Quem balançou mais as redes com a camisa azul e branca do Leão? A resposta curta é Dadinho: o atacante canhoto aparece como o maior goleador da história do Clube do Remo, com 166 gols marcados entre 1983 e 1986. Só que a conversa não termina aí, porque o Leão Azul de Belém tem uma história de mais de um século e cada geração teve o seu matador. Vem com a gente passar por todos eles, de Jango, em 1939, a Jajá, que defende o clube na Série A de 2026.
Maiores artilheiros do Remo: o que os números dizem
Antes da tabela, um aviso honesto. O clube não publica um ranking oficial completo de todos os tempos, e as contagens variam conforme o recorte: jogos oficiais, campeonato paraense, Brasileirão, clássico Re-Pa. Por isso, usamos números que encontramos em fontes abertas e deixamos claro de onde cada um vem. Para o topo geral, só confirmamos dois nomes: Dadinho em primeiro e Mesquita em quarto.
| Jogador | Época | Número | Recorte |
|---|---|---|---|
| Dadinho (Eduardo Soares) | 1983 a 1986 | 166 gols | Maior goleador da história do clube |
| Mesquita (Raimundo Nonato Mesquita) | Anos 1970 e 1980 | 132 gols | 4º maior artilheiro do clube |
| Alcino | Anos 1970 | 33 gols | 1º na Primeira Divisão unificada |
| Bira | Anos 1970 | 27 gols | 2º na Primeira Divisão unificada |
| Quiba | Clássico Re-Pa | 24 gols | Maior artilheiro do Remo no clássico |
| Jango | 1939 | 5 gols em um jogo | Recorde individual de um Re-Pa |
Os números de Dadinho e de Mesquita vêm de levantamentos do DOL e do O Liberal, jornais de Belém, e os da Primeira Divisão unificada saem da Enciclopédia do Leão, citada pelo site Remo 100%. Esses últimos contam apenas o período em que o Brasileirão teve divisão única, e não todas as competições nacionais que o Remo disputou.
Dadinho: o canhoto que virou recordista
Dadinho, paulista de nascimento, tinha 1,88 m e chegou ao Remo no começo dos anos 1980. Em apenas quatro temporadas, de 1983 a 1986, fez os 166 gols que o colocam no topo da lista. Em 1984, foi peça-chave do time que terminou o Campeonato Brasileiro da Série B como vice-campeão, e em 1986 o Remo voltou a conquistar o Campeonato Paraense depois de seis anos sem o título.
Ele também jogou no Paysandu mais tarde, o que no Pará é o tipo de detalhe que ninguém esquece. O O Liberal lembra ainda que, nos clássicos, ele chegou a dez gols no Re-Pa. Mesmo assim, o torcedor azulino costuma guardar o nome dele pelo que fez com a camisa do Remo: gol atrás de gol, num tempo em que o Baenão fervia.
Mesquita e Alcino: a dupla que bateu o Flamengo de Zico
Se existe uma tarde que explica por que Alcino e Mesquita são tão queridos, é 25 de outubro de 1975. O Remo foi ao Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, enfrentar um Flamengo com Zico, Júnior e Rondinelli, e ninguém dava nada pelo time paraense. Alcino abriu o placar aos 34 minutos do primeiro tempo. Zico empatou aos 43. Aos 3 minutos da etapa final, Mesquita escapou da marcação e fez o gol da vitória por 2 a 1. Foi o primeiro triunfo de um clube paraense no Maracanã.
O clima antes do jogo ajuda a contar a história. Mesquita relembrou ao O Liberal que a manchete de um jornal carioca, com a conta "8 + 3 = 11", previa a goleada rubro-negra e irritou jogadores e treinador. Mesquita também chamou Alcino de "o maior ídolo do Remo de todos os tempos", e a bola cruzada na área, segundo ele, era quase sempre para o camisa dele.
Alcino, apelidado de Negão Motora, foi artilheiro do Campeonato Paraense três anos seguidos, de 1973 a 1975, com 7, 12 e 21 gols. Nas contas da Enciclopédia do Leão, é o líder entre os remistas na Primeira Divisão unificada, com 33 gols. Mesquita, um meia de faro de gol, foi seis vezes campeão paraense pelo Remo e chegou ao quarto lugar entre os maiores artilheiros do clube, com 132 gols. O DOL e o Remopedia, blog de memória do clube, também lembram que ele fez o primeiro gol do Mangueirão.
Esse duelo com o Flamengo tem tudo para te interessar se você acompanha os maiores goleadores do rubro-negro, que contamos na nossa página sobre os maiores artilheiros do Flamengo.
