Kelly Slater é o maior campeão da história do circuito mundial de surfe, com 11 títulos, e Stephanie Gilmore lidera entre as mulheres, com 8. Mas é a tabela brasileira que faz a torcida levantar da cadeira: desde 2014, o Brasil conquistou oito títulos masculinos, com cinco campeões diferentes, e Yago Dora é o mais recente.
Vem com a gente: abaixo estão os maiores campeões da WSL (Championship Tour), os dias em que o Brasil mudou de patamar e o ponto em que está a corrida de 2026.
Os campeões que mandam na história
Os números ajudam a situar cada nome. Slater tem 11 títulos, Mark Richards soma 5, e cinco surfistas têm 3 títulos: Tom Curren, Andy Irons, Mick Fanning, John John Florence e Gabriel Medina. Entre as mulheres, Gilmore tem 8 (2007, 2008, 2009, 2010, 2012, 2014, 2018 e 2022), Layne Beachley tem 7 e Carissa Moore tem 5.
| Surfista | País | Títulos mundiais |
|---|---|---|
| Kelly Slater | Estados Unidos | 11 |
| Stephanie Gilmore | Austrália | 8 |
| Layne Beachley | Austrália | 7 |
| Carissa Moore | Havaí (EUA) | 5 |
| Gabriel Medina | Brasil | 3 (2014, 2018, 2021) |
| John John Florence | Havaí (EUA) | 3 (2016, 2017, 2024) |
| Filipe Toledo | Brasil | 2 (2022, 2023) |
| Adriano de Souza | Brasil | 1 (2015) |
| Ítalo Ferreira | Brasil | 1 (2019) |
| Yago Dora | Brasil | 1 (2025) |
Dados de 28/10/2026.
Medina, Mineirinho e a virada brasileira
Gabriel Medina abriu a era em 2014, e o Brasil nunca mais saiu do mapa. No ano seguinte veio Adriano de Souza, o Mineirinho, e o título dele foi decidido em Pipeline, no Havaí, em 17 de dezembro de 2015: Mineirinho venceu a semifinal contra o havaiano Mason Ho, e a eliminação do australiano Mick Fanning, justamente por Medina, na outra bateria, garantiu a conta matemática antes mesmo da final.
Em 2018, Medina fez o bi também em Pipeline. Ele sacramentou o título na semifinal, ao superar Jordy Smith por 16,27 a 15,83, e ainda venceu a final contra o australiano Julian Wilson, por 18,34 a 16,70. Três anos depois, em 14 de setembro de 2021, o tri veio em Trestles, na Califórnia, num duelo 100% brasileiro: Medina bateu Filipe Toledo por 2 a 0 (16,30 a 15,70 e 17,53 a 16,36).
Ítalo, o campeão que veio do Nordeste
Se existe uma cena que a torcida carrega até hoje, é a de 19 de dezembro de 2019. Depois de sete dias seguidos de adiamentos por falta de ondas, a final de Pipeline colocou Ítalo Ferreira, de Baía Formosa (RN), contra Medina. Ítalo segurou a vantagem nos tubos e levou o primeiro título mundial, o quarto do Brasil na elite e o primeiro de um nordestino.
Opinião assumida: foi o título que mostrou que o surfe brasileiro não era obra de um só gênio. Havia um país inteiro de ondas por trás.
Filipinho, o bi em casa na Califórnia
Filipe Toledo levou anos sendo chamado de promessa. Em 2022, em Trestles, ele finalmente fechou a conta, batendo o próprio Ítalo por 2 a 0 na final (15,93 a 14,97 e 16,50 a 14,93). Em 9 de setembro de 2023, repetiu a dose contra o australiano Ethan Ewing, de novo em Trestles: 17,97 a 17,27 na primeira bateria e 14,27 a 12,37 na segunda. Dois títulos o deixaram como o segundo brasileiro mais condecorado, atrás de Medina.
Yago Dora e o título de 2025 em Fiji
Em 2 de setembro de 2025, em Cloudbreak, nas ilhas Fiji, Yago Dora, de Florianópolis, entrou como líder do ranking e só precisava vencer uma bateria na decisão. Venceu: marcou 7,33 e 8,33 e fechou com 15,66 contra 12,33 do norte-americano Griffin Colapinto, sem precisar de segunda bateria. Foi o quinto brasileiro campeão e o oitavo título do país em 11 anos. No mesmo dia, a australiana Molly Picklum bateu a norte-americana Caroline Marks e levou o primeiro título feminino da carreira.
As mulheres e o lugar da Tati Weston-Webb
No feminino, o domínio é de Gilmore, Moore e, nos últimos anos, de uma geração mais nova: Caroline Marks (campeã em 2023, ao vencer Moore por 17,10 a 14,97 em Trestles), Caitlin Simmers (2024, a mais jovem campeã da história da WSL) e Picklum (2025). Tyler Wright também ficou com o bicampeonato consecutivo em 2017.
Nenhuma brasileira ainda levantou a taça, mas a Tatiana Weston-Webb chegou perto. Nascida em Porto Alegre e criada no Havaí, ela foi vice em 2021 ao perder a decisão para Moore por 2 a 1: venceu a primeira bateria (15,20 a 14,06) e perdeu as duas seguintes. O melhor resultado brasileiro anterior era dos vices de Silvana Lima (2008 e 2009) e Jacqueline Silva (2002).
Como está 2026
Em 28/10/2026, nenhum campeão foi coroado. Depois da etapa de Peniche, Yago Dora lidera o ranking masculino, com Ítalo Ferreira em segundo e Medina em quarto (Colapinto venceu Medina na final em Portugal, por 17,70 a 16,77). No feminino, Molly Picklum assumiu a ponta ao vencer Peniche. Restam, segundo a imprensa, a etapa das Filipinas, em Cloud 9 (Siargao), a partir do fim de outubro, e o Pipe Masters, em dezembro (8 a 20, conforme o calendário divulgado).
Perguntas rápidas
Quem é o maior campeão da história do surfe profissional?
Kelly Slater, com 11 títulos mundiais. Entre as mulheres, Stephanie Gilmore tem 8.
Quantos brasileiros já foram campeões mundiais?
Cinco: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Ítalo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora, somando oito títulos desde 2014.
Onde costuma ser decidido o título?
Depende do formato da época. Pipeline decidiu os títulos de Mineirinho, Medina em 2018 e Ítalo, enquanto Trestles foi palco de Medina em 2021 e de Filipe em 2022 e 2023. Em 2025 a decisão foi em Cloudbreak, em Fiji.
Já existe campeã mundial brasileira?
Ainda não. O melhor resultado é o de vice, como o de Tatiana Weston-Webb em 2021.
Leia também: regras do surfe | Medina e John John Florence | Kelly Slater.
Quiz: você conhece os campeões do surfe mundial?
Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.
1. Quantos títulos mundiais tem Kelly Slater?
2. Em que ano Ítalo Ferreira foi campeão mundial, vencendo Medina em Pipeline?
3. Quem Filipe Toledo derrotou na final de 2023?
4. Qual surfista foi campeão mundial em 2025, em Cloudbreak (Fiji)?
5. Que brasileira foi vice-campeã mundial em 2021?
Seus acertos:
Fontes: World Surf League, Lance!.