Miguel Pupo venceu o Lexus Trestles Pro na sexta-feira (18), na Califórnia, ao virar a final contra o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 nos minutos finais. Com o segundo título na temporada, o paulista subiu para o quarto lugar do ranking do Championship Tour, que agora tem quatro brasileiros entre os cinco primeiros e Yago Dora na liderança.

Como foi a final em Lower Trestles

Igarashi largou na frente e comandou boa parte da decisão. Pupo encontrou um 8.50, a maior nota da final, mas o japonês respondeu com 6.50 e 7.67 e deixou o brasileiro precisando de 5.90. A cerca de cinco minutos do fim, Pupo encontrou a onda que precisava, recebeu 6.27 e segurou a vantagem até a buzina, segundo o ge e a WSL.

No caminho, ele passou por Ramzi Boukhiam, Liam O’Brien, pelo compatriota Mateus Herdy nas quartas (15.83 a 13.50) e por Cole Houshmand na semifinal, com 16.00, sua maior somatória no evento. É a terceira vitória de Pupo no CT, depois de Teahupoo em 2022 e Bells Beach, na abertura de 2026, e a primeira vez que ele vence duas etapas no mesmo ano.

“Foi uma semana longa, para ser sincero. Comecei a semana sem pensar que ia vencer, estava sofrendo com a onda e não encontrava o ritmo”, disse Pupo, de 34 anos, à WSL. “O título mundial definitivamente está nos meus planos.”

O ranking depois de Trestles

Dora, atual campeão mundial, caiu na semifinal diante de Igarashi, mas o resultado bastou para levá-lo à ponta. Italo Ferreira parou na terceira fase, contra o francês Marco Mignot, e Gabriel Medina foi eliminado na segunda por Mateus Herdy, em duelo brasileiro.

Posição Surfista Pontos após Trestles Antes de Trestles
Yago Dora (BRA) 42.780 3º (37.695)
Leonardo Fioravanti (ITA) 40.015 1º (40.015)
Italo Ferreira (BRA) 39.930 2º (39.930)
Miguel Pupo (BRA) 39.450 5º (32.770)
Gabriel Medina (BRA) 35.410 4º (35.410)

A diferença entre o líder e o quarto colocado é de 3.330 pontos. Fonte: ranking oficial da WSL e lista pré-Trestles publicada pela liga.

Quem passou pelo corte

Trestles encerrou a temporada regular. Só os 22 primeiros do masculino e as 14 primeiras do feminino, além de dois convidados por evento, disputam as duas etapas seguintes. Além do quarteto do top 5, seguem Samuel Pupo (9º, 27.960 pontos), João Chianca (19º, 19.045) e Filipe Toledo, que ficou em 21º, com 18.150, dentro da linha de corte. Mateus Herdy (26º) e Alejo Muniz (27º) ficaram de fora e só voltam ao Tour no Pipe Masters, que reúne de novo o elenco completo da temporada. No feminino, Luana Silva caiu nas quartas para Gabriela Bryan e está em 6º lugar.

O que falta: Peniche, Filipinas e Pipeline

Restam três etapas, e não quatro. A WSL tirou o Surf Abu Dhabi Pro do calendário em 4 de setembro, citando restrições em voos internacionais e a situação na região. A sequência ficou assim, segundo a liga:

  • MEO Rip Curl Pro Portugal, em Supertubos, Peniche: 16 a 25 de outubro;
  • Philippines Pro, em Cloud 9, Siargao: 31 de outubro a 10 de novembro;
  • Lexus Pipe Masters, no Havaí: 8 a 20 de dezembro.

Não haverá WSL Finals em 2026. Pelo formato da temporada, o título sai do ranking final, que soma os nove melhores resultados de cada surfista nas 12 etapas, e o Pipe Masters vale 15 mil pontos, 50% a mais que uma etapa comum. Para rever como o Brasil chegou a esse domínio, veja a história da Brazilian Storm e como Yago Dora conquistou o título de 2025.

Fontes: World Surf League, WSL (ranking), WSL (calendário), WSL (formato 2026), ge, ge (Santos), Waves.