Mesmo não sendo um atleta com mídias sociais gigantescas, Guilherme Abomai se mostra como um dos nomes com maiores potenciais para a categoria Open no Brasil.

Iniciando a academia com 17 anos, Abomai se apaixonou rapidamente por todo o ambiente de evolução proporcionado pela mesma.

Fator esse que fez com que um jovem apaixonado por música e bares de metal mergulhasse de cabeça no mundo do fisiculturismo.

Diante desse retrospecto no esporte e com um grande potencial de crescimento, Guilherme Abomai concedeu uma entrevista exclusiva para o Esportelândia contando um pouco melhor sobre sua trajetória no esporte.

O início de Guilherme Abomai: seu primeiro contato com a academia

Guilherme não iniciou tão cedo sua jornada dentro da academia. Inversamente a outros atletas que costumam iniciar com 14 ou 15 anos, foi apenas aos 17 que realizou seu primeiro treino.

Inicialmente, Abomai não ligava tanto assim para sua forma física, inclusive, tinha um visual “fora do convencional”, contando com cabelo comprido e cacheado. 

Certamente, nem sua estrutura indicava que o mesmo iria ser um futuro bodybuilder, já que pesava algo em torno de apenas 65 kg com 1,72 cm.

Seu principal objetivo dentro da sala de musculação veio depois de um ano de treino, já que via algumas vantagens em ficar musculoso.

Um amigo muito próximo, o Mister, me convenceu que seria muito vantajoso ficar musculoso, afinal, estávamos prestes a tirar carteira de motorista, ganhar mais independência, entrar para a faculdade, conhecer novas pessoas e sair um pouco do círculo que estávamos acostumados a frequentar. Eu comprei a ideia.

O bodybuilding surgiu como ferramenta para aprender a treinar melhor

Assim sendo, com o tempo, Abomai começou a perceber que musculação se parece mais com uma maratona do que um tiro livre de 100 metros.

De fato, paciência é um dos pontos cruciais para quem quer construir massa muscular. Foi diante desse aspecto que Guilherme procurou ferramentas para otimizar tal processo.

A partir daquele momento eu comecei a pesquisar tudo o que eu podia para otimizar os meus resultados e mergulhei no Blood & Guts do Dorian Yates.

Segundo ele, sua proximidade foi quase instantânea com os vídeos do ex-fisiculturista. Afinal, como já era apaixonado por músicas de rock e metal, ver um homem de 130 kg erguendo pesos gigantescos ao som de muitos gritos de parceiros fez com que Abomai se identificasse com o esporte.

Entretanto, dois anos se passaram e o atleta começou a perceber que fisiculturismo tinha que ser mais um hobbie, já que a faculdade batia na porta com as obrigatoriedades da vida de adulto.

O fisiculturismo virou segundo plano diante da faculdade e do trabalho

Assim que se viu diante da vida adulta, Guilherme Abomai optou por seguir a carreira de comunicação.

Assim, após quatro anos, se formou em jornalismo e conseguiu trabalho em vários jornais e revistas da região do ABC Paulista. Entretanto, o fisiculturismo continuava em sua vida por meio dos treinos e da dieta, que nunca deixou de fazer.

E sempre nas pautas, redações, nos trens, ônibus e metrôs eu carregava as minhas marmitas.

Abomai também afirmou que, nessa época, seu sonho era considerado uma piada. 

“Na época eu chamava atenção pelo meu volume e as pessoas não entendiam o compromisso que eu tinha comigo mesmo. E minha resposta sempre era a mesma ‘sonho um dia em competir no fisiculturismo', e escutava todo o tipo de piada e chacota sobre.”, completou o atleta.

A estreia de Guilherme Abomai nos palcos

Depois de alguns anos se estabelecendo na carreira de jornalista, Guilherme Abomai conseguiu um emprego que lhe rendia um bom retorno financeiro.

Tal oportunidade lhe ofereceu a base necessária para que ele investisse no esporte e, em 2016, fizesse sua estreia no fisiculturismo.

Sua estreia foi animadora, logo no seu primeiro campeonato se consagrou campeão Estreantes da IFBB, junto ao seu treinador na época, Paulo Lima.

Guilherme Abomai
Estreia do Abomai nos palcos. Reprodução/Ed Okani

Diante disso, Abomai continuou competindo durante os anos ao mesmo tempo em que trabalhava suas redes sociais.

Assim, em paralelo com seu trabalho de jornalista, Guilherme conquistou o patrocínio de diversas empresas da área, como a UnicPharma e a FTW.

Então, com tal crescimento exponencial no esporte, ele acabou tendo que escolher qual lado levaria como sua profissão: o jornalista ou o atleta.

Optei por seguir meu coração. Entrei na minha terceira graduação, dessa vez na área de saúde: nutrição. Busquei especialização no esporte com a pós-graduação em Bodybuilding Coach.

A busca pelo Pro Card: planos atuais do Abomai

Eventualmente, após mais de cinco anos se dedicando exclusivamente aos palcos, Abomai se vê pronto para uma jornada profissional.

Abomai no Muscle Contest Internacional 2018. Reprodução/ Instagram @gui_abomai

Sobretudo, o atleta destaca sua parceria com seu atual treinador Adam Abbas, que também foi seu professor na pós-graduação.

Assim, desde 2020 os dois atuam juntos e já colecionam um histórico de competições:

  • Muscle Contest São Paulo: campeão;
  • Muscle Contest Rio: 2º lugar;
  • Mr. Olympia 2021: 5º lugar;
  • Muscle Contest ExpoSuper Show 2021: 2º lugar.

Esse último campeonato, o ExpoShow, foi muito importante, pois foi onde eu senti que consegui encaixar a melhor estratégia e apresentei o meu melhor físico. A categoria foi muito concorrida com muitos atletas conhecidos. Dos 17 que subiram, fiquei em 2º lugar.

Guilherme Abomai

Agora, seus olhos estão totalmente voltados para o Arnold Classic South America, que acontecerá no final de abril deste ano.

Atualmente com 32 anos e tendo mais experiência sobre estratégias benéficas para seu corpo e com um físico que mostra progressão a cada campeonato, o atleta enxerga uma ótima oportunidade no evento.

Por fim, Guilherme Abomai comentou sobre sua expectativa diante do campeonato que vem se preparando.

Minha expectativa é de ser campeão e chamar a atenção do público. Será uma importante motivação na minha busca pelo Pro Card ter a torcida do público e que todos também acreditem que eu possa alcançar.