A vitória de Barron Mamiya, no Hurley Pro Sunset Beach, apresentado por Shiseido, foi no quintal de casa, em Sunset Beach. Ele repetiu um feito de Bruno Santos de 14 anos atrás, quando o brasileiro ganhou a etapa do Taiti de 2008 competindo como convidado.  A princípio, as duas finais no Havaí decidiram a liderança nos rankings de 2022. Aliás, Brisa Hennessy também fez história, com a primeira vitória da Costa Rica no World Surf League Championship Tour.

Antes de mais nada, as decisões da segunda etapa seguida no North Shore da ilha de Oahu, foram contra a havaiana Malia Manuel e o japonês Kanoa Igarashi.  Decerto, com os títulos conquistados nas ondas de 6-8 pés da sexta-feira (18), em Sunset Beach, Brisa Hennessy e Mamiya, vão vestir a lycra amarela de número 1 do ranking na próxima etapa. A saber, o MEO Pro Portugal nas ondas de Supertubos, que será de 3 a 13 de março, em Peniche.

Em suma, barrando campeões mundiais no Billabong Pro Pipeline, Barron Mamiya foi eliminado por Kelly Slater nas oitavas de final. A saber, na onda que ele surfou nos últimos segundos da bateria. Decerto, em Sunset Beach, o havaiano não perdeu nenhuma e já começou mandando o próprio Slater para a repescagem. Posteriormente, passou por outro campeão mundial e campeão olímpico, Ítalo Ferreira, na terceira fase. Bem como também brasileiro Deivid Silva nas oitavas de final.

O que você vai conferir neste post:

 Quartas de final

Antes de mais nada, a quarta-feira foi um dia de mar clássico, com recordes sendo batidos a cada bateria e de muitas surpresas no Havaí. Decerto, entre os seis primeiros classificados para as quartas de final, nenhum tinha vitória em etapas do WSL Championship Tour. A primeira bateria ficou formada por Caio Ibelli e Ezekiel Lau.

Inicialmente, a segunda por dois havaianos, Barron Mamiya e Seth Moniz, que já ultrapassou Kelly Slater na liderança do ranking. Contudo, a terceira será entre o australiano Ethan Ewing e o norte-americano Jake Marshall. Somente a última quarta de final, será disputada por dois campeões de etapas do CT, o japonês Kanoa Igarashi e o australiano Jack Robinson.

Por fim, para realizar duas fases e já definir as quartas de final, foi utilizado o sistema “overlapping heats”, com duas baterias de 40 minutos de duração cada, sendo disputadas simultaneamente. Entretanto, foi possível fazer os 16 duelos da terceira fase e os oito das oitavas de final.  Em suma, Caio Ibelli entrou na primeira bateria do dia e já surfou um belo tubo na onda que valeu 6,50. Mas, o norte-americano Conner Coffin começou melhor, com nota 7,33.

Semifinal e Final

Antes de mais nada, substituto de Gabriel Medina, fora das competições para cuidar da saúde mental, Caio Ibelli foi o brasileiro que chegou mais longe na segunda etapa do Mundial de Surfe, em Sunset Beach, no Havaí, mas não conseguiu alcançar a final. A eliminação do paulista veio na noite de sexta-feira (horário de Brasília), com uma derrota na semifinal para o surfista local Barron Mamiya, mais tarde consagrado como campeão do evento.

Em suma, em uma disputa equilibrada, Ibelli liderava a bateria na reta final, com a vantagem de prioridade para escolher a onda. Porém, quando restava menos de um minuto para o fim, o brasileiro deixou Mamiya, que precisava de modestos 3.30 pontos para vencer, pegar a última onda.

A princípio, o havaiano fez 3.87, somou 10.37 no total e passou Ibelli, que tinha 9.80.”Eu não pude acreditar que ele me deixou ir. Nesse ínterim, praticamente dei de cara no recife”, disse o vencedor, animado após o triunfo.

Por outro lado , na grande final ele enfrentou o japonês Kanoa Igarashi e conseguiu a vitória, Barron fez duas notas excelentes na final para não dar chances a Kanoa. Decerto, o inicio da foi bem devagar com poucas ondas surfadas, porém do meio da bateria em diante começou a vir várias séries de ondas e Kanoa começou na frente.

Por fim, Barron logo respondeu com uma bela onda de fortes manobras de borda e um grau de dificuldade muito grande em uma delas. Assim, conseguindo a primeira nota alta da bateria. Ainda não contente, pegou mais duas ondas ainda melhores, deixando o Japonês precisando de uma combinação de nota. A princípio, o havaiano Barron conseguiu vencer a grande final da segunda etapa do circuito mundial e somando com sua nona colocação assumiu a ponta do Ranking mundial de surf.

Surf Feminino

Inicialmente, no ranking feminino, três surfistas que disputaram o título mundial de 2021 no Rip Curl WSL Finals, também estão abaixo da linha de corte das dez que participarão da segunda metade do CT.

Nesse sentido, a vice-campeã mundial Tatiana Weston-Webb e Sally Fitzgibbons, não passaram das oitavas de final nas duas provas do Havaí e dividem o 14º lugar, enquanto a heptacampeã Stephanie Gilmore está em 16º.

A princípio, a pentacampeã Carissa Moore e Johanne Defay estão entre as top-5, mas fechando esse grupo no ranking liderado por Brisa Hennessy, seguida por Malia Manuel e Moana Jones Wong.

Em suma, Malia começou bem a decisão do título, com nota 6,33. Brisa passou a frente com 5,83 e 5,23, enquanto a havaiana errava na escolha das ondas e caía nas manobras.  Decerto, Brisa ainda pega outra boa e ganha nota 7,00, que garante a vitória por 12,83 a 7,46 pontos. Esta foi a sétima derrota da havaiana em finais de etapas do CT.

Por fim, Malia também perdeu sua vaga na elite em 2021, porque só foram mantidas as nove primeiras colocadas e ela terminou em décimo. Mas, ganhou um convite (wildcard) da WSL para competir em toda a temporada.

Foto destaque: Tony Heff/World Surf League