A eficácia em interromper o ataque adversário ou criar oportunidades de arremesso depende, fundamentalmente, da execução de sistemas táticos do basquetebol, mas tudo isso se bem elaborados.

Os treinadores, ao avaliarem os diferentes posicionamentos defensivos e ofensivos disponíveis, precisam considerar como otimizar as habilidades de seus jogadores e identificar as vulnerabilidades dos oponentes.

Junte-se a nós para uma exploração mais aprofundada dos sistemas táticos no basquetebol, abrangendo aspectos defensivos e ofensivos, assim como as vantagens e desvantagens inerentes a cada um deles!

Sistemas táticos do basquetebol

Sistemas defensivos do basquete

  • Sistema de defesa com marcação individual
  • Sistema de defesa com marcação por zona
  • Sistema de defesa com marcação mista

Há dois tipos de defesa básicos no basquetebol. A marcação por zona determina áreas na quadra que serão cobertas por cada jogador enquanto a posse de bola é do time adversário. Já na marcação individual, cada atleta é responsável por acompanhar um determinado jogador. 

A marcação mista usa características tanto da defesa individual quanto da marcação por zona. Assim, para ser bem executada, é necessário muito treinamento.

O tipo de marcação ideal é aquele que neutraliza os trunfos ofensivos do adversário. Para definir qual sistema defensivo deve ser utilizado, é necessário levar em consideração vários critérios, e isso depende de cada equipe e quem é seu oponente.

Além de analisar as características ofensivas do adversário, o treinador deve avaliar qual o potencial de seu time em relação à força física, altura dos jogadores, velocidade e mobilidade.

Sistema de defesa com marcação individual no basquete

Kawhi Leonard marcando LeBron James
Kawhi Leonard é considerado um dos melhores defensores da NBA

A marcação individual no basquete é utilizada quando um jogador de defesa marca “homem a homem” um atleta da equipe adversária. Ou seja, cada defensor deve acompanhar especificamente um jogador do time que tem a posse de bola. 

Normalmente, a definição de qual jogador deverá ser marcado por cada defensor leva em consideração as posições dos atletas no time e também a altura. 

Atletas mais baixos tendem a ter dificuldades em parar adversários altos e fortes. Já os grandalhões podem se complicar com a agilidade dos baixinhos.

O objetivo da marcação individual é que cada defensor impeça o atacante de pontuar. Contudo, é válido destacar que esse trabalho continua sendo coletivo, para garantir que a equipe consiga neutralizar o adversário mesmo quando as movimentações em quadra provocarem trocas na marcação.

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Sistema de defesa com marcação por zona

Na marcação individual, cada jogador assume a responsabilidade de seguir um adversário específico, enquanto na marcação por zona, os atletas são encarregados de defender uma área designada, ou zona, na quadra.

Como vantagens, a marcação por zona no basquete: 

  • diminui o desgaste físico; 
  • impede infiltrações; 
  • melhora o posicionamento para o rebote defensivo;
  • mantém a equipe preparada para puxar um contra-ataque após o rebote.

Por outro lado, a marcação por zona pode expor a defesa se a equipe adversária se posicionar de maneira a explorar espaços abertos na quadra, concentrando mais jogadores nas áreas com menos defensores.

Uma desvantagem adicional da marcação por zona é a suscetibilidade a arremessos de três pontos. Embora esse sistema impeça infiltrações, possibilita que os oponentes, através de rápidas trocas de passes, encontrem espaços para chutes de longa distância. Portanto, é crucial que a marcação por zona seja bem treinada para evitar passividade e bloquear efetivamente os arremessadores habilidosos.

Dentro da marcação por zona, existem diferentes posicionamentos que podem ser adotados.

Marcação por zona 3×2

Na marcação 3×2, três defensores ficam posicionados em linha na parte superior do garrafão, enquanto os outros permanecem mais próximos à cesta, concentrando-se em pegar rebotes.

