Marquinhos é o zagueiro que virou monumento em Paris. Formado no Corinthians, ele chegou ao PSG em 2013, ainda adolescente, e hoje é o jogador com mais partidas da história do clube, capitão das duas Champions League conquistadas pelos parisienses (2025 e 2026) e dono de um ouro olímpico e de uma Copa América com a amarelinha. Vem com a gente contar essa trajetória, das primeiras partidas com o Timão às noites de Munique e Budapeste.

Dados de 22/10/2026.

Marquinhos em números: a carreira resumida

Equipe Período Jogos Principais títulos
Corinthians 2012 Não informado pela fonte oficial Copa Libertadores 2012
Roma 2012 a 2013 30 Nenhum
Paris Saint-Germain Desde 2013 Mais de 500 (500º jogo em 26/11/2025) 2 Champions League, 11 Campeonatos Franceses, Supercopa da UEFA 2025, Copa Intercontinental 2025, várias Copas da França e da Liga
Seleção Brasileira Desde 2013 Mais de 100 (108 ao fim da fase de grupos da Copa de 2026) Ouro olímpico Rio 2016, Copa América 2019

Nascido em São Paulo em 1994, Marcos Aoás Corrêa tem 1,83 m, joga com a camisa 5 do PSG e renovou em 2023 até 30 de junho de 2028, segundo o próprio PSG.

Do Parque São Jorge para a Europa: Corinthians e Roma

Tudo começou no Parque São Jorge. Em 18 de fevereiro de 2012, Tite colocou o garoto da base como titular contra o São Caetano, pelo Paulistão, e o Corinthians venceu por 1 a 0. Anos depois, já em Paris, ele lembrou aquela data como um dia muito especial e resumiu o sentimento pelo clube numa frase que todo corintiano guarda: “O Corinthians foi onde tudo começou e a gratidão será eterna”, conforme publicou a Gazeta Esportiva.

A passagem pelo time principal foi curta, mas cheia: Marquinhos saiu em agosto de 2012 para a Roma levando no currículo a Libertadores daquele ano. Na Itália, fez 30 jogos em uma temporada, o suficiente para chamar a atenção do PSG.

Paris, 2013: o menino que virou capitão

Marquinhos desembarcou no Parc des Princes no verão europeu de 2013, ainda adolescente, para aprender ao lado de Thiago Silva. A dupla brasileira virou a base da defesa parisiense por anos e, quando Thiago deixou o clube, em 2020, a braçadeira passou naturalmente para o mais novo. Admito o clubismo verde-amarelo aqui: é difícil pensar em outro brasileiro que tenha se tornado tão identificado com um gigante europeu.

Ao longo dessa década, ele dividiu o vestiário com Ibrahimović, Neymar, Messi e Mbappé, viu estrelas chegarem e partirem e continuou no mesmo lugar: a zaga. Em 2023 renovou até 2028, quando já somava 400 jogos pelo clube.

O recorde de Pilorget cai

Durante décadas, o dono da marca de mais partidas pelo PSG foi o zagueiro francês Jean-Marc Pilorget, com 435 jogos. Marquinhos igualou o número contra o Clermont, em 6 de abril de 2024, e passou à frente quatro dias depois, no jogo de ida das quartas de final da Champions contra o Barcelona, segundo a Soccerway. Dias depois, num domingo de vitória no Parc des Princes, o presidente Nasser Al-Khelaïfi o homenageou com flores e um troféu em forma de Torre Eiffel.

Em 26 de novembro de 2025, veio outro número redondo: o 500º jogo oficial, na vitória por 5 a 3 sobre o Tottenham, pela Champions, com faixa da torcida organizada em sua homenagem e medalha especial entregue pelo presidente no vestiário, conforme o 90min. Ele também é o recordista de títulos da história do clube e, com o Campeonato Francês de 2025/26, chegou a 11 títulos da Ligue 1, mais do que qualquer clube francês tem, exceto o próprio PSG, segundo o Gulf News.

Munique 2025: a noite em que o PSG chegou lá

Depois de tantas eliminações dolorosas, a Champions finalmente caiu no colo de Paris em 31 de maio de 2025, em Munique. E não foi qualquer título: 5 a 0 na Inter, com gols de Hakimi, Doué (duas vezes), Kvaratskhelia e Mayulu. Segundo a UEFA, foi a maior diferença de placar da história das finais da Copa dos Campeões. Marquinhos, titular, ergueu a taça como capitão, ele que vestia aquela camisa desde 2013.

Budapeste 2026: o bi e um gesto de capitão

Um ano depois, em 30 de maio de 2026, a final foi bem mais sofrida. O Arsenal abriu o placar com Havertz aos 6 minutos, e a UEFA destacou um bloqueio salvador de Marquinhos para impedir o segundo gol do alemão ainda no primeiro tempo. Dembélé empatou de pênalti aos 65, o jogo foi para a prorrogação e o capitão deu lugar a Zabarnyi aos 106 minutos. Nos pênaltis, o PSG venceu por 4 a 3, e a última cobrança perdida foi justamente de um brasileiro: Gabriel Magalhães, do Arsenal, mandou por cima.

