Na madrugada do dia 25 de julho deste ano, Kelvin Hoefler fez história. O brasileiro subiu no primeiro pódio olímpico da modalidade skate street e entrou para a eternidade do esporte mundial.

Além disso, com a medalha de prata conquistada, o skatista abriu os caminhos para o Brasil fazer a sua melhor participação na história dos Jogos Olímpicos. Sendo assim, Kelvin foi o primeiro dos 21 pódios que estavam por vir.

No entanto, o paulista revela que se surpreendeu com tamanha repercussão que a sua conquista tomou. Mesmo acostumado a vencer, tendo em vista que já faturou grandes competições como o Super Crown e diversas etapas do X-GamesKelvin percebeu que estava diante de seu maior triunfo. Confira isso e muito mais a seguir!

Kelvin Hoefler: o representante do povo brasileiro

Em entrevista exclusiva ao Esportelândia, o medalhista olímpico admite que esperava menos dos Jogos Olímpicos de Tóquio. “Eu nunca imaginei que a proporção fosse tão grande quanto foi”, afirma Kelvin Hoefler. Dessa forma, o skatista se preparou da melhor forma possível, como faz para qualquer competição.

Contudo, quando chegou no Japão notou que seria diferente:

“Quando eu cheguei em Tóquio, eu percebi que tudo era diferente e que eu estava representando o meu país. Isso me deu mais força para trazer a primeira medalha da história do skate para casa”.

Junto com a conquista veio o reconhecimento de todo o Brasil, é claro, mas também, do mundo inteiro. Yuto HorigomeKelvin HoeflerJagger Eaton, esse é o pódio que vai ficar marcado na história dos Jogos Olímpicos.

Paris 2024 é logo ali!

Crédito: Julio Dtefon

No entanto, a história não para por aí. Com um ciclo olímpico mais curto, as Olimpíadas de Paris estão cada vez mais próximas e Kelvin, como qualquer atleta, não quer ficar de fora. Após conquistar a medalha de prata, o skatista de 28 anos afirma já estar de olho na próxima Olimpíada, que acontecerá em 2024.

Além disso, o brasileiro quer ter a chance de representar o seu país com o apoio da torcida, que não pôde estar presente no Japão.

A torcida é realmente muito importante e, infelizmente, Tóquio estava fechada e não conseguimos ter esse contato, mas espero que a torcida brasileira esteja na França para nos dar aquele empurrãozinho.” – relata Kelvin Hoefler.

Foto destaque: Divulgação/AFP