O maior artilheiro da história do Náutico é Bita, com 223 gols pelo Timbu nos anos 1960, segundo o próprio clube. Atrás dele vêm Fernando Carvalheira (185), o primeiro grande ídolo alvirrubro, e Kuki (184), o baixinho que fez a torcida dos Aflitos voltar a sorrir no centenário. Vem com a gente conhecer os oito jogadores que passaram dos 100 gols pelo Clube Náutico Capibaribe e as tardes, e noites, que explicam esses números.
Os maiores artilheiros do Náutico
| Posição | Jogador | Gols pelo Náutico | Período |
|---|---|---|---|
| 1º | Bita | 223 | 1962 a 1968 |
| 2º | Fernando Carvalheira | 185 | 1931 a 1942 |
| 3º | Kuki | 184 | 2001 a 2009 |
| 4º | Baiano | 181 | 1982 a 1986 |
| 5º | Ivson | 118 | 1952 a 1956 |
| 6º | Bizu | 114 | 1988 a 1994 |
| 7º | Ivanildo | 113 | 1947 a 1956 |
| 8º | Nino | 108 | 1962 a 1970 |
Do 1º ao 5º lugar, os números são os do site oficial do Náutico; do 6º ao 8º, do levantamento do jornalista e pesquisador Cassio Zirpoli, que lista oito jogadores acima de 100 gols na história do clube. Abaixo dessa marca, as contagens disponíveis não têm confirmação oficial, por isso a lista para aqui.
As contagens não batem 100%: no retrospecto que Zirpoli atualizou em 2026, a partir do acervo do historiador Carlos Celso Cordeiro, Bita aparece com 224 gols (em jogos de 1962 a 1971) e Kuki com 179, o que o deixaria atrás de Baiano. O clube e o Diario de Pernambuco, porém, usam 223 para Bita e 184 para Kuki, e é essa a ordem que seguimos.
Bita, o homem do hexa que calou o Pacaembu
Sílvio Tasso Lasalvia, o Bita, foi o protagonista da fase mais gloriosa do Náutico: o hexacampeonato pernambucano de 1963 a 1968, marca que nenhum outro clube do estado alcançou. No mesmo período vieram o tri da Taça Norte-Nordeste (1965, 1966 e 1967) e o vice da Taça Brasil de 1967, que levou o Timbu à Libertadores de 1968, segundo o site oficial do clube.
A noite que resume Bita aconteceu em 17 de novembro de 1966, no Pacaembu, pela semifinal da Taça Brasil. O Santos de Pelé, Pepe, Zito e Carlos Alberto tinha vencido as cinco edições anteriores e o primeiro jogo, por 2 a 0, na Ilha do Retiro. Antes do primeiro jogo, no Recife, o centroavante alvirrubro tinha feito uma reverência ao Rei: “Se Pelé acerta em cheio, Deus tenha compaixão de nós”. Quem não teve compaixão foi ele. Bita marcou no primeiro minuto, fez o segundo depois do empate de Toninho e ainda balançou a rede mais duas vezes no segundo tempo: Náutico 5 x 3, relembra o ge. O Diario de Pernambuco do dia seguinte cravou: “O Alvirrubro Pernambucano não tinha vindo a São Paulo para servir de pasto a nenhum leão”. O Santos venceu o jogo extra por 4 a 1, mas aquela noite já era do Timbu, e Bita ainda terminou como um dos artilheiros daquela Taça Brasil, com dez gols.
Para a gente, não tem discussão: com 223 gols e seis taças estaduais seguidas, Bita é o retrato do Náutico mais forte que Pernambuco já viu. Nino, oitavo da lista com 108 gols entre 1962 e 1970, também viveu aquela era de ouro nos Aflitos.
Fernando Carvalheira e a era da família
Antes de Bita, o Náutico teve uma família no ataque. Fernando Carvalheira jogou de 1931 a 1942 e comandou a chamada era dos Carvalheiras, ao lado do irmão Zezé e dos primos Arthur e Emídio. Foi com eles que o clube ganhou os dois primeiros estaduais da história, em 1934 e 1939. Segundo o Náutico, Fernando fez 185 gols e teve 22 jogos com três gols ou mais.
