A Superliga Masculina de Vôlei é o principal campeonato nacional de clubes do Brasil, organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) desde a temporada 1994/95, quando substituiu a antiga Liga Nacional. O Sada Cruzeiro é o maior campeão, com 10 títulos, o último deles na temporada 2025/26, com vitória por 3 sets a 0 sobre o Vôlei Renata, em 10 de maio de 2026, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. A 33ª edição, a de 2026/27, começa em 24 de outubro de 2026 com 12 equipes.

Resumo da Superliga Masculina

Item Dado
Organizador Confederação Brasileira de Voleibol (CBV)
Primeira temporada 1994/95
Primeiro campeão Frangosul/Ginástica (RS)
Atual campeão Sada Cruzeiro (2025/26)
Maior campeão Sada Cruzeiro, 10 títulos
Temporada sem campeão 2019/20, encerrada pela pandemia de covid-19
Temporada 2026/27 12 times, início em 24 de outubro de 2026

Como surgiu a Superliga Masculina

O Brasil já tinha uma competição nacional de clubes antes da Superliga. O Campeonato Brasileiro foi criado em 1976, aberto a clubes amadores de todos os estados, e passou a ser anual, com equipes profissionais, a partir de 1980. Em 1988, o torneio virou Liga Nacional, disputada entre o segundo semestre de um ano e o primeiro do ano seguinte.

Na temporada 1994/95, a CBV reformulou o campeonato e criou a Superliga Nacional, no formato que existe até hoje. Antes disso, a Liga Nacional teve como campeões a Pirelli (1988/89), o Banespa (1989/90, 1990/91 e 1991/92) e o Suzano (1992/93 e 1993/94).

A primeira edição da Superliga terminou com título do Frangosul/Ginástica, de Novo Hamburgo (RS), sobre o Nossa Caixa/Suzano. Para conhecer a evolução do esporte desde o começo, veja também a história do voleibol.

Todos os campeões da Superliga Masculina ano a ano

A tabela abaixo reúne campeão e vice de todas as temporadas, com os nomes que as equipes usavam na época (muitos clubes mudaram de patrocinador ao longo dos anos).

Temporada Campeão Vice-campeão
1994/95 Frangosul/Ginástica (RS) Nossa Caixa/Suzano (SP)
1995/96 Olympikus/Telesp (SP) Report/Suzano (SP)
1996/97 Report/Suzano (SP) Banespa/São Bernardo (SP)
1997/98 Diadora/Ulbra (RS) Olympikus/Rio de Janeiro (RJ)
1998/99 Pepsi/Ulbra (RS) Report/Nipomed/Suzano (SP)
1999/2000 Telemig Celular/Minas (MG) Unisul (SC)
2000/01 Telemig Celular/Minas (MG) Ulbra (RS)
2001/02 Telemig Celular/Minas (MG) Banespa/São Bernardo (SP)
2002/03 Ulbra (RS) Unisul (SC)
2003/04 Unisul (SC) Ulbra (RS)
2004/05 Banespa/MasterCard (SP) Telemig Celular/Minas (MG)
2005/06 Cimed/Florianópolis (SC) Telemig Celular/Minas (MG)
2006/07 Telemig Celular/Minas (MG) Cimed/Florianópolis (SC)
2007/08 Cimed/Florianópolis (SC) Vivo/Minas (MG)
2008/09 Cimed/Florianópolis (SC) Vivo/Minas (MG)
2009/10 Cimed/Florianópolis (SC) Montes Claros (MG)
2010/11 Sesi-SP (SP) Sada Cruzeiro (MG)
2011/12 Sada Cruzeiro (MG) Vôlei Futuro (SP)
2012/13 RJX (RJ) Sada Cruzeiro (MG)
2013/14 Sada Cruzeiro (MG) Sesi-SP (SP)
2014/15 Sada Cruzeiro (MG) Sesi-SP (SP)
2015/16 Sada Cruzeiro (MG) Vôlei Brasil Kirin (SP)
2016/17 Sada Cruzeiro (MG) Funvic Taubaté (SP)
2017/18 Sada Cruzeiro (MG) Sesi-SP (SP)
2018/19 Funvic Taubaté (SP) Sesi-SP (SP)
2019/20 Sem campeão (temporada encerrada pela pandemia de covid-19) Sem final
2020/21 Funvic Taubaté (SP) Minas Tênis Clube (MG)
2021/22 Sada Cruzeiro (MG) Minas Tênis Clube (MG)
2022/23 Sada Cruzeiro (MG) Minas Tênis Clube (MG)
2023/24 Sesi Bauru (SP) Vôlei Renata (SP)
2024/25 Sada Cruzeiro (MG) Vôlei Renata (SP)
2025/26 Sada Cruzeiro (MG) Vôlei Renata (SP)

