Classic Physique, categoria dos físicos clássicos, a classe dos shapes mais estéticos, o futuro do Bodybuilding. Todos esses e mais outros apelidos positivos se referem a uma só categoria: a Classic.

Sem dúvida nenhuma, esta é a classe do atual fisiculturismo com maior audiência e adoração por parte dos admiradores do esporte.

Para saber o motivo disso, nós preparamos este guia que vai te mostrar tudo que você precisa saber sobre a categoria clássica e o porquê dela ter se tornado o “olho do furacão” do bodybuilding.

Top 4 do Arnold Classic Ohio 2021. Reprodução/PhotoByCaz
Top 4 do Arnold Classic Ohio 2021. Reprodução/PhotoByCaz

Isso porque quando foi aceita na NPC, a Classic surgiu para trazer, literalmente, a classe dos físicos antigos de volta.

Conheça tudo sobre a Classic Physique

Já sendo bastante conhecida em outras federações, primordialmente, a categoria clássica sempre prezou um físico menos agressivo, competidores com sungas pretas e um condicionamento que fica na linha tênue que divide a Men’s da Open.

Desse modo, podemos dizer que esta classe se encaixa justamente no meio tempo entre às duas outras categorias:

  • Físico menos volumoso e menos condicionado (na teoria) que a Open;
  • Físico mais volumoso e mais condicionado que a Men’s Physique.

Contudo, para conseguir essas distinções, os criadores tiveram que optar por uma regra exclusiva desta classe: o limite de peso por altura. 

Precisa bater peso na Classic?

Sim, e essa é a principal diferença da Classic para a Men’s e Open Bodybuilding.

Os atletas desta classe precisam bater um peso pré-determinado de acordo com sua altura.

Por exemplo: um fisiculturista de 1,80 cm de altura tem um limite de peso de 93 kg. Enquanto um de 1,98 cm pode bater até 118 kg.

Vale dizer que o peso muda quando o atleta sai do amador e vira profissional, ganhando  de 4 kg a 6 kg, dependendo da altura.

Assim, os atletas costumam sofrer bastante para conseguir se adequar, porém, quanto maior o sofrimento na dieta e no treino, maior é a condição apresentada no palco.

Como é o shape de um Classic Physique?

Reprodução/PhotoByCaz

A categoria pesada, com o passar dos anos, foi perdendo a estética do físico, trazendo atletas com muito volume, muita cintura e definição razoável.

Nesse meio tempo, a classic trouxe consigo detalhes de físicos que lembram muito a época de ouro do bodybuilding:

  • Físicos cheios;
  • Extrema condição;
  • Pouca ou nenhuma assimetria;
  • Pouca ou nenhuma desproporção;
  • Poses bem trabalhadas.

Como resultado isso, a Classic se tornou a categoria mais visada atualmente por mostrar um conjunto harmônico entre membros inferiores e superiores.

As poses da categoria Classic Physique

Neste  tópico iremos abordar o ponto onde a Classic mais se destaca e se diferencia de todas as outras categorias: as poses.

Tendo menos poses compulsórias que a bodybuilding porém mais que a Men’s, esta classe pretende demonstrar a leveza do corpo humano  por músculos e agrupamentos.

Dessa forma, não basta você apenas mostrar seu músculo, você tem que fazer uma verdadeira dança, como no Balé, demonstrando aos árbitros uma certa tranquilidade ao posar e fazer de tudo de forma mais natural possível.

Ruff Diesel no mr. Olympia 2021. Reprodução/Enduring Aesthetics

Dentro disso, temos ao todo 5 poses obrigatórias, além do “quarto de voltas” (onde o atleta mostra os quatro lados do corpo de forma simples), conheça abaixo:

  • Duplo bíceps de frete;
  • Duplo bíceps de costas;
  • Peitoral melhor lado;
  • Abdominal e coxas;
  • Pose clássica favorita.

Dentro disso, a pose clássica favorita é a que mais chama atenção por ser exclusiva dessa classe.

