Joaquim Cruz, que nasceu em Taguatinga, em 12 de março de 1963, é uma lenda do atletismo brasileiro.

Conhecido por suas conquistas extraordinárias nos 800 metros, Cruz é um dos esportistas mais celebrados do Brasil, com uma carreira marcada por vitórias olímpicas, pan-americanas e recordes impressionantes.

Joaquim Cruz é um ícone do esporte brasileiro, com uma carreira marcada por vitórias impressionantes e um legado duradouro. Suas conquistas nos 800 metros e sua dedicação ao esporte continuam a ser celebradas e servem de inspiração para muitos.

Primeiros passos de Joaquim Cruz no atletismo

O sétimo filho de uma família de nordestinos que migrou do Piauí para o Distrito Federal, Joaquim Carvalho Cruz começou sua carreira no esporte jogando basquete no SESI de Taguatinga.

Aos 13 anos, ele descobriu seu talento para o atletismo e rapidamente se destacou, marcando 1'51” nos 800 metros aos dezoito anos.

Ascensão rápida

Em 1981, aos 18 anos, Joaquim estabeleceu um recorde mundial júnior de 1:44.3 nos 800 metros no Troféu Brasil de Atletismo, no Rio de Janeiro.

Este feito lhe rendeu uma bolsa de estudos na Universidade de Oregon em 1983, onde treinou e competiu ao lado do famoso corredor Steve Prefontaine.

No mesmo ano, Cruz venceu os 800 metros no campeonato universitário americano NCAA e conquistou a medalha de bronze no primeiro Campeonato Mundial de Atletismo em Helsinque.

Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984

Joaquim Cruz

Em 1984, Joaquim Cruz foi para os Jogos Olímpicos de Los Angeles como um dos favoritos nos 800 metros, junto com os britânicos Sebastian Coe e Steve Ovett.

Na final dos 800 metros, Cruz cruzou a linha de chegada em 1:43.00, quebrando o recorde olímpico e tornando-se o primeiro brasileiro a ganhar uma medalha de ouro no atletismo desde Adhemar Ferreira da Silva.

Esta vitória histórica o consolidou como um dos maiores atletas do Brasil.

Temporada europeia de Joaquim Cruz

Após os Jogos Olímpicos, Joaquim Cruz teve uma sequência impressionante na Europa. No encontro Weltklasse em Zurique, ele venceu com 1:42.34, tornando-se apenas o segundo corredor na história a quebrar a marca de 1:43.

Poucos dias depois, ele correu 1:42.41 no Memorial Van Damme em Bruxelas e 1:41.77 em Colônia, registrando o segundo tempo mais rápido da história dos 800 metros.

Jogos Olímpicos de Seul 1988

Em 1988, Joaquim Cruz defendeu seu título olímpico nos Jogos de Seul, conquistando a medalha de prata nos 800 metros. Ele liderou a prova até a curva final, quando foi ultrapassado pelo queniano Paul Ereng.

Problemas físicos e conquistas pan-americanas

Após os Jogos de Seul, Cruz enfrentou problemas no tendão de Aquiles que prejudicaram sua performance e o impediram de competir nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. No entanto, ele conquistou a medalha de ouro nos 1.500 metros nos Jogos Pan-Americanos de 1987 em Indianápolis e 1995 em Mar del Plata.

Última Olimpíada e aposentadoria

Em 1996, Joaquim Cruz foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Atlanta, sua última Olimpíada. Ele encerrou sua carreira no Troféu Brasil de Atletismo em janeiro de 1997, no Rio de Janeiro.

Carreira como treinador de Joaquim Cruz

Após se aposentar das competições, Joaquim Cruz se tornou treinador, trabalhando com a equipe de atletismo dos Estados Unidos nos Jogos Parapan-Americanos de 2007 e nos Jogos Paraolímpicos de 2008 em Pequim.

Atualmente, ele reside em San Diego, Califórnia, com sua esposa Mary e seus filhos Kevin e Paulo.

Homenagens e legado

Em 2007, Cruz foi homenageado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e designado para acender a pira olímpica dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Seu legado no atletismo brasileiro continua a inspirar novas gerações de atletas.