Antes de mais nada, o fisiculturismo feminino é um dos grandes pilares dentro do esporte brasileiro.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a modalidade para as mulheres possui um prestígio maior se comparado com os homens.

Ao todo, já contamos com atletas Miss Olympia, além de também termos ganhadoras de troféus importantes no mundo, como Arnold e Europa Pro.

Entretanto, assim como em outros âmbitos da sociedade, ainda há um certo preconceito que barra as mulheres de alcançarem o seu devido merecimento.

Diante disso, entrevistamos a Bikini Alessandra Gusman sobre sua opinião a respeito do assunto.

O fisiculturismo feminino no Brasil é desvalorizado? Saiba a opinião de Ale Gusman

Acima de tudo, vale destacar que Ale Gusman é uma das Bikinis mais prestigiadas dentro da federação SPFF.

Além disso, ela já possui mais de 20 campeonatos no seu histórico e inúmeros títulos. Caso queira conhecer a sua história completa basta clicar aqui.

Diante disso, Alessandra tem lugar de fala quando se trata de como o culturismo feminino é representado dentro do país.

Assim, ela confirmou que o masculino está bem a frente em desenvolvimento quando comparado com as categorias de mulheres.

Acho que o esporte ainda tem muito que rever a questão da mulher como mãe, esposa, dona de casa, profissional e atleta. Não é fácil ter todas essas funções e ser atleta também.

O abuso sexual existe dentro do esporte de “apreciação de corpos”?

Por fim, comentamos também sobre a questão envolvendo abuso sexual dentro do fisiculturismo feminino.

Assim como na sociedade, infelizmente casos deste tipo podem acontecer em qualquer lugar. Ainda mais quando se trata de uma ocasião onde todos estão seminus.

Entretanto, Ale afirmou que no esporte isso é algo mais levado para o profissional. Entretanto, o olhar de fora pode levar a algumas conclusões errôneas.

Dentro do Fisiculturismo, a questão da exposição do corpo é muito natural. Afinal, é um esporte de apreciação estética. Mas para quem não é do meio, tem um olhar muito preconceituoso. Achando que estamos nos oferecendo ou exibindo sexualmente.”

Ainda nesse sentido, Ale Gusman finalizou a entrevista confirmando que em um backstage (lugar onde os atletas aquecem para o evento), a questão sexual passa longe da mente dos fisiculturistas.

Já dentro de um backstage, por ser um esporte individual de egocentrismo imenso, ninguém olha para o corpo do outro com malícia. Mesmo porque, cada um está preocupado com seu próprio corpo.