O mundo do tênis teve vários astros que conquistaram grandes resultados e admiradores ao redor do mundo. Uma das jogadoras mais populares de sua geração foi a espanhola Arantxa Sanchez Vicário, ex-número 1 do ranking da WTA em simples e duplas e membra do Hall da Fama do tênis desde 2007.

Porém, atualmente, a ex-tenista tem estampado os jornais pelo mundo não pela sua carreira nas quadras e sim pelo seu julgamento devido a uma dívida contraída por ela e o ex-marido, Josep Santacana. O caso teve uma reviravolta nesta quinta-feira. Confira!

A carreira de Arantxa Sanchez

A jogadora espanhola foi um dos grandes nomes de sua geração ao alcançar grande êxito em várias superfícies diferentes. Arantxa Sanchez se profissionalizou em 1985 e se retirou em 2002, mas voltou ao circuito até 2004, quando se aposentou definitivamente.

Ao longo de sua carreira, a tenista levantou 98 troféus, sendo 29 em simples e 68 em duplas. Desse modo, a espanhol ganhou 14 Grand Slams, quatro em simples e seis em duplas e quatro em duplas mistas.

Arantxa foi campeã de simples de Roland-Garros, em 1989, 94 e 98, e do US Open, em 1994. Já nas duplas ergueu o troféu  do Australia Open em 1992, 95 e 96, de Wimbledon, em 1995, e do US Open, em 1993 e 94. Nas mistas, triunfou no Australian Open, em 1993, Roland-Garros, em 1990 e 92, e no US Open, em 2000.

O caso criminal de Arantxa Sanchez

A tenista espanhola foi casada com Josep Santacana durante 10 anos, de 2008 até 2018. Após o divórcio, os foram acusados de tentarem não pagar uma dívida de mais de 6 milhões de euros como Banco do Luxemburgo. A tática se consistiria em descapitalizar os ativos da tenista na Espanha, Andorra e Suíça.

Sendo assim, no último dia 15 de setembro, Arantxa Sanchez tinha sido condenada a quatro anos de prisão pela dívida e o complô para não a pagar. Porém, nesta quinta-feira (19), em uma nova sessão do julgamento realizada no 25º Tribunal Penal de Barcelona, ​​​​o Ministério Público Espanhol reduziu a pena da ex-tenista para dois anos de prisão.

A alteração da sentença pode evitar que Arantxa Sanchez vá para cadeia se for condenada. Porque é um pedido igual ou inferior dois anos de pena. Por outro lado, o Ministério Público Espanhol manteve a pena de quatro anos para Josep Santacana.

Reviravolta no caso de calote da tenista e Santacana

Inicialmente tanto Arantxa Sanchez quanto Josep Santacana teriam a mesma pena e responsabilidade no caso da dívida com o Banco de Luxemburgo. Porém, nesta quinta-feira (19), o caso teve uma reviravolta e Santacana está sendo responsabilizado por orquestrar o plano quase que sozinho.

Sendo assimm, na sessão do julgamento no 25º Tribunal Penal de Barcelona, o Ministério Público apresentou o relatório final sentenciando que Josep Santacana é quem teria “a participação mais ativa no plano criminoso, a pessoa que desenha toda a operação”.

Dessa maneira, o órgão manteve a linha de que Santacana seria o “cérebro” da conspiração do casal para evitar o pagamento da dívida na qual estão sendo julgados. Assim, todas as ações feitas por Arantxa Sanchez seriam de acordo com o planejado por ele, com isso, levando a responsabilidade quase que completa pelo calote.

Do mesmo modo, a promotora do caso reconheceu a confissão de Arantxa Sanchez  e disse que a ex-tenista “seguiu em todos os momentos as instruções do marido. Porque ela é do mundo do tênis e não tinha conhecimentos financeiros”.

Além disso, apontou que Sanchez se propôs a devolver a dívida à entidade bancária, considerando que havia bens suficientes para a poder fazer face, e que foi Santacana quem a impediu e arquitetou todo o plano de descapitalização patrimonial.

Advogado de Santacana pede absolvição

O advogado do Banco do Luxemburgo, também apoiou o relatório final realizado pelo Ministério Público Espanhol. Assim também pediu uma sentença muito severa para Josep Santacana porque, segundo o advogado, ele teria domínio de todas as ações.

O senhor Josep Santacana nunca paga nada, tem o controle de tudo, milhões e milhões de euros, e não paga nada. Sendo o verdadeiro autor ideológico de todo o processo, está nas reuniões desde o primeiro minuto com o Banco do Luxemburgo. O senhor Santacana não se comportou bem, a pena tem que ser proporcional à gravidade dos fatos”.

Por outro lado, o advogado de Josep Santacana não apoia a culpa de seu cliente e disse que Santacana não ordenou uma “despatrimonialização” e sim um “desinvestimento”. O que poderia que ser “para melhor ou pior” pela própria empresa da tenista. Desse modo, pediu uma absolvição gratuita.