de Janeiro, indo à final e batendo o recorde Sul-Americano nos 50m.

O ciclo até Tóquio foi bastante produtivo, com um ouro e uma prata nos Mundiais de 2017 e 2019, respectivamente, além do ouro e mais duas pratas nos Jogos Pan-Americanos de Lima, também em 2019.

Flávia Saraiva – Ginástica

Mais madura, experiente e desenvolvida fisicamente, Flávia Saraiva entra na lista por competir de fato em três provas diferentes — trave, solo e individual geral — e por ter ficado a décimos do pódio no Mundial de Ginástica de 2019. Pode surpreender.

Futebol

Brasil no futebol feminino nas Olimpíadas
Seleção Brasileira de futebol feminino tem duas medalhas de prata em Olimpíadas

O futebol segue sendo uma das mais seguras chances de medalhas do Brasil em Tóquio. Aliás, não é nenhum absurdo dizer que tanto a Seleção Masculina como a Feminina têm força o suficiente para levar o ouro.

Os homens fazem competem leves, após o primeiro ouro da categoria em 2016, mas vêm com um preparação sólida e com bons resultados sob o comando do técnico André Jardine. As mulheres entram com enorme confiança sob a regência de Pia Sundhage, treinadora bicampeã olímpica com os EUA (2008 e 2012).

Expanda seus conhecimentos! Confira outros conteúdos da Esportelândia:

Henrique Avancini –  Ciclismo

História de Henrique Avancini

Número um do ranking mundial de ciclismo cross country e 17 vezes campeão brasileiro, Henrique Avancini, é uma das grandes esperanças brasileiras de medalha de ouro em Tóquio.

Experimentado após competir nos Jogos do Rio, o brasileiro fez praticamente todo o ciclo olímpico situando-se entre os três melhores do mundo no mountain bike. No período, mostrou-se capaz até de superar pneus furados para subir ao pódio, como na conquista da medalha de bronze no Pan de 2019.

Hebert Conceição – Boxe

O momento de Hebert Conceição é propício para situá-lo entre os brasileiros que brigam por medalha em Tóquio. Em 2019, o pugilista acumulou duas importantes medalhas, a de ouro do Pan-Americano de Lima e a de bronze do Mundial de Boxe.

Hugo Calderano – Tênis de Mesa

Hugo Calderano é o principal mesa-tenista do Brasil e um força continental, dono de quatro medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos.

Sempre ranqueado entre os 10 melhores do mundo, o brasileiro tem ao seu lado a experiência da última edição das Olimpíadas, quando chegou nas oitavas e igualou Hugo Hoyama com a melhor campanha do país na competição.

Isaquias Queiroz – Canoagem

Regras da Canoagem de Velocidade
Medalhista olímpico, o brasileiro Isaquias Queiroz compete em provas de canoa

Com duas medalhas de prata e uma de bronze, Isaquias Queiroz foi o grande destaque do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro. A força, a velocidade e o entendimento com Erlon de Souza chamaram a atenção e encheram o país de esperança para o ouro em 2021.

Passado, porém, mais um ciclo olímpico, é a consistência de Isaquias que mais alimenta a chance de medalha em Tóquio. O canoista conquistou simplesmente três medalhas de ouro e outras três de bronze nos campeonatos mundiais seguintes aos Jogos de 2016, além, claro, do ponto mais alto do pódio no Pan de 2019.

Martine Grael e Kahena Kunze –  Vela

Se Isaquias foi o destaque, Martine e Kahena “venceram” o concurso de melhor história brasileira da Olimpíada de 2016. Junto de Kahena, a filha de Torben Grael não só manteve a tradição familiar de subir ao pódio em estreias olímpicas como elevou os parâmetros, conquistando o ouro nos seus primeiros Jogos.

Após a glória no Rio de Janeiro, a dupla manteve-se afiada no ciclo para Tóquio, levando a medalha de prata nos mundiais de 2017 e 2019 além do ouro no Pan de 2019.

Mayra Aguiar – Judô

Mayra Aguiar é outra aposta segura para medalhas brasileiras em Tóquio. A judoca é experimentada nas Olimpíadas — medalhista de bronze em 2012 e em 2016—, fez um ótimo ciclo com a vitória no Mundial de 2017 e o bronze no de 2019 e ainda tem um bom físico aos 29 anos. A ideia é subir pelo menos uma posição no pódio, dessa vez.

