Três finais no Ibirapuera, três tabelas que mudaram o mapa do vôlei brasileiro. Em 1º de maio de 2025, o Osasco derrotou o Sesi Bauru por 3 sets a 1 e acabou com 13 anos de espera, segundo a Itatiaia. Em 4 de maio, o Sada Cruzeiro virou sobre o Vôlei Renata e levou o nono título, de acordo com a CBV. E em 3 de maio de 2026, o Dentil Praia Clube passou por cima do Gerdau Minas por 3 sets a 0 (29/27, 25/21 e 25/13), conforme a Gazeta Esportiva. Você sabia que o campeão feminino de hoje não é o que mais ganhou ao longo da história? Vem com a gente entender quem é quem.

Quem disputa a Superliga 2026/27

A CBV lançou a 33ª edição da Superliga em 1º de outubro de 2026, com 24 equipes, 12 femininas e 12 masculinas, de 18 cidades, sete estados e o Distrito Federal. Segundo a entidade, são cerca de 290 jogos ao longo de sete meses, com transmissão integral do Grupo Globo. A principal mudança de regra: as substituições por set passam de seis para oito, e os árbitros prometem olhar com mais rigor para a condução de bola e os ataques irregulares, como o toque-ataque.

A fase de classificação tem 22 rodadas, os oito primeiros vão às quartas e semifinais em melhor de três, e a decisão é em jogo único, segundo o WebVôlei. A temporada feminina abriu em 17 de outubro, com Gerdau Minas x Brusque, e a masculina em 24 de outubro, com Sil Vôlei Guarulhos x Azulim/Sicoob Aracoop/MC, conforme a CBV.

Liga Campeão 2025/26 Maior campeão da história Estreante ou novidade em 2026/27
Feminina Dentil Praia Clube (3º título) Sesc RJ Flamengo (12 títulos) Sancor Seguros Vôlei (PR) entre os 12 clubes
Masculina Sada Cruzeiro (10º título) Sada Cruzeiro (10 títulos) Norde Vôlei (CE), primeira Superliga

Superliga Feminina: os 12 clubes

Os participantes, segundo a CBV: Pinheiros (SP), Brusque Vôlei (SC), Paulistano Barueri (SP), Brasília Vôlei/BRB (DF), Batavo Mackenzie (MG), Sancor Seguros Vôlei (PR), Fluminense (RJ), Sesi Vôlei Bauru (SP), Osasco São Cristóvão Saúde (SP), Sesc RJ Flamengo (RJ), Gerdau Minas (MG) e Dentil Praia Clube (MG). Quatro deles já colocaram o nome na taça, e é por eles que a conversa começa.

Sesc RJ Flamengo

É o maior campeão feminino, com 12 títulos, segundo o Lance. O projeto nasceu como Rexona, em Curitiba, depois virou Unilever, Rexona-Ades e Sesc-RJ, sempre sob o comando de Bernardinho, e hoje carrega também a marca do Flamengo. O último título veio em 2016/17, segundo o WebVôlei, o que dá um peso extra à fila atual. Minha opinião: nenhum rival feminino deixa de olhar o Sesc com respeito, mesmo com tanto tempo sem taça. Veja a história do Sesc-RJ.

Gerdau Minas

O Minas Tênis Clube conquistou cinco Superligas femininas: 2001/02, 2018/19, 2020/21, 2021/22 e 2023/24, de acordo com o próprio clube. O quinto veio em Recife, num 3 sets a 1 sobre o Praia Clube (25/23, 21/25, 25/16 e 25/21). O Lance, em reportagem de 2026, soma seis títulos; como as fontes divergem, vale tratar a contagem do clube como a de Superliga e conferir os detalhes na página do Minas Tênis Clube. Em 2025/26, perdeu a final para o Praia.

Osasco São Cristóvão Saúde

Seis títulos, segundo a Itatiaia, o mais recente em 2024/25, num 3 sets a 1 (26/24, 19/25, 28/26 e 25/20) sobre o Sesi Bauru, o primeiro desde 2012. Treze anos entre uma taça e outra dão a medida do que a final significou.

Dentil Praia Clube

O time de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ganhou em 2017/18, 2022/23 e 2025/26, conforme a Agência Brasil. A última final teve a capitã e central Adenízia eleita MVP. É a história de um clube que, de vice-campeão frequente, virou potência.

Os que ainda procuram o primeiro título

Pinheiros, Fluminense, Barueri, Brasília, Mackenzie, Brusque, Sesi Bauru e Sancor Seguros Vôlei não aparecem no ranking de campeões da Superliga Feminina, segundo o Lance. O Sesi Bauru, aliás, chegou à final de 2024/25 e perdeu para o Osasco.