Esse posicionamento defensivo é utilizado quando a equipe conta com pivôs altos, que podem pegar mais rebotes e ligar o contra-ataque rapidamente para os outros três atletas posicionados no topo do garrafão. 

Marcação por zona 2×3

Marcação 2-3 no basquete
No sistema de marcação por zona 2-3, dois defensores ficam no topo do garrafão

Na marcação por zona 2×3, três jogadores ficam mais próximos à cesta, enquanto os outros dois se posicionam na parte superior do garrafão.

Com esse posicionamento, é esperado que os três jogadores próximos ao aro compensem uma dificuldade da equipe em pegar rebotes. Já os outros dois devem evitar as infiltrações.

Marcação por zona 1x3x1 no basquetebol

Marcação 1-3-1 no basquete
Com a marcação 1-3-1, três jogadores ficam em linha e os outros dois nos extremos

Em outro tipo de marcação por zona, a defesa forma uma cruz. Enquanto três defensores ficam em linha no meio do garrafão, os outros dois se posicionam nos extremos (um mais próximo da cesta e o outro no topo do garrafão).

Esse sistema defensivo costuma ser indicado para neutralizar times que contam com dois bons pivôs, que triangulam e trocam de posições. Essa movimentação será dificultada justamente pela linha de três defensores no meio do garrafão.

Marcação por zona 2x1x2 no basquetebol

Na defesa por zona 2x1x2 no basquete, a equipe se divide em três posicionamentos:

  • os alas se posicionam próximos à linha de lance livre, defendendo o topo do garrafão.
  • o pivô defende a região central do garrafão. No posicionamento tático dessa marcação por zona, ele briga pelos rebotes e impede a penetração dos adversários.
  • os armadores formam uma terceira linha entre o meio do garrafão e a linha de fundo. Assim, eles auxiliam o pivô na luta pelos rebotes, e impedem as penetrações perto da tabela. 

Sistema de defesa com marcação mista no basquetebol

A defesa mista no basquete usa, simultaneamente, características tanto da defesa individual quanto da marcação por zona. Normalmente, é utilizada quando a equipe adversária tem um desnível entre o potencial de pontuação de seus jogadores.

Dessa forma, os adversários que pontuam mais são marcados individualmente. Já os demais são defendidos por zona. 

Há três modelos mais comuns de marcação mista no basquete.

Marcação mista Box One no basquetebol

Marcação Box One basquete
Toronto Raptors usou marcação Box One para parar Stephen Curry na final da NBA

Na marcação Box One, quatro jogadores de defesa se posicionam formando uma caixa (box, em inglês) ou um quadrado. O quinto defensor é responsável por marcar individualmente e isolar o adversário considerado mais perigoso.

Enquanto “box” faz menção à caixa e a cobertura de quatro lados, o termo “one” é utilizado para se referir ao craque do time adversário que demanda uma marcação individual.

Marcação mista Diamond One no basquetebol

Assim como na defesa Box One, o sistema de marcação Diamond One tem o objetivo de isolar um adversário, geralmente o craque da equipe. Porém, em vez de formar um quadrado, os quatro defensores que marcam por zona passam a formar um losango ou um diamante (diamond).

Dessa forma, enquanto um jogador faz a marcação individual, os outros quatro se posicionam em 1-2-1. 

Marcação mista Triangule Two no basquetebol

No Triangule Two, dois defensores marcam individualmente, enquanto os outros três marcam por zona. Esse trio forma um triângulo, em um posicionamento 1-2.

O objetivo desse sistema defensivo é impedir que os dois jogadores marcados individualmente pontuem, enquanto o triângulo tenta evitar que os outros adversários façam bandejas.

Marcação mista Rest One no basquetebol

A marcação Rest One é contrária à Box One e, dificilmente, é encontrada em basquete de alto nível, sendo mais comum em categorias de base.

Aqui, em vez de haver um craque a ser neutralizado, há um jogador fraco tecnicamente e que será preterido na marcação.

