Confira o guia de Roland Garros 2020: os protocolos de saúde, os favoritos, os brasileiros em quadra e onde assistir ao Grand Slam

Roland Garros 2020 é certamente a mais diferente das últimas edições do torneio. Fora de época, com bola nova e torcida reduzida, o Grand Slam acumula obstáculos para além de seu lento e ardiloso terreno.

Ainda assim, podemos ter os mesmos vencedores de sempre. Rafael Nadal busca seu 13º título, de olho no recorde de conquistas de Roger Federer. Serena Williams também está atenta aos números, justamente no seu Major “menos favorito”.

A veterana não terá vida fácil, com a concorrência de campeãs recentes como Muruguza e Simona Halep, além da sua algoz do US Open de 2020, Victoria Azarenka.

Com novos ou velhos campeões, não faltarão motivos para assistir ao torneio. Por exemplo, para torcer, teremos pelo menos cinco partidas com brasileiros em quadra, além de uma chance real de título com Bruno Soares nas duplas.

Para descobrir, há toda uma nova geração de tenistas povoando as chaves principais. Sem falar do teto retrátil…

São, enfim, muitos os aspectos para se acompanhar em Roland Garros 2020. Os principais você confere logo abaixo no nosso guia.

Os Protocolos de Roland Garros 2020

Assim como todos os outros eventos esportivos de grande porte no contexto da pandemia do novo coronavírus, Roland Garros 2020 só acontece a partir de um extenso protocolo de saúde.

A exemplo da bolha do US Open 2020, o torneio francês irá isolar os atletas em seu complexo e nos hotéis das proximidades. Os cabeças de chave não chegarão a dormir nas quadras como no Major estadunidense, mas conviverão com rígidas medidas de isolamento.

O complexo, por exemplo, só poderá ser usado para os treinos daqueles que atuarão no mesmo dia. Quem estiver sem agenda, só pode soltar o braço no Jean Bouin, ambiente de treinos secundário.

Todo o espaço onde ocorre o torneio, aliás, está submetido a um grande protocolo de saúde. Os 12 hectares do terreno foram divididos em três áreas distintas, todas separadas e isoladas de maneira hermética entre si.

Além disso, os jogadores foram para Paris com a equipe reduzida, com no máximo dois membros de sua comissão técnica.

Público em Roland Garros 2020

Apesar de algumas instabilidades a poucos dias do início do torneio, todo esse protocolo busca garantir a segurança não só dos atletas e outros envolvidos na organização e na cobertura como também o do público presente.

Sim, teremos público em Roland Garros 2020. Ele será, claro, reduzidíssimo. Nas semanas anteriores ao início da competição, foram liberadas pela prefeitura até 11,5 mil pessoas por dia nas quadras.

O número, no entanto, foi diminuindo para 5 mil e depois para mil espectadores a poucos dias da abertura do torneio. A nova subida no número de casos em Paris e em toda a França motivaram a maior cautela da organização.

Foto da nova quadra de Roland Garros, Simone-Mathieu
A capacidade dos estádios será bastante reduzida (Divulgação/Twitter Roland Garros)

Novidades de Roland Garros 2020

Se pequena presença de público é um duro mas necessário golpe na competição — e até na competitividade, de certa forma —, a edição de 2020 terá uma série de novidades para apimentar as partidas.

Uma delas é a inclusão de tetos retráteis em todas as quadras, impedindo a paralisação das partidas por conta de chuvas, que devem ser mais constantes, já que o torneio será disputado no inverno europeu.

Além disso, teremos luzes artificiais no complexo, pensadas para “extinguir” as interrupções nas partidas principais por falta de luz natural. A ideia não é ter jogos noturnos, mas acionar o sistema de iluminação no fim da tarde. Para um campeonato de jogos longos como é tradicionalmente Roland Garros, é uma boa novidade.

Todos esses novos artifícios estarão presentes novísima quadra Simonne-Mathieu, a terceira do complexo, outra novidade para a edição de 2020 do Grand Slam.

Por fim, mas não menos importante, há a troca das bolas oficiais. As antigas Babolat foram substituídas pelas redondinhas da Wilson, que são bonitas, mas já foram muito criticadas por Rafael Nadal, provavelmente a maior autoridade no torneio parisiense.

Premiação de Roland Garros 2020

Se por acaso as novas bolas atrapalharem o 13º título de Nadal, o espanhol ainda terá motivos para sorrir. A organização aumentou em 8% a premiação total, que será refletida principalmente no dinheiro ganho pelos eliminados nas primeiras fases.

Quem for para casa logo na estreia o fará com € 46 mil no bolso. Os eliminados na rodada seguinte sairão de Paris com € 87 mil a mais na conta. São aumentos de 15% e 10% em relação ao ano anterior, respectivamente.

A premiação não mudou muito para o vencedor e o segundo colocado, mas ela continua bastante, digamos, interessante. O campeão leva a bagatela de € 2,3 milhões e o vice fica com “só” € 1,2 milhões.

Ao todo, serão mais de 42 milhões de euros distribuídos entre os atletas.