Superliga Masculina: os 12 clubes

Segundo a CBV: Montes Claros Vôlei (MG), Norde Vôlei (CE), Viapol Vôlei São José (SP), Sesi Bauru (SP), Saneago Goiás Vôlei (GO), Azulim/Sicoob Aracoop/MC (MG), Itambé Minas (MG), Suzano Vôlei (SP), Sil Vôlei Guarulhos (SP), Praia Clube Uberlândia Vôlei (MG), Vôlei Renata (SP) e Sada Cruzeiro (MG).

Sada Cruzeiro

Em 10 de maio de 2026, no Ibirapuera, o time mineiro bateu o Vôlei Renata por 3 sets a 0 (25/14, 27/25 e 25/21), conforme a Agência Brasil, e chegou ao décimo título. O oposto Oppenkoski fez 18 pontos e foi eleito o melhor em quadra. Foi a quarta final entre os dois em um ano. Com 10 títulos, o Sada isolou-se na liderança do ranking, segundo a Itatiaia, que traz Minas e Florianópolis com 4 cada. Conheça o Sada Cruzeiro por dentro.

Vôlei Renata

De Campinas, foi vice em 2024/25 e em 2025/26, sempre contra o Sada. A Agência Brasil lembra que o time também venceu a Copa Brasil e o Sul-Americano de Clubes no período, ou seja, quem diz que o Renata só perde finais não olhou o calendário inteiro.

Itambé Minas

O Minas masculino tem quatro títulos de Superliga no ranking da Itatiaia e abre a temporada em casa, na Arena Minas, contra o Sesi Bauru, em 28 de outubro, segundo a CBV.

Sesi Bauru e Suzano Vôlei

O Sesi tem dois títulos no ranking da Itatiaia (2010/11 e 2023/24), e o Suzano aparece com um. Os dois voltam em 2026/27 entre os 12.

As novidades e o resto da turma

O Norde Vôlei, do Ceará, estreia na Superliga treinado pelo campeão olímpico Marcelo Negrão, segundo a Gazeta Esportiva, e traz o Nordeste de volta à elite pela primeira vez desde o Rede Cuca, em 2023. Montes Claros, Azulim/Sicoob Aracoop/MC, Saneago Goiás, Sil Vôlei Guarulhos, Viapol São José e Praia Clube Uberlândia não constam entre os campeões da Superliga Masculina no ranking da Itatiaia.

O ângulo brasileiro: um vôlei que mora no interior

Olhe o mapa: Uberlândia, Contagem, Campinas, Bauru, Guarulhos, Goiânia, Brusque. A Superliga é um campeonato de cidades médias e grandes clubes de futebol que emprestam camisa (Flamengo, Fluminense, Cruzeiro). Minha opinião: é isso que dá graça ao campeonato, um título que pode parar em qualquer uma dessas cidades. E a volta do Nordeste, com o Norde Vôlei, mostra que o mapa ainda tem espaço para crescer. Para ver as taças lado a lado, confira os maiores campeões da Superliga Feminina, os maiores campeões da Superliga Masculina e a história da Superliga Masculina.

Perguntas rápidas

Quantos rebaixados a Superliga Masculina tem por temporada?

Segundo o WebVôlei, os dois últimos colocados são rebaixados ao fim da fase de classificação.

Onde passa a Superliga 2026/27?

Todos os jogos são transmitidos pelo Grupo Globo, no Sportv2 e no GETV, e a final vai à TV Globo, conforme a CBV.

Quantas substituições por set valem agora?

Oito, contra seis na temporada anterior, de acordo com a CBV.

Quem foi o MVP da final feminina de 2025/26?

A Agência Brasil aponta Adenízia, capitã e central do Praia Clube.

Quiz: teste seus conhecimentos

Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.

1. Quem foi o campeão da Superliga Feminina 2025/26?

Resposta correta: Dentil Praia Clube.

2. Quantos títulos da Superliga Masculina o Sada Cruzeiro tem após a final de maio de 2026?

Resposta correta: 10.

3. Quantas substituições por set valem na Superliga 2026/27?

Resposta correta: Oito.

4. Qual clube estreia na Superliga Masculina 2026/27 trazendo o Nordeste de volta?

Resposta correta: Norde Vôlei.

5. Qual clube é o maior campeão da Superliga Feminina, com 12 títulos?

Resposta correta: Sesc RJ Flamengo.

Seus acertos:

Fontes: CBV, Agência Brasil, Gazeta Esportiva, Itatiaia, Lance, Minas Tênis Clube, WebVôlei.

Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.