Os artilheiros do Remo na Primeira Divisão
A lista da Enciclopédia do Leão para o Brasileirão em divisão unificada mostra o quanto os anos 1970 pesam na história do clube. O quadro abaixo traz o topo, sem a lista inteira, porque ele ainda vai mudar em 2026.
| Posição | Jogador | Gols | Época |
|---|---|---|---|
| 1º | Alcino | 33 | Anos 1970 |
| 2º | Bira | 27 | Anos 1970 |
| 3º | Mesquita | 24 | Anos 1970 e 1980 |
| 4º | Roberto | 18 | Anos 1970 |
| 5º | Dadinho | 15 | Anos 1980 |
Repare numa coisa curiosa: Dadinho, o recordista geral, aparece só em quinto lugar na elite nacional. A explicação é simples. A maior parte dos 166 gols dele veio em competições regionais e na Série B, e esta lista olha apenas para a Primeira Divisão. É por isso que a pergunta "quem é o maior artilheiro do Remo?" tem mais de uma resposta, dependendo do que você conta.
No clássico Re-Pa: Quiba e o recorde de Jango
O Re-Pa já teve 777 jogos desde 1914, segundo o Diário do Pará, com 269 vitórias do Remo, 243 do Paysandu e 265 empates. A lista dos maiores artilheiros do clássico é dominada por jogadores do Paysandu, a começar por Hélio, com 47 gols. O melhor remista é Quiba, com 24 gols, o único do top 10 que marcou apenas pelo Remo. Itaguary, Jaime e Jeju também aparecem na lista, mas defenderam os dois clubes.
Já o recorde de gols em um único clássico é de um remista. Em 5 de março de 1939, num amistoso no Curuzu, o Remo bateu o Paysandu por 7 a 2, a maior goleada do Leão no confronto, e Jango marcou cinco vezes. Moacyr e Pelado fizeram os outros dois gols do Remo. A marca dele continua de pé quase um século depois. Para ver o lado bicolor da rivalidade, vale ler a nossa página dos maiores artilheiros do Paysandu.
O Remo de hoje: do acesso de 2025 a Jajá na Série A
Em 23 de novembro de 2025, na última rodada da Série B, o Remo venceu o Goiás por 3 a 1 no Mangueirão lotado, com um gol de Pedro Rocha e dois de João Pedro, e voltou à Série A depois de 31 anos. A última passagem tinha sido em 1994. O time terminou em quarto lugar, com 62 pontos, e Pedro Rocha foi o artilheiro da competição, com 15 gols.
Em 2026, o nome da vez é Jajá, que chegou em fevereiro. Em 18 de outubro, ele fez o gol de empate em 1 a 1 com o Bragantino e chegou a 8 gols no Brasileirão, igualando Caíto na lista histórica do clube na elite. O Remo vive uma fase difícil, com 26 pontos e na 19ª posição naquela data, mas a torcida segue empurrando. Se quiser ver como os grandes goleadores do torneio se comparam, passe pela nossa lista dos maiores artilheiros do Brasileirão.
A nossa opinião
Na nossa opinião, o título de maior artilheiro do Remo pertence mesmo a Dadinho, pelo número e pelo contexto: 166 gols em quatro temporadas é um ritmo difícil de imaginar hoje. Mas, no coração do torcedor, o lugar mais alto talvez seja de Alcino e Mesquita, por causa daquela tarde de 1975 no Maracanã. Admitimos o romantismo aqui, e você pode discordar.
Perguntas rápidas
Qual é o maior artilheiro do Clube do Remo?
Dadinho, com 166 gols entre 1983 e 1986, segundo levantamentos do DOL e do O Liberal.
Quem foi o artilheiro do Remo na Série B de 2025?
Pedro Rocha, que foi o artilheiro da competição com 15 gols. No total, ele fez 19 gols em 44 jogos pelo Remo, emprestado pelo Fortaleza, e o clube anunciou a saída dele em 6 de dezembro de 2025.
Quem mais fez gols no clássico Re-Pa pelo Remo?
Quiba, com 24 gols, segundo o Diário do Pará.
Quando foi a última vez que o Remo jogou a Série A antes de 2026?
Em 1994. O acesso de 2025 encerrou uma espera de 31 anos.
Quiz: você conhece os maiores artilheiros do Remo?
Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.
1. Quem é apontado como o maior artilheiro da história do Remo?
2. Quantos gols Jango marcou na goleada do Remo por 7 a 2 sobre o Paysandu, em 1939?
3. Quem marcou o gol da vitória do Remo por 2 a 1 sobre o Flamengo de Zico, no Maracanã, em 1975?
4. Em 2025, o Remo voltou à Série A depois de quantos anos de espera?
5. Quem lidera a lista de artilheiros do Remo na história da Primeira Divisão unificada, segundo a Enciclopédia do Leão?
Seus acertos:
Fontes: DOL, O Liberal.