Palmeiras e Estudiantes decidem a Libertadores no sábado, 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, num jogo único. O horário ainda não foi divulgado oficialmente pela Conmebol, e a final traz um reencontro que o torcedor palmeirense conhece de cor: foi o Estudiantes que tirou a taça do Verdão em 1968.

Vem com a gente ver como os dois chegaram até aqui e o que a história guarda desse duelo.

Item Situação
Data Sábado, 28 de novembro
Local Estádio Centenário, Montevidéu (Uruguai)
Formato Jogo único
Horário de Brasília A definir, sem divulgação oficial da Conmebol até aqui
Semifinal do Palmeiras Fluminense: 2 a 1 na ida, 0 a 1 na volta, 5 a 3 nos pênaltis
Semifinal do Estudiantes Flamengo: 0 a 0 na ida, 0 a 0 na volta, 3 a 2 nos pênaltis
Títulos do Palmeiras 1999, 2020 e 2021
Títulos do Estudiantes 1968, 1969, 1970 e 2009
Confrontos entre os clubes Três jogos, todos na final de 1968

Dados de 28/10/2026.

O Palmeiras sofreu, mas passou nos pênaltis

A ida contra o Fluminense, em 14 de outubro, foi no Maracanã, com cerca de 70 mil pessoas nas arquibancadas. O Palmeiras abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo, ampliou aos 38 da etapa final e ainda levou um gol de cabeça de Wesley Natã aos 47, depois de cruzamento de Guga. Vitória por 2 a 1, mas com gosto de vantagem curta.

A volta, em 21 de outubro, no Nubank Parque, foi de coração na boca. O Fluminense venceu por 1 a 0, com gol de Hércules, e levou a decisão para os pênaltis, já que o agregado ficou em 2 a 2. Ali apareceu Carlos Miguel: o goleiro já tinha parado uma finalização de Arana no jogo e, na disputa, defendeu a cobrança de Nonato. Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Marlon Freitas converteram, e o Palmeiras fechou em 5 a 3.

É a oitava final de Libertadores da história do clube, segundo a Tribuna de Jundiaí, o que coloca o Verdão em terceiro lugar entre os maiores finalistas do torneio, atrás apenas de Boca Juniors e Peñarol.

O Estudiantes calou o Maracanã

Do outro lado, a classificação tem sotaque de La Plata e sabor de zebra. Depois de segurar o 0 a 0 em casa na ida, o Estudiantes foi ao Maracanã, em 22 de outubro, e saiu com a vaga. Aos 4 minutos do segundo tempo, Baltasar Rodríguez foi expulso por segundo cartão amarelo, e o Flamengo passou boa parte da partida com um a mais, sem conseguir marcar.

Nos pênaltis, o herói foi o goleiro Muslera, que parou a cobrança de Paquetá. Bruno Henrique e Jorginho também desperdiçaram. Arrascaeta e Léo Pereira converteram para o Flamengo, mas Sosa, Mancuso e Palacios fizeram o trabalho pelo Estudiantes, que venceu por 3 a 2 (Cetré isolou a sua cobrança). Para a torcida rubro-negra, foi uma noite para esquecer, em pleno Maracanã.

Uma curiosidade que ajuda a medir o tamanho do clube argentino: pela contagem da Tribuna de Jundiaí, será a quinta final de Libertadores do Estudiantes, que já levantou a taça em 1968, 1969, 1970 e 2009.

1968: o fantasma que volta a Montevidéu

O retrospecto entre os dois clubes na competição se resume a uma única decisão, e ela dói em quem veste verde. Na final de 1968, o Estudiantes venceu a ida, em La Plata, por 2 a 1. O Palmeiras devolveu no Pacaembu, com 3 a 1, mas na época não havia saldo de gols como critério, e foi preciso um terceiro jogo. O Estudiantes ganhou por 2 a 0 e ficou com o título, o primeiro dos três seguidos que conquistaria. Era a segunda final do Palmeiras na Libertadores, e a segunda derrota.

Na conta total, são três jogos, duas vitórias do Estudiantes e uma do Palmeiras, com cinco gols argentinos contra quatro brasileiros. A imprensa brasileira já trata a final de 2026 como chance de revanche depois de 58 anos. A minha opinião, de torcedor: história não joga, mas dá um molho extra a essa final.

O que vem agora

O próximo passo é a Conmebol anunciar o horário oficial, que ainda não saiu. O Lance! registrou, em 23 de outubro, que a entidade também não havia anunciado a venda de ingressos, então o melhor caminho para quem pensa em viajar a Montevidéu é esperar o comunicado oficial antes de qualquer planejamento. Sobre onde assistir, a Conmebol não havia divulgado os detalhes de transmissão até esta consulta; confirme nos canais oficiais da entidade perto da data.

Perguntas rápidas

A final tem jogo de ida e volta?

Não. Ao contrário das semifinais, a decisão é em jogo único, no Estádio Centenário.

Quantos títulos de Libertadores cada clube tem?

O Palmeiras tem três (1999, 2020 e 2021) e o Estudiantes tem quatro (1968, 1969, 1970 e 2009).

Em que ano Palmeiras e Estudiantes se enfrentaram antes na Libertadores?

Em 1968, na final, em três partidas: 2 a 1 para o Estudiantes, 3 a 1 para o Palmeiras e 2 a 0 para o Estudiantes no desempate.

Quem foi expulso na semifinal do Estudiantes?

Baltasar Rodríguez, com o segundo amarelo, logo no início do segundo tempo contra o Flamengo.

Leia também: Palmeiras elimina o Fluminense | Flamengo eliminado pelo Estudiantes | a história da Libertadores | maiores artilheiros do Palmeiras.

Quiz: você conhece a história da final da Libertadores?

Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.

1. Em qual estádio será a final da Libertadores entre Palmeiras e Estudiantes?

A final será em jogo único no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.

2. Como o Palmeiras eliminou o Fluminense na semifinal?

O Fluminense venceu a volta por 1 a 0, o agregado ficou em 2 a 2 e o Palmeiras levou os pênaltis por 5 a 3.

3. Qual goleiro defendeu a cobrança de Nonato nos pênaltis da semifinal do Palmeiras?

Carlos Miguel defendeu o pênalti de Nonato na volta contra o Fluminense.

4. Quem defendeu a cobrança de Paquetá na eliminação do Flamengo?

Muslera parou a cobrança de Paquetá na disputa em que o Estudiantes venceu por 3 a 2.

5. Qual foi o resultado do terceiro jogo da final de 1968 entre os clubes?

Após uma vitória para cada lado, o Estudiantes ganhou o desempate por 2 a 0 e ficou com o título.

Seus acertos:

Fontes: Tribuna de Jundiaí, Lance!.

Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.