As eras da Superliga

Anos 1990: Suzano, Ulbra e o primeiro domínio do Minas

As primeiras temporadas tiveram campeões diferentes: Frangosul/Ginástica, Olympikus/Telesp e Report/Suzano venceram as três primeiras edições. A Ulbra, de Canoas (RS), ganhou duas seguidas (1997/98 e 1998/99) e voltaria a ser campeã em 2002/03. Entre 1999/2000 e 2001/02, o Minas Tênis Clube, então Telemig Celular/Minas, foi o primeiro tricampeão consecutivo da competição.

Anos 2000: Cimed, o time de Florianópolis

A década foi marcada pelas finais entre Minas e Cimed. O time de Florianópolis conquistou quatro títulos (2005/06, 2007/08, 2008/09 e 2009/10), com tricampeonato consecutivo no fim da década. O Minas levou o quarto título em 2006/07, justamente sobre a Cimed. No meio do caminho, Unisul (2003/04) e Banespa (2004/05) também levantaram a taça.

Anos 2010: a hegemonia do Sada Cruzeiro

Depois do título do Sesi-SP em 2010/11, sobre o próprio Cruzeiro, o time de Contagem (MG) ganhou a primeira Superliga em 2011/12. O RJX interrompeu a sequência em 2012/13, mas o Cruzeiro emendou cinco títulos seguidos, de 2013/14 a 2017/18, recorde da competição. Saiba mais sobre a trajetória do clube na página do Sada Cruzeiro.

Taubaté, pandemia e a volta do Cruzeiro

O Funvic Taubaté encerrou a série mineira em 2018/19, ao vencer o Sesi-SP na final, e repetiu o título em 2020/21, sobre o Minas. A temporada 2019/20 foi encerrada antes da reta final por causa da pandemia de covid-19, sem campeão. O Cruzeiro voltou a vencer em 2021/22 e 2022/23, nas duas vezes contra o Minas.

2023/24 a 2025/26: Sesi Bauru e o bicampeonato celeste

Em 28 de abril de 2024, no Ginásio Geraldão, em Recife, o Sesi Bauru venceu o Vôlei Renata por 3 sets a 0 (25/16, 25/23 e 25/20) e conquistou o segundo título nacional da história do projeto, que já tinha vencido em 2010/11 como Sesi-SP. O oposto Darlan foi eleito o melhor jogador do campeonato, e Anderson Rodrigues, o melhor técnico.

Em 4 de maio de 2025, no Ginásio do Ibirapuera, o Sada Cruzeiro bateu o Vôlei Renata por 3 sets a 1 (18/25, 25/23, 25/23 e 25/21), diante de mais de 10 mil torcedores, e chegou ao nono título. O central Lucas Saatkamp foi o melhor do time na decisão, com 14 pontos.

Um ano depois, em 10 de maio de 2026, a final em jogo único repetiu o duelo no mesmo ginásio. O Cruzeiro venceu por 3 sets a 0 (25/14, 27/25 e 25/21) e chegou ao décimo título. Welinton Oppenkoski foi o destaque da final, com 18 pontos, e Lucas foi eleito o melhor jogador da temporada pela segunda vez seguida. Foi a terceira final consecutiva perdida pelo Vôlei Renata, que ainda não venceu a Superliga.

Maiores campeões da Superliga Masculina

Contando apenas a era Superliga (desde 1994/95), o ranking fica assim:

Clube Títulos Temporadas
Sada Cruzeiro (MG) 10 2011/12, 2013/14, 2014/15, 2015/16, 2016/17, 2017/18, 2021/22, 2022/23, 2024/25 e 2025/26
Minas Tênis Clube (MG) 4 1999/2000, 2000/01, 2001/02 e 2006/07
Cimed/Florianópolis (SC) 4 2005/06, 2007/08, 2008/09 e 2009/10
Ulbra (RS) 3 1997/98, 1998/99 e 2002/03
Sesi (SP) 2 2010/11 e 2023/24
Taubaté (SP) 2 2018/19 e 2020/21
Frangosul/Ginástica, Olympikus/Telesp, Suzano, Unisul, Banespa e RJX 1 cada Ver tabela ano a ano

Somando o Campeonato Brasileiro e a Liga Nacional anteriores a 1994, o Cruzeiro continua na frente, com 10 títulos nacionais. O Minas tem 7 (1984, 1985, 1986 e os quatro da era Superliga) e o Banespa, 6. Veja o detalhamento em maiores campeões da Superliga Masculina.