O defensor que deveria acompanhar esse atleta que “sobrará” fica posicionado dentro do garrafão, para pegar rebotes e fazer a flutuação quando necessário. Já os outros quatro marcam individualmente. 

Marcação mista Match-up no basquetebol

Na defesa Match-up, há uma variação da marcação mista Box One. 

A defesa também se posiciona com quatro jogadores em zona e um marcando individualmente. Mas, em vez de a marcação individual acontecer apenas sobre um jogador, a defesa marca individualmente sempre quem está com a posse de bola, enquanto os demais defensores seguem organizados em zona.

Esse modelo é utilizado em basquete de alto nível e depende de muito treinamento. A observação de jogos anteriores do adversário pode ser determinante para entender momentos certos de variação na marcação.

Sistema de defesa com marcação pressão no basquetebol

Marcação pressão no basquete
Na marcação pressão no basquete, os jogadores de defesa se concentram em quem tem a posse de bola

Em alguns momentos específicos da partida, como o fim dos quartos, é comum que haja uma marcação pressão em toda a quadra, sempre pressionando o jogador que tem a posse de bola. 

Contudo, por gerar muito desgaste físico, ela não é utilizada por períodos longos no decorrer de um jogo.

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Sistemas ofensivos no basquete

Sistemas táticos ofensivos do basquete
No ataque, qualquer sistema deve procurar criar boas oportunidades de arremesso

Os sistemas táticos ofensivos no basquete tem o objetivo exclusivamente de ampliar o leque de alternativas para pontuar. A equipe deve trabalhar a posse de bola para criar desequilíbrios na defesa e colocar jogadores em boas condições de arremesso.

Em um ataque no basquete, há três situações que devem ser observadas:

  • Manter a posse de bola o máximo possível dentro dos 24 segundos permitidos pela regra;
  • Desequilibrar a defesa adversária;
  • Finalizar a jogada de ataque com precisão.

Na missão de converter mais cestas, há diferentes posicionamentos que podem ajudar uma equipe a superar a marcação adversária.

Sistema ofensivo contra marcação individual no basquetebol

James Harden contra marcação individual de Kawhi Leonard na NBA
Habilidade é fundamental para superar sistemas de marcação individual no basquetebol

Para superar uma marcação individual no basquete, devem ser exploradas as habilidades individuais de cada jogador de ataque. Contudo, os treinadores devem preparar movimentações que ajudem a equipe a criar espaços e a desequilibrar a defesa adversária.

Os bloqueios tendem a ser um ótimo recurso para atrapalhar o posicionamento defensivo e permitir que um jogador consiga fazer uma infiltração ou se posicione sem marcação para um arremesso. 

Sistema ofensivos contra marcação por zona no basquetebol

Em um sistema ofensivo que busca superar uma marcação por zona no basquete, os jogadores de ataque devem explorar os espaços deixados pelos defensores. 

Uma das melhores alternativas para superar marcação por zona é a troca rápida de passes. Assim, os defensores são obrigados a se deslocar para evitar arremessos, e abrem espaços para os jogadores de ataque tentarem a cesta.

Como a marcação por zona busca impedir infiltrações, sistemas ofensivos com bons arremessadores de 3 costumam se sobressair. 

Em geral, a combinação entre movimentações táticas ofensivas, deslocamentos, passes e corta-luzes tendem a criar espaços para deixar os jogadores de ataque em boas condições de arremesso.

É importante lembrar que, mesmo no ataque, a equipe deve pensar em como será feita a volta para a defesa, para evitar sofrer contra-ataques e bandejas.

Entre todos os sistemas táticos do basquetebol, o mais eficiente será aquele que for bem treinado, aproveitar as melhores características dos jogadores de uma equipe e ainda explorar as fraquezas do adversário.

Agora que você já sabe tudo sobre os sistemas táticos defensivos e ofensivos usados no basquetebol, aproveite para ser ainda mais expert no esporte: