Em 2022, novamente, não temos representantes do Brasil na Fórmula 1. Mas, ainda que as vitórias de Ayrton Senna fiquem apenas na memória, será a chance mais uma vez de acompanharmos o talento de Max Verstappen e Lewis Hamilton.

Será que o piloto alemão chegará ao segundo título mundial?

Se você quer acompanhar a maior categoria do automobilismo, mas não está tão por dentro da Fórmula 1, não se preocupe. Nós vamos te ajudar a tirar as principais dúvidas.

Você sabe quantos pontos vale a vitória na Fórmula 1? Entende bem como funciona um pit stop?

Venha com a gente, saiba essas respostas e confira tudo sobre Fórmula 1!

O que é Fórmula 1?

A Fórmula 1 é a principal categoria de automobilismo do mundo. A competição foi criada em 1950, pela Federação Internacional de Automobilismo, com o objetivo de reunir os Grandes Prêmios que eram disputados na Europa.

Inicialmente, o campeonato era composto por 6 provas disputadas em países europeus (Reino Unido, Mônaco, Suíça, Bélgica, França e Itália), além de incluir o resultado das 500 milhas de Indianápolis — tradicional corrida da Fórmula Indy.

Efetivamente, a história da Fórmula 1 começou em 13 de maio de 1950, quando foi disputada a primeira corrida da categoria no circuito de Silverstone, no Reino Unido.

Desde então, o campeonato passou por diversas mudanças de regras. Algumas equipes da Fórmula 1 se tornaram extintas, enquanto outras surgiram. A seguir, você entenderá como é disputado o mundial atualmente.

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Como funciona a Fórmula 1?

Na temporada 2022, 10 equipes disputarão a Fórmula 1 — a Ferrari é a única escuderia a ter participado de todas as edições da história da categoria.

Cada uma das 10 equipes é representada por 2 pilotos. Os resultados dessa dupla são válidos para o mundial de construtores, enquanto os pilotos competem individualmente para saber quem será o campeão da categoria de mais prestígio do automobilismo.

Como funciona o sistema de pontuação na Fórmula 1?

Por muitos anos, a vitória valeu 10 pontos para o vencedor. Mas, nas últimas décadas, o sistema de pontuação da Fórmula 1 foi modificado, mais pilotos passaram a pontuar e cresceram os valores atribuídos às melhores colocações em cada grande prêmio.

Atualmente, os 10 primeiros colocados somam pontos. O primeiro colocado ganha 25 pontos, enquanto o décimo recebe apenas 1.

Desde 2010, a pontuação na Fórmula 1 a cada corrida segue este sistema:

  • Primeiro colocado: 25 pontos
  • Segundo colocado: 18 pontos
  • Terceiro colocado: 15 pontos
  • Quarto colocado: 12 pontos
  • Quinto colocado: 10 pontos
  • Sexto colocado: 8 pontos
  • Sétimo colocado: 6 pontos
  • Oitavo colocado: 4 pontos
  • Nono colocado: 2 pontos
  • Décimo colocado: 1 ponto

Desde a primeira corrida da temporada 2019, é dado um ponto extra ao piloto que fizer a volta mais rápida.

O piloto que somar mais pontos ao longo de todo o campeonato será o campeão do mundial de pilotos da Fórmula 1.

Em 2018, por exemplo, Lewis Hamilton se sagrou pentacampeão com 408 pontos, 88 a mais que o vice Sebastian Vettel.

Com os 408 pontos de Lewis Hamilton somados aos 247 obtidos por seu companheiro Valtteri Bottas, a Mercedes foi campeã do mundial de construtores. A equipe alemã totalizou 655 pontos, contra 571 da Ferrari.

Campeão em 2018, Lewis Hamilton conquistou o campeonato com 88 pontos a mais que Sebastian Vettel
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Quantas corridas tem a Fórmula 1?

Na temporada 2021, o calendário da Fórmula 1 terá 23 provas.

O primeiro grande prêmio é o do Bahrein, em 20 de março. A temporada acaba em 20 de novembro, quando será disputado o GP de Abu Dhabi — o GP do Brasil, em Interlagos, será realizado em 13 de novembro.

As corridas são sempre realizadas aos domingos, mas a disputa de um GP não se resume apenas à prova. Cada etapa dura um fim de semana inteiro.

Na sexta-feira, há duas sessões de treinamento de 90 minutos. Já no sábado, há uma sessão de 60 minutos, que antecede a etapa qualificatória.

Na briga pela pole position, todas as voltas são cronometradas, de forma que os mais rápidos larguem nas primeiras colocações no domingo.