MVPs e recordes

O prêmio de melhor jogador da Superliga não foi entregue em todas as temporadas: não houve premiação em 1996/97 nem entre 2002/03 e 2013/14. Os vencedores registrados são:

  • 1994/95: Giovane Gávio
  • 1995/96: Carlão
  • 1997/98: Gilson Bernardo
  • 1998/99: Nalbert Bitencourt
  • 1999/2000: Kid
  • 2000/01 e 2001/02: Maurício Lima
  • 2014/15, 2015/16 e 2017/18: Yoandy Leal
  • 2016/17: Evandro Guerra
  • 2018/19: Ricardo Lucarelli
  • 2020/21: Maurício Borges
  • 2021/22 e 2022/23: Miguel Ángel López
  • 2023/24: Darlan
  • 2024/25 e 2025/26: Lucas Saatkamp

Entre os jogadores, o recorde de títulos é de 9 Superligas, marca do líbero Serginho, igualada por Lucas Saatkamp com a conquista de 2025/26. O técnico Filipe Ferraz participou de todos os títulos do Cruzeiro: dos seis primeiros como ponteiro e dos demais como treinador. Leia também sobre Serginho, maior campeão da Superliga.

Superliga Masculina 2026/27: datas, times e formato

A CBV lançou a temporada em 1º de outubro de 2026. A 33ª edição reúne 24 times (12 no masculino e 12 no feminino), de 18 cidades em sete estados e no Distrito Federal, com cerca de 290 jogos ao longo de sete meses. O torneio masculino começa no sábado, 24 de outubro, uma semana depois do feminino.

As 12 equipes do masculino são:

  • Sada Cruzeiro (MG), atual campeão
  • Vôlei Renata (SP), de Campinas
  • Sesi Bauru (SP)
  • Minas (MG)
  • Praia Clube (MG), de Uberlândia
  • Montes Claros Vôlei (MG)
  • Monte Carmelo (MG)
  • Goiás Vôlei (GO)
  • Suzano Vôlei (SP)
  • Vôlei Guarulhos (SP)
  • Vôlei São José (SP)
  • Norde Vôlei (CE), estreante na competição

O formato segue o das últimas temporadas: turno e returno na fase classificatória, com todos se enfrentando em casa e fora. Os oito melhores avançam às quartas de final, disputadas em melhor de três jogos, assim como as semifinais. A final é em jogo único. Entre as novidades de regra, seguindo orientação da FIVB, o número de substituições por set passa de seis para oito, e a arbitragem promete mais rigor com as conduções e o toque de ataque irregular. Todos os jogos terão transmissão de canais do Grupo Globo (sportv2, GETV no YouTube e TV Globo nas partidas decisivas).

Para conhecer os elencos, confira o guia de times de vôlei do Brasil na Superliga.

Perguntas frequentes

Quem é o maior campeão da Superliga Masculina de Vôlei?

O Sada Cruzeiro, com 10 títulos, o último deles em 2025/26. Na sequência aparecem Minas e Cimed, com 4 cada na era Superliga.

Quem foi o campeão da Superliga Masculina 2025/26?

O Sada Cruzeiro, que venceu o Vôlei Renata por 3 sets a 0 na final de 10 de maio de 2026, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Quando começa a Superliga Masculina 2026/27?

No sábado, 24 de outubro de 2026, com 12 equipes. A abertura do turno tem Vôlei Guarulhos x Monte Carmelo.

Quando foi criada a Superliga Masculina?

Na temporada 1994/95, pela CBV, em substituição à Liga Nacional. O primeiro campeão foi o Frangosul/Ginástica, de Novo Hamburgo (RS).

Houve alguma temporada sem campeão?

Sim. A temporada 2019/20 foi encerrada pela CBV e pelos clubes por causa da pandemia de covid-19, sem definição de campeão.

Fontes: Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Volleyball World, Agência Brasil, Gazeta Esportiva, Lance, Folha Vitória, Correio da Manhã, Midiamax, Agora RN, Máquina do Esporte, Wikipedia.

Alice Tamashiro

Repórter do Esportelândia desde 2024. Formada em arbitragem pela Federação Paulista de Voleibol. Fundadora e administradora da página Passe Na Mão, uma das maiores referência de voleibol feminino do país.