Desde que chegou na NPC, há pouquíssimo tempo, a categoria Wellness vem conquistando o público e, se depender das brasileiras, os títulos serão todos nacionais.

Com um grande número de atletas brasileiras dentro do top 5 do primeiro Mr. Olympia da categoria, em 2021, a expectativa para que o fato citado anteriormente aconteça é grande.

Para evidenciar isso, preparamos este guia para quem busca conhecer mais sobre o que é a Wellness.

Bem como entender o motivo do Brasil ser o país principal desta classe.

O corpo de uma atleta da categoria Wellness

Categoria Wellness
Angela Borges. Reprodução/MagaClick

Por ser uma das classes “iniciais” do fisiculturismo feminino, esta classe não exige corpos tão volumosos como uma Women ‘s Physique.

Porém, as Wellness são consideravelmente maiores que as atletas Bikini.

Assim, há uma sequência de grupos musculares importantes e que decidem campeonatos desta classe. 

Com isso, confira abaixo os principais agrupamentos da categoria Wellness e os seus diferenciais:

  • Posterior de coxa: deve estar apresentando cortes, porém, sem a necessidade de fibras ou de desidratação;
  • Glúteos: principal músculo da categoria. Deve ser volumoso e com o formato de gota bem preservado;
  • Quadríceps: arredondados e bem trabalhados. Não necessita estarem com cortes profundos ou apresentar condicionamento extremo;
  • Abdômen: é importante demonstrar bom detalhamento, além de ser um dos pontos que mostram o quão condicionada a atleta está;
  • Ombros: Outro agrupamento importante, a partir dele as mulheres podem afinar sua cintura (o que é muito importante nesta classe);
  • Costas como um todo: dorsais devem ser bem trabalhadas. Já a parte inferior pode demonstrar fibras, além de ser um bom ponto para mostrar condicionamento.

Por fim, mesmo não sendo um músculo, o rosto da atleta da categoria Wellness também é importante.

Isto porque é uma classe que preza por uma mulher feminina, sem muitos traços de uso de hormônios (como mandíbulas largas). 

Além de também ser visto com maus olhos bochechas muito ressecadas devido a processos de desidratação.

O DNA brasileiro

A princípio, um dos motivos que explicam o sucesso do Brasil na Wellness é que o DNA das brasileiras se encaixa perfeitamente nos requisitos.

Afinal de contas, não é raro vermos por aí filmes e séries que relacionam mulheres com quadris largos a brasileiras.

E isso não fica só em obras de ficção, já que o fisiculturismo é uma prova de que isto é uma realidade.

Com a predominância atual das atletas nacionais nesta classe, fica claro que nosso DNA, com glúteos e pernas volumosas, ajuda as brasileiras na Wellness.

Duas poses e o desfile

Assim como a categoria Bikini, as poses da Wellness não possuem tanta variações, mesmo tendo diferenças mínimas entre elas.

Desta maneira, há a pose frontal e a de costas.

Na primeira, o objetivo da atleta é evidenciar seus músculos do: 

  • Quadríceps;
  • Dorsal frontal;
  • Abdômen;
  • Ombros;
  • Glúteo (a depender do ângulo da pose).

Por outro lado, na pose de costas, as mulheres devem focar em mostrar seu:

  • Posterior de coxa;
  • Dorsal (costas como um todo);
  • Glúteo (grande diferencial da Wellness) e, nessa hora, a condição da atleta é evidenciada por meio de cortes e estriamentos.
Pose de costas da atleta Rayane Fogal. Reprodução/MagaClick

Além disso, o desfile é algo muito importante para ser evidenciado durante as batalhas da categoria Wellness.

Funcionando como um “quarto de voltas” das categorias masculinas, através do desfile será possível saber qual atleta já tem intimidade com o palco.

Ainda nessa etapa será possível verificar o nível de condicionamento da mulher e detalhes de alguns grupos como glúteos e quadríceps.

Mr. Olympia 2021: O primeiro da categoria Wellness

Vale dizer que a categoria Wellness é a uma classe do fisiculturismo feminino recém chegada na NPC.

Assim, o primeiro Mr.Olympia que teve a presença desta classe dentro do campeonato aconteceu em 2021, e teve como vencedora a atleta Francielle Mattos.

Atrás dela, veio a também brasileira Ângela Borges.

Ainda dentro do top 5 tivemos a presença de outras duas mulheres nascidas no país tupiniquim, Isabelle Nunes e Júlia Chitarra. Que ficaram em top 3 e top 5, respectivamente.

Por fim, o 4° lugar do mundial deste ano ficou com a porto-riquenha Yarisha Ayala.

A briga entre Ângela Borges e Francielle Mattos

Foi poucas as vezes que vimos dois brasileiros ou brasileiras lutando pelo topo de uma categoria.

Esse fator deve acontecer durante os próximos anos quando se trata da categoria Wellness.

Como já dito, esta categoria é perfeita para o físico feminino brasileiro.

Assim, obviamente que a disputa para o topo desta classe seria entre duas mulheres nascidas por aqui, não é mesmo?

Portanto, é esse fato que aconteceu em 2021 e deve acontecer novamente durante os próximos anos: Francielle Mattos e Angela Borges disputando pela coroa da Wellness.

Apesar de ser uma disputa sadia entre as duas atletas, há uma verdadeira guerra nos palcos quando ambas se enfrentam.

Assim, os mais apaixonados pelo esporte acabam se lembrando de icônicas disputas da história, como Ronnie Coleman vs Jay Cutler.

Dizer qual das duas irá ter um maior destaque nessa temporada é arriscar e acabar sendo hipócrita, pois ambas possuem plenas condições de ocuparem o topo.

Que atualmente pertence à Francielle.

Francielle Mattos. Reprodução/Maga Click

Assim, quem sai ganhando com isso é o Brasil. Já que podemos ver duas mulheres nascidas no país verde e amarelo disputando pelo topo de uma categoria do fisiculturismo.

Imagem destacada: Reprodução/MagaClick