Em 2022, o calendário de corridas da Fórmula 1 seguirá esta ordem:

  1. Bahrein: 20 de março
  2. Arábia Saudita: 27 de março
  3. Austrália: 10 de abril
  4. Emilia Romagna: 24 de abril
  5. Miami: 8 de maio
  6. Espanha: 22 de maio
  7. Mônaco: 29 de maio
  8. Azerbaijão: 12 de junho
  9. Canadá: 19 de junho
  10. Grã-Bretanha: 3 de julho
  11. Áustria: 10 de julho
  12. França: 24 de julho
  13. Hungria: 31de julho
  14. Bélgica: 28 de agosto
  15. Holanda: 4 de setembro
  16. Itália: 11 de setembro
  17. Rússia: 25 de setembro
  18. Singapura: 2 de outubro
  19. Japão: 9 de outubro
  20. Estados Unidos: 23 de outubro
  21. México: 30 de outubro
  22. Brasil: 13 de novembro
  23. Abu Dhabi: 20 de novembro
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Quais são as principais regras da Fórmula 1?

A cada ano, a Federação Internacional de Automobilismo anuncia mudanças no regulamento da Fórmula 1, para tornar as corridas menos previsíveis e aumentar o número de ultrapassagens.

Em 2019, as novas regras da F1 envolveram desde requisitos para ultrapassagem depois da entrada do safety car, até o uso de um painel eletrônico para indicar o fim da corrida.

A partir daquela temporada, após um período de safety car nas pistas, as ultrapassagens somente são permitidas quando os pilotos cruzam a reta de chegada.

Para sinalizar o fim da corrida, a FIA passou a adotar um painel de luz xadrez, ainda que a bandeira quadriculada continue sendo utilizada ao fim da última volta.

Seguindo as novas regras da Fórmula 1, houve mudanças nas regulagens do espelhos e das asas traseiras. Por segurança, houve adição de luzes traseiras, assim como pequenas modificações na carenagem do halo (aquela proteção para a cabeça dos pilotos no cockpit que já foi comparada a sandálias Havaianas).

Neste ano, a FIA deseja mudar o sistema de pontuação de corridas sprint. Enquanto uma decisão sobre os planos para 2022 será feita em conjunto com as equipes e a FIA durante o inverno europeu, a proprietária da F1, Liberty Media, está trabalhando em sua visão para o que acha que deve mudar no próximo ano.

O diretor esportivo da categoria, Ross Brawn, reiterou que seis eventos são a meta para 2022, com todos os promotores expressando interesse em realizar uma no próximo ano.

A decisão sobre quais corridas serão ‘premiadas’ ainda não foi feita, mas é provável que elas sejam distribuídas uniformemente ao longo da temporada.

Apesar das sugestões recentes das corridas sprints se tornarem eventos autônomos, potencialmente com grids invertidos, Brawn deixou claro que, em vez disso, haverá apenas uma evolução das regras para 2022.

Com a incerteza sobre o impacto que os novos carros trarão, ele acha que é sensato que o esporte espere para ver como as coisas vão acontecer no ano que vem antes de mudar muito o sistema.

No entanto, ele diz que há ajustes importantes que serão colocados, incluindo uma mudança no sistema de pontos, a atribuição da pole position e o nome ‘sprint’.

Falando para a mídia selecionada na segunda-feira, Brawn disse: “A princípio, concordamos com as equipes que vamos olhar para seis eventos para o próximo ano. Há muito a ser resolvido antes disso, e nossa visão é que devemos tomar alguns passos progressivos para o próximo ano, mas não passos radicais.”

“E isso é em parte porque temos o novo carro chegando, e todos precisam se acalmar com o novo carro chegando.”

“Precisamos ver o impacto disso. Portanto, temos sido relativamente conservadores e evolucionários em 2022. Mas estamos otimistas sobre o conceito e muito satisfeitos que a F1 foi corajosa o suficiente para tentar um conceito alternativo em três corridas para ver como funciona.”

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Como funciona o pit stop na Fórmula 1?

Ainda que a FIA busque alterar a regra para tornar as corridas mais empolgantes, muitas provas da Fórmula 1 são decididas no pit stop.

Desde 2010, por questões de segurança, não há mais reabastecimento de combustível durante as corridas da Fórmula 1. Porém, a troca de pneus ainda pode ser decisiva.

A agilidade no pit stop pode representar as frações de segundo que levarão um piloto ao lugar mais alto do pódio.

Ao entrar no boxe da Fórmula 1, os pilotos devem diminuir a velocidade. Mas, a partir do momento em que eles param os carros, a responsabilidade do tempo gasto no pit stop fica com a equipe.

Mais de 20 pessoas podem ser envolvidas em um pit stop. São três mecânicos para a troca de cada um dos 4 pneus — um com a pistola de ar comprimido para desenroscar a porca, outro para retirar o pneu usado e o terceiro para colocar o novo.

Há ainda dois mecânicos que se encarregam de levantar o carro com macacos na parte dianteira e traseira. O chefe da equipe fica responsável por comandar o “pirulito”.

O carro só pode ser liberado para voltar à corrida quando todos os pilotos que utilizam as pistolas de ar comprimido levantam o braço sinalizando que concluíram a troca de pneu. O piloto aguarda a sinalização do homem à sua frente, com o levantamento da placa, para que ele possa arrancar.

O pit stop mais rápido da história da Fórmula 1 foi realizado pela Red Bull, em 2019. A equipe trocou todos os 4 pneus de Max Verstappen em apenas 1,82 segundo no GP do Brasil, em Interlagos.

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* Última atualização em 14/02/2022