A seleção feminina de ginástica artística entrou na final por equipes do Mundial de Roterdã como a última classificada e saiu dela em 5º lugar, com 159,730 pontos, nesta quarta-feira (21/10/2026). Sem nenhuma queda, o time de Rebeca Andrade e Flávia Saraiva foi o único entre as oito finalistas a melhorar o total da classificatória e passou três seleções na tabela. O ouro ficou com a China (165,764), a prata com os Estados Unidos (165,531) e o bronze com o Japão (164,063).

Não teve medalha, é verdade. Mas quem viu a classificatória de segunda-feira, com o Brasil entrando na final no sufoco, sabe que a quarta foi outra história.

Classificação da final por equipes

Posição Seleção Pontos
1º China 165,764
2º Estados Unidos 165,531
3º Japão 164,063
4º França 161,130
5º Brasil 159,730

Fora do pódio, um detalhe que o torcedor brasileiro vai gostar: a Itália, prata olímpica em Paris 2024, terminou em 7º (158,129), atrás do Brasil, segundo o No Ataque. Na frente, a China encerrou um jejum de 20 anos sem título mundial por equipes, e o Japão subiu ao pódio de um Mundial pela primeira vez em 60 anos, segundo a Agência Brasil. Os três medalhistas já garantiram vaga nos Jogos de Los Angeles 2028.

Do 8º ao 5º lugar: como foi a final do Brasil

Na segunda-feira (19), o Brasil tinha somado 159,131 e pegado a oitava e última vaga da final. Na quarta, a seleção começou pelo solo, o aparelho mais difícil do dia para as brasileiras (38,633). Thais Fidelis abriu com uma série limpa e foi a melhor nota do time ali, 12,933. Lorrane Oliveira fez 12,900 e Flavinha, 12,800, depois de se desequilibrar no fim e sair do tablado.

O salto, a casa da Rebeca

Aí veio o salto, e o Brasil cresceu. Flavinha fez 13,000 com um passo na chegada. Na sequência, a jovem Sophia Weisberg, que tinha falhado no aparelho na classificatória, acertou um Yurchenko com dupla pirueta e tirou 14,033, a melhor nota da carreira no salto, segundo a CBG. Rebeca fechou com 14,400, a maior nota brasileira da final. Total do salto: 41,433, o melhor aparelho do time.

Nas barras assimétricas (39,132), Lorrane foi a referência com 13,533, Flavinha fez 13,133 e Thais, 12,466. Na trave (40,532), Flavinha brilhou com 14,066, Rebeca somou 13,433 e Thais, 13,033.

Aparelho Notas das brasileiras Total
Solo Thais 12,933; Lorrane 12,900; Flávia 12,800 38,633
Salto Flávia 13,000; Sophia 14,033; Rebeca 14,400 41,433
Barras Thais 12,466; Lorrane 13,533; Flávia 13,133 39,132
Trave Thais 13,033; Flávia 14,066; Rebeca 13,433 40,532

O que disseram as brasileiras e a comissão

Para Flavinha, a meta foi cumprida. "Nosso principal objetivo era a classificação para o Mundial de 2027, o que conseguimos", disse à CBG, lembrando que a caminhada ainda é dura. As oito finalistas garantiram vaga no Mundial de 2027, que vai distribuir vagas olímpicas para Los Angeles.

A técnica Iryna Ilyashenko foi direta: "Tivemos alguns erros nas chegadas. Numa competição perfeita, daria para nos aproximarmos do pódio." Francisco Porath Neto destacou o principal mérito do dia: "Foi uma competição sem quedas. Este é um Mundial do qual a gente sairá satisfeito." A chefe de equipe Juliana Fajardo tratou Roterdã como um grande laboratório para o ciclo de Los Angeles, com as jovens competindo ao lado das mais experientes.

Um time em transição depois da era de ouro

Para entender o momento, vem com a gente lembrar de onde vem essa seleção. Em 4 de outubro de 2023, em Antuérpia, o Brasil conquistou a inédita prata por equipes em Mundiais, com 165,530 pontos. Em 30 de julho de 2024, veio o bronze olímpico por equipes em Paris, primeira medalha do país na prova, com Rebeca, Flávia, Lorrane, Jade Barbosa e Júlia Soares. Em Roterdã, o time mistura a base de Paris com caras novas como Sophia, e as dúvidas sobre o sistema de notas da ginástica artística ajudam a entender por que cada décimo nas chegadas pesou tanto.

Agenda das brasileiras nas finais individuais

  • Sexta-feira (23/10), 14h30 de Brasília: final do individual geral, com Flávia Saraiva (12ª na classificatória, 53,566) e Lorrane Oliveira (52,165 na classificatória).
  • Sábado (24/10), a partir das 9h: final do salto, com Rebeca Andrade, que se classificou em 1º no aparelho, segundo a CBG.
  • Domingo (25/10): final da trave, com Flávia Saraiva, 3ª na classificatória com 14,400.

Você vai acompanhar? A semana de Roterdã ainda tem muita ginástica brasileira pela frente.

Quiz: você acompanhou a final por equipes em Roterdã?

Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.

1. Em que posição o Brasil terminou a final por equipes do Mundial de Roterdã?

O Brasil somou 159,730 pontos e ficou em 5º, três posições acima da classificatória.

2. Qual seleção ficou com o ouro por equipes em Roterdã?

A China fez 165,764 e voltou ao topo do Mundial por equipes depois de 20 anos.

3. Em qual aparelho o Brasil teve sua maior soma na final?

O salto rendeu 41,433, com Rebeca Andrade fazendo 14,400, a maior nota brasileira do dia.

4. Qual ginasta brasileira tirou a maior nota do time na trave?

Flavinha teve a nota mais alta da equipe na trave, à frente de Rebeca Andrade e Thais Fidelis.

5. Em que cidade o Brasil conquistou a prata inédita por equipes em um Mundial, em 2023?

Foi em Antuérpia, na Bélgica, em 4 de outubro de 2023, com 165,530 pontos.

Seu placar:

Fontes: Confederação Brasileira de Ginástica, Agência Brasil, CNN Brasil, No Ataque, Alô Alô Bahia, Poder360, Bahia Notícias.

Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.