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Conheça todas as regras do Basquete em Cadeira de Rodas, veja os campeões paralímpicos e saiba como surgiu essa modalidade

Um dos esportes mais populares do mundo, o basquete tem sua versão para pessoas com algum comprometimento físico-motor: o basquete em cadeira de rodas.

A modalidade é uma das mais tradicionais na história do movimento paraolímpico, tendo sido disputada em todos os Jogos Paralímpicos. No Brasil, ainda estamos em busca das nossas primeiras medalhas.

Quer saber quais são as diferenças nas regras do basquete em cadeira de rodas para o basquetebol que estamos acostumados a ver na NBA ou no NBB? Nós vamos te contar!

Fique com a gente e saiba também todos os detalhes da história do basquete em cadeira de rodas!

Infográfico: como funciona o basquete em cadeira de rodas

Infográfico do Basquete em cadeira de rodas

Quando surgiu o basquete em cadeira de rodas?

O basquete em cadeira de rodas surgiu como alternativa para reintegração dos soldados norte-americanos que haviam se ferido durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, o esporte foi um importante caminho para ajudá-los em sua reabilitação.

No Brasil, o basquete em cadeira de rodas ganhou projeção a partir de 1958, com a introdução do esporte no movimento paralímpico por Sérgio Del Grande e Robson Sampaio.

A modalidade foi disputada nos Jogos Paralímpicos desde sua primeira edição, em 1960, em Roma. A primeira participação da versão feminina aconteceu pela primeira vez em 1968, em Tel Aviv.

As regras do basquete em cadeira de rodas são padronizadas pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). Saiba mais logo abaixo!

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Requisitos do basquete em cadeira de rodas

O basquete em cadeira de rodas é um esporte disputado por atletas com deficiência físico-motora. Conforme as regras da IWBF, algumas padronizações devem ser seguidas.

Classificação funcional

Para assegurar o equilíbrio entre as equipes, há uma classificação funcional, em que os atletas são avaliados conforme o comprometimento físico-motor em uma escala de 1 a 4,5. Quanto maior a deficiência, menor a classe.

A soma desses números na equipe de cinco jogadores em quadra não pode ultrapassar 14.

Padronização das cadeiras

Outro fator utilizado para garantir que o esporte mantenha o equilíbrio é a padronização das cadeiras de rodas.

Os jogadores devem obedecer regras quanto ao diâmetro máximo dos pneus e à altura máxima do assento e do apoio para os pés.

A cadeira pode ter 3 ou 4 rodas, sendo duas rodas grandes na parte traseira e uma ou duas na parte frontal. Os pneus traseiros devem ter o diâmetro máximo de 69 centímetros e deve haver um suporte para as mãos em cada roda traseira.

Caso o jogador opte por usar uma almofada no assento, ela não poderá ter mais de 10 centímetros de espessura, exceto nas classes 3.5, 4.0 e 4.5 (as de menor comprometimento físico-motor). Para os atletas nessas classes, a espessura máxima é de 5 centímetros.

As regras da modalidade permitem que sejam usadas faixas para manter as pernas juntas ou para firmar o atleta na cadeira. Já pneus pretos, aparelhos de direção e freios são proibidos.

Todas essas padronizações são conferidas pelos árbitros no início da partida.

Principais regras do basquete em cadeira de rodas

Muitas regras utilizadas no basquete em cadeira de rodas são similares às regras adotadas nas competições organizadas pela Federação Internacional de Basquetebol (Fiba).

  • As dimensões da quadra são as mesmas do basquete olímpico: 28 metros de comprimento por 15 metros de largura;
  • A cesta tem a mesma altura que a do basquetebol olímpico, ou seja, fica a 3,05 metros do chão;
  • Como acontece nos torneios da Fiba e no NBB, são disputados quatro quartos de 10 minutos cada. Caso haja empate, é disputada uma prorrogação de 5 minutos.
  • O relógio é pausado quando a bola sai da quadra e também nos pedidos de tempo.
  • Cada equipe conta com 5 jogadores em quadra;
  • A soma das classificações funcionais dos 5 jogadores em quadra não pode ultrapassar 14 pontos, seguindo uma em uma escala de 1 a 4,5;
  • Depois de dois impulsos ou empurrões do atleta nas rodas da cadeira, ele deve quicar a bola, passar ou arremessar;
  • Se o jogador tiver a posse de bola e estiver pressionado pelo adversário, ele só pode manter a posse de bola sem arremessar ou quicar a bola durante 5 segundos;
  • A equipe que tem a posse de bola tem 8 segundos para atravessar a linha central para o campo do adversário.
  • As equipes têm 24 segundos de posse de bola para tentarem um arremesso.

História do Brasil no basquete em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos

O basquete em cadeira de rodas é disputado nos Jogos Paralímpicos desde a primeira edição, em 1960.

Nos dois primeiros torneios, houve duas classes. Porém, desde os Jogos Olímpicos de 1968, há apenas uma categoria. Foi naquela edição também que a modalidade feminina foi disputada pela primeira vez.

Embora o esporte seja popular no Brasil, as seleções brasileiras ainda não conquistaram medalhas paralímpicas. A estreia da equipe masculina foi nos Jogos de Heidelberg, em 1972, enquanto o time feminino fez sua primeira participação em Atlanta, em 1996.

As melhores campanhas brasileiras no basquete em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos foram alcançadas no Rio de Janeiro, em 2016: 5º lugar no masculino e 7º no feminino.