A cena que rodou o mundo veio em seguida. Antes de festejar, Marquinhos foi até Gabriel, seu companheiro de zaga na Seleção, para consolá-lo, gesto captado pela TV e registrado pela Fox Sports. Com o bi, segundo a Trivela, ele virou o primeiro brasileiro a levantar a Champions como capitão duas vezes. Meses antes, em dezembro de 2025, o PSG de Marquinhos ainda havia batido o Flamengo nos pênaltis na final da Copa Intercontinental, no Catar, depois de 1 a 1.

Com a amarelinha: ouro, Copa América e três Copas do Mundo

Rio 2016: a segunda cobrança

No Maracanã, em 20 de agosto de 2016, Brasil e Alemanha empataram por 1 a 1 na final olímpica. Na disputa de pênaltis, a ordem brasileira foi Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha, Luan e Neymar, segundo o TNH1. O zagueiro converteu a segunda cobrança, Weverton defendeu a de Petersen e Neymar fechou o 5 a 4 que deu ao Brasil o inédito ouro olímpico no futebol masculino.

Copa América 2019 e as Copas do Mundo

Três anos depois, de novo no Maracanã, Marquinhos foi titular na vitória por 3 a 1 sobre o Peru, com gols de Everton, Gabriel Jesus e Richarlison, que deu a Copa América ao Brasil, segundo o PSG. Ele disputou as Copas do Mundo de 2018, 2022 e 2026.

A de 2022 deixou cicatriz. Nas quartas de final contra a Croácia, em Doha, a finalização de Petković desviou nele no fim da prorrogação, e na disputa de pênaltis a cobrança de Marquinhos foi na trave. Dez dias depois, ele escreveu que aquele tinha sido um dos dias mais tristes da sua vida e que “aquela cicatriz ficará pra sempre comigo em minha história”, conforme a Gazeta Esportiva.

Em 2026, já com Carlo Ancelotti, foi confirmado como capitão do Brasil na Copa. Chegou a 108 jogos pela Seleção depois da fase de grupos (Marrocos, Haiti e Escócia), empatado com Taffarel na lista histórica. O sonho do hexa terminou nas oitavas, com derrota por 2 a 1 para a Noruega de Haaland. Na saída, o capitão falou em “aprender com a lição, pedir desculpa ao povo brasileiro”, segundo o Diario de Pernambuco.

Como está Marquinhos hoje

Marquinhos segue capitão do PSG, com o vínculo renovado em 2023 até junho de 2028. Em 20 de outubro de 2026, na vitória por 4 a 2 sobre o Barcelona pela Champions, saiu por volta da hora de jogo com uma lesão muscular na coxa direita e deve ficar algumas semanas fora, segundo a Associated Press. O Jornal do Comércio aponta que ele pode desfalcar a Seleção na Data Fifa de novembro. Na primeira convocação depois da Copa, em setembro de 2026, ele foi chamado para os amistosos contra Austrália (duas vezes) e Índia, segundo a CNN Brasil.

Quer saber onde estão os outros craques do país? Veja onde jogam todos os brasileiros no exterior. Para comparar Marquinhos com quem veio antes, confira nossa lista dos melhores zagueiros do Brasil, a história completa da Seleção Brasileira de futebol e o ranking dos maiores artilheiros da Seleção Brasileira.

Quiz: você conhece a história do Marquinhos?

Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.

1. Em qual clube Marquinhos foi formado e estreou como profissional?

Ele veio da base do Corinthians e estreou como titular em 18 de fevereiro de 2012, contra o São Caetano, no Paulistão.

2. Qual foi o placar da final de Munique, em 2025, contra a Inter?

O PSG goleou a Inter por 5 a 0 em 31 de maio de 2025, a maior diferença da história das finais da Copa dos Campeões, segundo a UEFA.

3. De quem era o recorde de jogos pelo PSG que Marquinhos superou em 2024?

O zagueiro Jean-Marc Pilorget tinha 435 jogos. Marquinhos igualou a marca contra o Clermont e passou à frente contra o Barcelona, em abril de 2024.

4. Na disputa de pênaltis da final olímpica da Rio 2016, qual cobrança do Brasil foi de Marquinhos?

A ordem foi Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha, Luan e Neymar. Todos converteram e o Brasil venceu a Alemanha por 5 a 4.

5. Contra quem o PSG conquistou o bicampeonato da Champions, em Budapeste?

Foi 1 a 1 com o Arsenal na Puskás Aréna, em 30 de maio de 2026, e o PSG venceu nos pênaltis.

Seu placar:

Fontes: Paris Saint-Germain, UEFA, Gazeta Esportiva, CNN Brasil, Trivela, Gulf News, 90min, Soccerway, Associated Press, Jornal do Comércio, Diario de Pernambuco, TNH1, Gazeta do Povo, Fox Sports, ABC do ABC.

Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.