Doeu, torcedor rubro-negro. O Flamengo empatou por 0 x 0 com o Estudiantes na noite de quinta-feira (22/10/2026), no Maracanã, e caiu nos pênaltis, por 3 x 2, na semifinal da Copa Libertadores. O uruguaio Fernando Muslera defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, e o Mengão está fora da decisão.

Com isso, o Palmeiras é o único brasileiro na final, marcada para sábado, 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra os argentinos.

Um a mais por 40 minutos, e nada de gol

Depois do 0 x 0 em La Plata (relembre o jogo de ida), a conta era simples: quem vencesse no Rio ia para a final. Diante de 72.492 torcedores, segundo a Gazeta Esportiva, quem começou melhor foi o time de La Plata. Aos 15 minutos, Rossi fez grande defesa em finalização de González Pírez e Alex Sandro tirou o rebote quase em cima da linha. Um minuto depois, Baltasar Rodríguez soltou a bomba de fora da área e a bola explodiu no travessão. O Maracanã gelou.

O Flamengo de Leonardo Jardim teve a sua grande chance aos 32, com Pedro, mas a bola não entrou. No intervalo, 0 x 0.

O roteiro parecia mudar logo aos 4 minutos do segundo tempo: Baltasar Rodríguez puxou a camisa de Samuel Lino, levou o segundo amarelo e foi expulso. O Estudiantes de Alexander Medina se fechou atrás, e o Flamengo passou a rodar a bola sem encontrar espaço. Jardim chamou Arrascaeta, que voltava de cirurgia no punho esquerdo, no lugar de Carrascal. Depois vieram Bruno Henrique, Gonzalo Plata e Ayrton Lucas.

A melhor chance rubro-negra veio pelo alto: Plata cabeceou firme e Muslera fez a defesa. Aos 41, o próprio Paquetá subiu e mandou de cabeça, rente à trave. Foi o mais perto que o Mengão chegou em 180 minutos de semifinal.

Pênaltis: a noite de Muslera

O Flamengo abriu a série e Arrascaeta, com proteção no punho operado, converteu. Daí em diante, o Maracanã virou palco de um goleiro só. A sequência, segundo o Infobae e a Gazeta Esportiva:

  1. Arrascaeta (Flamengo): gol
  2. José Sosa (Estudiantes): gol
  3. Jorginho (Flamengo): defendido por Muslera
  4. Cetré (Estudiantes): errou (a primeira batida foi anulada e ele mandou a nova por cima do gol)
  5. Lucas Paquetá (Flamengo): defendido por Muslera
  6. Mancuso (Estudiantes): gol
  7. Léo Pereira (Flamengo): gol
  8. Tiago Palacios (Estudiantes): gol
  9. Bruno Henrique (Flamengo): defendido por Muslera

Rossi não chegou a defender nenhuma cobrança; Muslera parou três de cinco. Segundo o La Nación, Cetré escorregou na primeira tentativa e tocou na bola com as duas pernas, por isso o pênalti foi repetido.

O que disseram depois da eliminação

Leonardo Jardim chamou a responsabilidade para si. “O treinador tem que assumir, porque é esse o nosso papel, assumir as responsabilidades”, afirmou o português, segundo a Gazeta Esportiva. Sobre a escolha dos batedores, explicou: “Eu não pus a marcar os miúdos, pus a marcar aqueles jogadores mais consagrados”. E reconheceu que as trocas não resolveram: “Depois das substituições, não melhorámos do que antes das substituições.”

Arrascaeta resumiu o vestiário em poucas palavras: “Era uma oportunidade divina de chegar a essa final, com um elenco que merecia mais. Mas só merecimento não basta.” Bruno Henrique, um dos que pararam em Muslera, foi direto, à ESPN: “Nos pênaltis, a gente sabe que tem que ganhar, batemos mal, não conseguimos concluir o pênalti.”

E agora, Flamengo?

A queda pesa, ainda mais diante de um velho conhecido: antes do jogo de volta, o retrospecto entre os dois na Libertadores era de cinco duelos, com duas vitórias rubro-negras, dois empates e uma do Estudiantes, segundo o site oficial do Flamengo. Agora sobra o Campeonato Brasileiro, em que o time lidera com sete rodadas pela frente. “Estamos decepcionados, frustrados, mas também temos um Campeonato Brasileiro”, disse Jardim. O próximo compromisso é contra o Atlético-MG, segunda-feira (26/10), às 20h, no Maracanã.

Admito o clubismo aqui: o torcedor rubro-negro que sonhava com um Fla x Palmeiras em Montevidéu vai ter de engolir a final sem o Mengão.

Palmeiras x Estudiantes: revanche de 1968

Na véspera, o Verdão também passou nos pênaltis, 5 x 3 sobre o Fluminense (veja como foi). A final em Montevidéu, confirmada pela CONMEBOL, tem cheiro de história: em 16 de maio de 1968, no mesmo Centenário, o Estudiantes venceu o Palmeiras por 2 x 0, com gols de Ribaudo e Juan Ramón Verón, no jogo de desempate que deu aos argentinos o primeiro de seus quatro títulos. Para o Palmeiras, será a oitava final da competição, número que você pode comparar na lista de clubes brasileiros com mais finais da Libertadores.

Quiz: você lembra da queda do Flamengo para o Estudiantes?

Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.

1. Qual foi o placar da disputa de pênaltis entre Flamengo e Estudiantes no Maracanã?

Depois do 0 x 0 no tempo normal, o Estudiantes venceu a série por 3 x 2.

2. Quantos pênaltis Muslera defendeu na disputa?

O uruguaio parou Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique.

3. Qual jogador do Estudiantes foi expulso no início do segundo tempo?

Baltasar Rodríguez levou o segundo amarelo aos 4 minutos, depois de puxar a camisa de Samuel Lino.

4. Quais jogadores do Flamengo converteram seus pênaltis?

Arrascaeta abriu a série e Léo Pereira fez o segundo gol rubro-negro.

5. Em que ano o Estudiantes venceu o Palmeiras numa final de Libertadores no Centenário?

Foi em 16 de maio de 1968: 2 x 0 no jogo de desempate em Montevidéu.

Seu placar:

Fontes: Flamengo (site oficial), Lance!, NoAtaque, Infobae, La Nación, Gazeta Esportiva, Jogada10, CONMEBOL, Estadio Centenario, O Popular, Flashscore, Estudiantes de La Plata (site oficial), ESPN.

Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.