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Campeões paralímpicos no basquete em cadeira de rodas masculino

  • Roma (1960) – Estados Unidos (classe A) e Estados Unidos (classe B)
  • Tóquio (1964)  – Estados Unidos (classe A) e Estados Unidos (classe B)
  • Tel Aviv (1968) – Israel
  • Heidelberg (1972) – Estados Unidos
  • Toronto (1976) – Estados Unidos
  • Arnheim (1980) – Israel
  • Stoke Mandeville e Nova York (1984) – França
  • Seul (1988) – Estados Unidos
  • Barcelona (1992)  – Holanda
  • Atlanta (1996) – Austrália
  • Sydney (2000)  – Canadá
  • Atenas (2004)  – Canadá
  • Pequim (2008) – Austrália
  • Londres (2012) – Canadá
  • Rio de Janeiro (20160 – Estados Unidos

Veja abaixo uma tabela completa com todos os 3 primeiros colocados ao longo da história:

Ano OuroPrataBronze
Roma 1960Estados Unidos (classe A)

Estados Unidos (classe B)

Grã-Bretanha (classe A)

Holanda (classe B)

Israel (classe A)

Grã-Bretanha (classe B)

Tóquio 1964 Estados Unidos (classe A)

Estados Unidos (classe B)

Grã-Bretanha (classe A)

Argentina (classe B)

Israel (classe A)

Israel (classe B)

Tel Aviv 1968IsraelEstados UnidosGrã-Bretanha
Heidelberg 1972Estados UnidosIsraelArgentina
Toronto 1976Estados UnidosIsraelFrança
Arnheim 1980IsraelHolandaEstados Unidos
Stoke Mandeville e Nova York 1984FrançaHolandaSuécia
Seul 1988Estados UnidosHolandaFrança
Barcelona 1992 HolandaAlemanhaFrança
Atlanta 1996AustráliaGrã-BretanhaEstados Unidos
Sydney 2000 CanadáHolandaEstados Unidos
Atenas 2004 CanadáAustráliaGrã-Bretanha
Pequim 2008 AustráliaCanadáGrã-Bretanha
Londres 2012CanadáAustráliaEstados Unidos
Rio de Janeiro 2016Estados UnidosEspanhaGrã-Bretanha

Campeões paralímpicos no basquete em cadeira de rodas feminino

  • Tel Aviv (1968) – Israel
  • Heidelberg (1972) – Argentina
  • Toronto (1976) – Israel
  • Arnheim (1980) – Alemanha Ocidental
  • Stoke Mandeville e Nova York (1984) – Alemanha Ocidental
  • Seul (1988) – Estados Unidos
  • Barcelona (19920  – Canadá
  • Atlanta (1996) – Canadá
  • Sydney (2000) – Canadá
  • Atenas (2004) – Estados Unidos
  • Pequim (2008) – Estados Unidos
  • Londres (20120 – Alemanha
  • Rio de Janeiro (2016) – Estados Unidos

Veja abaixo uma tabela completa com todos os 3 primeiros colocados ao longo da história:

Ano OuroPrataBronze
Tel Aviv 1968IsraelArgentinaEstados Unidos
Heidelberg 1972ArgentinaJamaicaIsrael
Toronto 1976IsraelAlemanha OcidentalArgentina
Arnheim 1980Alemanha OcidentalIsraelEstados Unidos
Stoke Mandeville e Nova York 1984Alemanha OcidentalIsraelJapão
Seul 1988Estados UnidosAlemanha OcidentalHolanda
Barcelona 1992 CanadáEstados UnidosHolanda
Atlanta 1996CanadáHolandaEstados Unidos
Sydney 2000 CanadáAustráliaJapão
Atenas 2004 Estados UnidosAustráliaCanadá
Pequim 2008 Estados UnidosAlemanhaAustrália
Londres 2012AlemanhaAustráliaHolanda
Rio de Janeiro 2016Estados UnidosAlemanhaHolanda

Maiores campeões de basquete em cadeira de roda nos Jogos Paralímpicos (masculino + feminino)

  1. Estados Unidos – 20 medalhas (12 de ouro)
  2. Canadá – 7 medalhas (5 de ouro)
  3. Israel – 12 medalhas (4 de ouro)
  4. Austrália – 6 medalhas (2 de ouro)
  5. Alemanha Ocidental – 4 medalhas (2 de ouro)
  6. Holanda – 10 medalhas (1 de ouro)
  7. Argentina – 5 medalhas (1 de ouro)
  8. França – 4 medalhas (1 de ouro)
  9. Grã-Bretanha – 8 medalhas (0 de ouro)
  10. Alemanha – 3 medalhas (0 de ouro)

Lembrando que a quantidade de medalhas de ouro é o principal critério de rankeamento. Abaixo o quadro de medalhas completo do basquete nos Jogos Paralímpicos:

#PaísOuroPrataBronzeTotal
1Estados Unidos122620
2Canadá5117
3Israel44412
4Austrália2316
5Alemanha Ocidental220 4
6Holanda16310
7Argentina1225
8França10 34
9Grã-Bretanha0 358
10Alemanha0 30 3
11Espanha0101
12Jamaica0 10 1
13Japão 0 022
14Suécia0 011

Assim como acontece no basquete olímpico, os Estados Unidos são os maiores campeões do basquete paralímpico.

A Seleção Brasileira feminina conquistou a medalha de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 e de Guadalajara 2011. Quem sabe a primeira medalha olímpica não vem em Tóquio, em 2020?

Agora que você já sabe tudo sobre o basquete em cadeira de rodas, aproveite para conhecer nossos outros conteúdos de basquete:

Ficha Técnica
Título
Basquete em Cadeira de Rodas: história, regras e curiosidades
Resumo
Conheça todas as regras do Basquete em Cadeira de Rodas, veja os campeões paralímpicos e saiba como surgiu essa modalidade
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