As corridas com barreiras sempre chamam a atenção dos fãs de esportes, mundo afora, por colocar grandes atletas disputando medalhas no seu limite, em competições curtas com muita intensidade.

História das corridas com barreiras

100 e 110 metros

Os 100 m com barreiras começaram na Inglaterra dos anos 1830, com corridas de 100 jardas sobre barreiras de madeira. Alunos de Oxford e Cambridge estenderam a distância para 120 jardas (109,7 m).

Em 1888, a distância foi ajustada para 110 metros pelos franceses. Inicialmente, as barreiras eram muito duras e a técnica de salto era primitiva, com corredores encolhendo as pernas.

Mesmo após a introdução de barreiras mais leves, tocar em três barreiras resultava em desclassificação, regra que mudou em 1935 com as barreiras em “L”, que caem ao toque. “Caminhar” sobre as barreiras tornou-se a técnica comum, e com o advento das pistas sintéticas nos anos 60, os recordes começaram a ser quebrados.

400 metros

A primeira prova de corridas com barreiras ocorreu em 1860 em Oxford, Inglaterra, com atletas saltando sobre doze barreiras de 100 cm de altura ao longo de 440 jardas.

A primeira prova olímpica foi em Paris 1900, vencida por Walter Tewksbury, dos EUA. Desde então, a prova tem dez barreiras e faz parte do programa olímpico, exceto em 1912.

No feminino, foi introduzida em 1984, com Nawal El Moutawakel, do Marrocos, vencendo. Os EUA dominam a prova masculina, com 18 medalhas de ouro, destacando Edwin Moses.

Os recordes mundiais são de Karsten Warholm (45.94) e Sydney McLaughlin (50.68), ambos campeões olímpicos atuais.

Regras das corridas com barreiras

Os atletas começam a prova nos blocos de partida fixados no chão, completando uma volta inteira na pista, permanecendo dentro de suas raias designadas. Eles saltam dez barreiras até a linha de chegada.

As barreiras, com largura igual à da raia, são feitas de alumínio especial e projetadas para cair para a frente com um toque forte. Na prova masculina, as barreiras têm 91,4 cm de altura; na feminina, 76,2 cm. Tocar ou derrubar as barreiras não resulta em desclassificação, mas pode prejudicar o tempo do atleta.

Como em outras provas de velocidade, um tempo de reação inferior a 0,1s ao sinal de largada é considerado uma largada falsa, resultando na desclassificação do atleta e reinício da prova com os restantes. Um atleta também pode ser desclassificado se pisar na raia de outro competidor.

Características das provas de corridas com barreiras:

  • 100 m com barreiras (mulheres) e 110 m com barreiras (homens): São corridas de velocidade com 10 barreiras que podem ser derrubadas. As barreiras dos homens são mais altas.
  • 400 metros com barreiras: realizada por ambos os sexos, também conta com 10 barreiras.

Técnica de passagem das barreiras

  1. Atacar a barreira com a perna de ataque.
  2. Passar a outra perna (de impulsão) lateralmente.
  3. Usar os braços para equilibrar, alternando o braço com a perna durante o ataque à barreira.