O Brasil tem medalhas em Mundiais de ginástica artística desde 2001, e hoje quem puxa essa lista é Rebeca Andrade, com dez, quatro delas de ouro. Em Roterdã, no sábado 24/10/2026, ela ganhou o salto pela terceira vez e deu ao Brasil a primeira medalha do torneio. No dia seguinte, Flávia Saraiva levou o bronze na trave. Vem com a gente ver quem subiu ao pódio, edição por edição.

Os pioneiros: Daniele, Daiane, Diego e Jade

A história começa em 2001, em Gante (Bélgica), com a prata de Daniele Hypólito no solo. Dois anos depois, em Anaheim (Estados Unidos), veio o ouro que virou marco: Daiane dos Santos, também no solo. Para a torcida, esse é o ponto de partida de tudo.

Depois entrou em cena Diego Hypólito, ouro no solo em 2005 (Melbourne) e de novo em 2007 (Stuttgart), prata em 2006 (Aarhus) e bronze em 2011 (Tóquio) e 2014 (Nanning). Em Stuttgart, em 2007, Jade Barbosa completou a boa fase com o bronze no individual geral, e em 2010, em Roterdã, ela voltou ao pódio no salto, também com bronze.

A era dos anéis e a barra fixa de Nory

Arthur Zanetti é o rei dos anéis brasileiros: prata em 2011 (Tóquio), ouro em 2013 (Antuérpia), prata em 2014 (Nanning) e prata de novo em 2018 (Doha). Naquele Mundial do Catar, a medalha de Zanetti foi a primeira do Brasil na competição, como a própria CBG destacou na época.

Em 2019, em Stuttgart, Arthur Nory foi ouro na barra fixa. Em 2022, em Liverpool, voltou ao pódio com o bronze no mesmo aparelho.

Atleta Ouro Prata Bronze
Daniele Hypólito – 2001 (solo) –
Daiane dos Santos 2003 (solo) – –
Diego Hypólito 2005 e 2007 (solo) 2006 (solo) 2011 e 2014 (solo)
Jade Barbosa – – 2007 (individual geral) e 2010 (salto)
Arthur Zanetti 2013 (argolas) 2011, 2014 e 2018 (argolas) –
Arthur Nory 2019 (barra fixa) – 2022 (barra fixa)
Rebeca Andrade 2021 (salto), 2022 (individual geral), 2023 (salto), 2026 (salto) 2021 (barras assimétricas), 2023 (equipes, individual geral e solo) 2022 (solo), 2023 (trave)
Flávia Saraiva – 2023 (equipes) 2023 (solo), 2026 (trave)

Dados de 28/10/2026, com base nas listas da CBG e nas coberturas de cada edição.

Rebeca: de Kitakyushu a Roterdã

Em 2021, no Japão, Rebeca ganhou o salto e a prata nas barras assimétricas. Em 2022, em Liverpool, ela fez o individual geral com 56,899 pontos, à frente de Shilese Jones (55,399) e Jessica Gadirova (55,199), e ainda levou o bronze no solo. Um erro no salto da classificatória custou a chance de uma quarta medalha naquele Mundial, e mesmo assim o saldo foi histórico.

Antuérpia, em 2023, foi o Mundial dos seis pódios brasileiros: Rebeca fez parte da prata por equipes, foi prata no individual geral e no solo, ouro no salto e bronze na trave. Flávia Saraiva completou a conta com o bronze no solo e a prata por equipes. Na nossa opinião, foi a melhor semana da história da ginástica feminina do país.

Aí veio 2025. Em Jacarta, o Brasil terminou sem medalhas pela primeira vez desde 2017. Rebeca decidiu não competir, e Flávia, a última esperança, ficou em quarto na trave com 13,900. Quem acompanha a modalidade sentiu a falta.

Roterdã 2026: tri no salto e bronze de Flávia

A resposta veio em outubro de 2026. Por equipes, o Brasil ficou em quinto na final de 21/10, com 159,730 pontos, atrás de China (ouro), Estados Unidos, Japão e França. A equipe tinha Rebeca, Flávia, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg. No sábado, Rebeca ganhou o salto e chegou a dez medalhas em Mundiais.

No domingo, 25/10, o último dia do torneio, Flávia fez 14,300 na final da trave (6,1 de dificuldade e 8,200 de execução). A argelina Kaylia Nemour e a chinesa Zhang Qingying empataram em 14,566, e Nemour levou o ouro no desempate pela execução. Flávia ficou com o bronze, a terceira medalha dela em Mundiais, depois de já ter ficado perto em Stuttgart 2019 e Jacarta 2025.

Perguntas frequentes

Quem foi o primeiro brasileiro campeão mundial na ginástica artística?

Na lista de ouros divulgada pela CBG, o mais antigo é o de Daiane dos Santos, no solo, em 2003, em Anaheim.

Quantas medalhas Rebeca Andrade tem em Mundiais?

São dez: quatro de ouro, quatro de prata e duas de bronze, contando a prata por equipes de 2023.

O Brasil ganhou medalha no Mundial de 2025?

Não. Em Jacarta, o Brasil ficou sem pódio, e Flávia Saraiva foi quarta na trave.

Quem mais tem medalhas entre os homens?

Arthur Zanetti, com quatro nas argolas (um ouro e três pratas), e Diego Hypólito, com cinco no solo (dois ouros, uma prata e dois bronzes).

Leia também: Rebeca tricampeã no salto | Flávia Saraiva | Arthur Zanetti | regras da ginástica artística.

Quiz: você conhece os medalhistas brasileiros da ginástica?

Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.

1. Quem foi ouro no solo no Mundial de 2003, em Anaheim?

Daiane dos Santos ganhou o solo em 2003, ouro mais antigo da lista da CBG.

2. Em qual aparelho Arthur Zanetti conquistou o ouro mundial de 2013?

Zanetti foi ouro nas argolas em 2013, em Antuérpia.

3. Quem foi ouro na barra fixa no Mundial de 2019?

Arthur Nory ganhou a barra fixa em Stuttgart, em 2019.

4. Como terminou o Brasil no Mundial de 2025, em Jacarta?

O Brasil ficou sem medalhas em Jacarta, e Flávia Saraiva foi quarta na trave.

5. Qual medalha Flávia Saraiva ganhou na trave em Roterdã?

Flávia fez 14,300 e ficou com o bronze, atrás de Kaylia Nemour e Zhang Qingying.

Seus acertos:

Fontes: Confederação Brasileira de Ginástica, Agência Brasil.

Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.