Nathalie Moellhausen – Esgrima

É graças a Nathalie Moellhausen que a esgrima passa a ser uma esperança de medalha para o Brasil em Tóquio. A esgrimista ítalo-brasileira passa essa segurança pelo excelente ciclo olímpico. É, afinal, a atual segunda melhor do mundo, posição alcançada graças ao título Mundial conquistado em 2019.

Rafael Silva – Judô

Rafael Silva está em uma situação muito similar a de Mayra Aguiar. Experiente, o “Baby” vai para Tóquio com 33 anos e com duas medalhas de bronze da competição na bagagem, conquistadas em 2012 e 2016.

O judoca vai também bem preparado, tendo feito um ciclo consistente, com duas medalhas de bronze nos mundiais de 2017 e de 2019.

Revezamento Masculino – Atletismo

Atletas do Brasil após medalha no Mundial de Atletismo
(Wagner Carmo/CBAt)]

Essa geração do revezamento masculino 4×100 já entrou para a história, mas quer deixar um legado ainda maior. Rodrigo Nascimento, Vitor Hugo dos Santos, Derick de Souza e Paulo André Camilo de Oliveira foram campeões do Mundial de Revezamento, em 2019.

No mesmo ano, quebraram o recorde Sul-Americano na final do Mundial de Atletismo. E mesmo assim acabaram na quarta colocação, para se ter noção do nível da competição. Confiantes e cientes do que são capazes, brigam forte pelo pódio.

Skate

O skate estreia nas Olimpíadas sendo uma enorme chance de medalhas, no plural mesmo, para o Brasil. O país, afinal, é um dos grandes expoentes mundiais do esporte.

No feminino, a favorita ao ouro é Pâmela Rosa, no street, com Letícia Bufoni e o fenômeno Rayssa Leal cercando o restante do pódio. Há ainda Dora Varella e Isadora Pacheco, que podem puxar conquistas também no park.

Entre os homens, Kelvin Hoefler já é uma referência no street, enquanto Pedro Barros e Luiz Francisco, o Luizinho despontam com as maiores chances de medalha no park.

Surf

O cenário do surf é muito parecido com o skate, especialmente para as chances de medalha do Brasil. É a estreia olímpica de outro esporte no qual o país é uma das grandes referências.

A grande mudança é no número de competidores: são 4, dois homens e duas mulheres. Entre os homens, Ítalo Ferreira e Gabriel Medina devem disputar entre si a medalha de ouro; entre as mulheres, Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb não têm a mesma projeção de seus pares, mas podem levar vantagem nas ondas menores de Tóquio.

Taekwondo

Milena, Netinho e Ícaro Miguel
(Divulgação)

O taekwondo é outro colocado de maneira coletiva pelas boas possibilidades de todos os classificados. Entre eles, Ícaro Miguel, prata do último mundial e líder do ranking mundial., é o que teve o ciclo mais produtivo.

Mas Netinho e Milena Titoneli também tem chances, com preparações sólidas e uma crescente no cenário. Milena, por exemplo, foi medalha de ouro no Pan de 2019 e bronze no Mundial do mesmo ano.

Vôlei

Na mesma medida do futebol, o vôlei brasileiro segue firme como um candidato à medalha nas duas categorias. No masculino, a equipe já estabeleceu a renovação sob o comando de Renan Dal Zotto e foi campeã mundial em 2019.

A Seleção Feminina vem de um vice no Grand Prix e de um quarto lugar no Mundial, ou seja, estão em dia na competitividade. A boa notícia é a excelente forma que algumas das referências da equipe têm mostrado na Superliga.

Vôlei de Praia

O vôlei de praia tem sido um dos mais consistentes esportes olímpicos brasileiros dos últimos 20 anos. Para Tóquio, seguem as mesmas chances de medalha, tanto no feminino quanto no masculino.

No feminino, Ana Patrícia e Rebecca e principalmente Ágatha e Duda tem tudo para conseguir pelo menos um pódio entre elas. No masculino, o fim da dupla Alisson e Bruno diminuiu a cotação pelo ouro, mas aumentou a probabilidade de pódio. O primeiro joga com Álvaro e o segundo com Evandro.

Depois de conferir as principais chances de medalha do Brasil em Tóquio, confira outros conteúdos sobre Olimpíadas:

*Última atualização em 30 de novembro de 2020

Comentários

Salvar
Compartilhar
Twittar
Compartilhar
WhatsApp
Pin