Nadal e Thiem em Roland Garros
Nadal foi campeão de Roland Garros 2019 sobre Thiem

Favoritos em Roland Garros

Independentemente das condições especiais de Roland Garros 2020, simplesmente não há como falar dos favoritos sem começar com Rafael Nadal, o “Rei do Saibro”.

12 vezes campeão do torneio, o espanhol tem uma combinação perfeita de estilo, porte físico e mentalidade para se sobressair no saibro, o que, apesar dos obstáculos desta edição, pode fazer a diferença.

Há ainda a enorme motivação de igualar o recorde de Roger Federer em número de conquistas de Grand Slams masculinos. Nadal tem, até agora, 19. O suíço, que está fora da temporada de 2020, 20.

O ano “quase perfeito” de Djokovic

Djokovic ainda não pode buscar o recorde de Federer ou mesmo o número de Nadal, mas já pode chegar bem perto. São, afinal, 17 Majors conquistados na carreira.

O momento certamente é favorável. Vencedor do último Masters 1000 antes de Roland Garros, o sérvio vem de um ano praticamente perfeito. Se não contarmos a desclassificação no US Open 2020, Djoko ainda não foi derrotado na temporada.

A primavera de Dominic Thiem

Completa a trinca de favoritos o atual número 3 do mundo, Dominic Thiem. O austríaco enfim venceu o seu primeiro Grand Slam da carreira no US Open 2020.

Com a confiança da conquista recente e o preparo de uma vida toda para o saibro, o tenista chega forte para aquele que é o maior objetivo da carreira: conquistar Roland Garros.

Serena Williams em busca do recorde

Na chave feminina, Serena Williams se aproveita das ausências de Naomi Osaka e Ashley Barty para reconquistar a confiança após um início de temporada um tanto irregular. Vale lembrar que a tenista está sem conquistar um Major desde 2017, quando levou o seu 23º.

Serena se alimenta da busca pelo 24º título e igualar o recorde estabelecido por Margaret Court.

A retomada de Victoria Azarenka

Uma das principais rivais da estadunidense é  Victoria Azarenka. Ex-número 1 do mundo (2012), a bielorrussa vem recuperando o alto desempenho na carreira. No US Open 2020, voltou a disputar uma final depois de passar justamente por Serena nas semifinais.

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Os tenistas brasileiros em Roland Garros

Teremos uma verdadeira legião brasileira nas quadras de Roland Garros. A maior parte e maior força está nas duplas, com quatro participantes em quatro duplas diferentes.

Thiago Monteiro é a “estrela solitária” das simples, já que Thiago Wild caiu nas eliminatórias.

Ex-número 2 do ranking mundial juvenil, Monteiro vive uma fase regular na carreira, livre de lesões e atualmente no Top 100 da ATP. Seu objetivo é ir além do melhor desempenho de Grand Slams na carreira, que foi a segunda fase de Roland Garros 2017.

Nas duplas, a maior chance de título está com Bruno Soares. Junto do croata Mate Pavic, o brasileiro venceu o US Open 2020, seu segundo título no torneio, e entra na competição confiante e em boa fase.

Logo em seguida temos o antigo parceiro de Bruno, Marcelo Melo. O tenista, afinal de contas, é ex-número 1 do mundo no ranking das duplas e foi o último brasileiro a conquistar Roland Garros, em 2015, ao lado de Ivan Dodig.

Seu xará Marcelo Demoliner corre por fora, mas, ao lado do holandês Matwé Middelkoop, venceu seu terceiro título da carreira em 2020 e vive boa fase.

Por fim, há boas expectativas com Luísa Stefani. Atual número 32 do ranking de duplas da WTA, a tenista conseguiu bons resultados nos torneios preparatórios de 2020 ao lado da parceira, a estadunidense Hayley Carter.

Foto de Luísa Stefani no torneio de Strasburgo em 2020
Stefani ficou na primeira fase de Roland Garros em 2019 (Divulgação/Internazionali di italia)

Ingressos para Roland Garros 2020

Depois de restituir os ingressos comprados para maio e junho, época em que o torneio ocorre tradicionalmente, a venda do novo lote começou no dia 9 de setembro.

Se você tinha alguma esperança de conseguir entradas para Roland Garros 2020, sentimos muito em informar que todos os ingressos foram esgotados. A procura para o Grand Slam é sempre grande, mas, com apenas 1000 pessoas permitidas por dia, as vendas foram concluídas rapidamente.

De qualquer maneira, maiores informações estão disponíveis no site oficial da competição.

Onde assistir a Roland Garros 2020

Agora, para quem quer assistir em casa, a situação é bem mais tranquila. O assinante de TV a cabo pode assistir a Roland Garros 2020 no BandSports ou no SporTV 3. O canal do Grupo Globo transmite a maioria dos jogos a partir das seis horas da manhã. O torneio, aliás, começa no dia 27 de setembro de 2020, um domingo.

Para os completos fanáticos de Roland Garros, há a opção do pay per view online, no portal brasileiro da competição ou no app “RG AO VIVO”, disponível para celulares Android e iOS. Há duas possibilidades de assinatura, a de todo o torneio, por R$ 40, e a diária, por R$ 15.

Agora que você sabe tudo o que precisa sobre Roland Garros 2020, aproveite para conferir outros conteúdos sobre o esporte:

*Última atualização em 26 de setembro de 2020

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