Pose clássica favorita dos melhores do Mr. Olympia 2021. Reprodução/Enduring Aesthetics

Sendo ao contrário da “Mais musculoso”, presente na Open e na 212, a “clássica favorita” faz com que o atleta escolha uma pose que marcou a história do fisiculturismo e a intérprete no palco.

Assim, podemos relembrar os atletas presentes na Golden Era do Bodybuilding, como Arnold e Franco Columbu.

Principais nomes da história da Classic Physique

Atualmente, é inegável dizer que o maior atleta do esporte fisiculturismo é o Chris Bumstead, eleito três vezes seguidas como o melhor Classic do mundo e um dos nomes com mais “marketing” dentro do bodybuilding.

Além de muita simpatia e estar sempre longe das brigas presentes no esporte, Chris tem um dos melhores físicos que já pisaram na face da Terra, com muita simetria, proporção e volume.

E também ele consegue se sobressair pelo fato de posar com maestria e sempre estar dotado de algum corte de cabelo ou barba típica dos anos 80 (no Mr. Olympia 2021 estava com Mullet e bigode).

categoria classic physique
Reprodução/W.Wittmann

Vale dizer que muitos especialistas afirmam que o mesmo vai perdurar no topo durante mais alguns anos, e se depender dele e de seus milhões de fãs, a  realidade deve ser, de fato, essa.

Além do canadense, outros nomes brilham no cenário atual da Classic, como Ruff Diesel e Breon Ansley, top 2 e top 3 do Mr. Olympia 2021 respectivamente.

Top 3 do Mr Olympia 2021 com Breon (esquerda), Chris (meio) e Ruff (direita). Reprodução/PhotoByCaz

Vale dizer que Ruff ainda é considerado um nome maior que o outro citado justamente por sua idade (28 anos, enquanto Breon tem 42), lhe dando maior espaço para crescimento.

Com isso, outro fator que o coloca na frente do Breon são suas poses, que no O2021, foram um ‘show’ à parte ao som de Survivor, de 2WEI.

Apesar disso, os brasileiros se animam com um dos nomes que surgiu recentemente e vem conquistando o mundo: Ramon “Dino” Queiroz.

Principais nomes brasileiros da Classic Physique

Categoria Classic Physique
Reprodução/Ramon Rocha

O acreano, citado no fim do último tópico, que ficou em quinto lugar na sua estreia no Mr. Olympia, é eleito como o principal sucessor do “CBum” na categoria.

Além da classe presente no físico, especialistas do esporte dizem que o mesmo possui a melhor genética de um ser humano.

Falar de Classic Physique sem citar o nome de Ramon é, atualmente, esconder o inevitável. 

Além desses fatores, o “marketing” do Ramon com sua patrocinadora e amigos do esporte fazem dele um fenômeno brasileiro e internacional do fisiculturismo.

Por se tratar de uma categoria de tanto renome, logo podemos destacar outro nome de um brasileiro que também pisou no Mr. Olympia: Gabriel Zancanelli.

categoria classic physique
Disputa do título do Expo Super Show entre Ramon Queiroz e Gabriel Zancanelli. Divulgação/Muscle Contest

Apesar de que ele não tenha ficado numa posição relevante no campeonato, Zancanelli ainda é novo e tem muito chão para percorrer com um físico que ainda cabe muita massa.

O futuro da Classic Physique

categoria Claissic Physique
Top 4 do Mr. Olympia 2021 Classic Physique. Reprodução/PhotoByCaz

O título desse tópico deveria ser “O futuro do fisiculturismo”. Isso porque a categoria Classic Physique já passou de ser apenas uma das quatro principais categorias para se tornar “A principal categoria”.

E isso não é só opinião dos especialistas e principais nomes do esporte, os números demonstram que esta classe vem chamando mais atenção do que a Bodybuilding (que era a chave do fisiculturismo).

Portanto, são vários os motivos que podem explicar esse fenômeno:

  • Mais condicionamento;
  • Atletas mais carismáticos;
  • Físicos mais “bonitos”;
  • O maior embaixador do esporte é Classic Physique;

Assim, pouco a pouco a tendência é que esta categoria se torne a mais visível mundialmente e com o maior número de espectadores, superando a Open.

Foto destaque: Reprodução/Enduring Aesthetics