Kuki, o baixinho do centenário
Sílvio Luiz Borba, o Kuki, nasceu em 1971 e começou sua história nos Aflitos em 4 de janeiro de 2001, conta o Diario de Pernambuco. Chegou desconhecido e virou o Baixinho Artilheiro: foi peça central nos estaduais de 2001, 2002 e 2004, o primeiro deles no ano do centenário do clube, e na Série B de 2006, que devolveu o Náutico à elite. No meio do caminho, em 2002, ainda foi emprestado ao Jeonbuk, da Coreia do Sul, onde passou cinco meses durante a Copa do Mundo disputada no país.
Kuki se aposentou em 2009 e nunca saiu de casa: desde 2010 trabalha na comissão técnica do Náutico. “Nós, brasileiros, deveríamos valorizar mais os ídolos”, disse ao Diario de Pernambuco nos 20 anos de sua chegada. Com 184 gols na conta do clube, ele é o maior artilheiro do Timbu no século 21 e o único dessa geração no pódio, logo atrás de Bita e Carvalheira.
Baiano e Ivson, artilheiros de duas gerações
Valmecir José Margon, o Baiano, teve duas passagens pelo clube, em 1982 e de 1983 a 1986, e foi destaque nos títulos estaduais de 1984 e 1985. São 181 gols, segundo o clube, que também exalta a versatilidade e a entrega dele em campo. Três décadas antes, Ivson de Freitas fez 118 gols em apenas 159 partidas entre 1952 e 1956, média de 0,74 por jogo, foi campeão pernambucano em 1952 e 1954 e artilheiro do estadual em 1953 e 1954.
Bizu e a noite do gol de 8 segundos
Bizu, sexto da lista com 114 gols, foi o goleador do Náutico na virada dos anos 1980 para os 1990: artilheiro e campeão do Pernambucano de 1989, com 31 gols, Bola de Prata no Brasileiro daquele ano e artilheiro da Copa do Brasil de 1990, com sete gols, segundo o clube e o registro da RSSSF.
Uma noite de 1989 mostra o tamanho dele. Em 18 de outubro, nos Aflitos, o Náutico recebeu o Atlético Mineiro pela 10ª rodada do Brasileiro. Com três toques, Bizu tirou o centro para Augusto, que serviu Nivaldo: gol aos 8 segundos, o mais rápido da história do Campeonato Brasileiro, segundo o Diario de Pernambuco. O Galo virou, mas Bizu empatou aos 39 do segundo tempo e, dois minutos depois, cabeceou a vitória por 3 a 2. Naquele Brasileiro, o Náutico marcou 27 gols em 18 jogos, o mesmo número do campeão Vasco, que precisou de 19, e Bizu foi vice-artilheiro, com 10, um a menos que Túlio.
Quer comparar com os rivais? Veja os maiores artilheiros do Sport e os maiores artilheiros do Santa Cruz, e entenda a briga de arquibancada na disputa pela maior torcida de Pernambuco.
E o Náutico de hoje?
Na Série B de 2026, o Timbu era o 15º colocado, com 43 pontos, após a 34ª rodada, em 20/10/2026, e o atacante Vinícius era o artilheiro alvirrubro da temporada, com 10 gols em 18/09/2026, segundo o Diario de Pernambuco. Longe, muito longe, dos 223 de Bita.
Perguntas frequentes
Quem é o jogador que mais vestiu a camisa do Náutico?
É Kuki, com 389 jogos segundo o site oficial do clube (o Diario de Pernambuco cita 387). Bita, o maior artilheiro, precisou de 319 partidas para chegar aos seus gols.
Quem foi o jogador mais presente no time do hexa?
Ivan Brondi, que jogou de 1963 a 1968 e entrou em campo em 126 das 140 partidas daquela campanha, segundo o site oficial do Náutico. Gena, outro nome do hexa, também esteve no vice da Taça Brasil de 1967 e na Libertadores de 1968.
Qual foi o primeiro clube pernambucano a disputar a Libertadores?
Foi o Náutico, em 1968, graças ao vice-campeonato da Taça Brasil de 1967, perdido para o Palmeiras de Ademir da Guia.
Quiz: você conhece os goleadores do Timbu?
Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.
1. Quantos gols Bita marcou na vitória de 5 a 3 sobre o Santos de Pelé, no Pacaembu, em 1966?
2. Entre quais anos o Náutico conquistou o hexacampeonato pernambucano?
3. Quem é o segundo maior artilheiro da história do Náutico, com 185 gols?
4. Em 1990, Bizu foi o artilheiro de qual competição nacional?
5. Em quais anos Kuki foi campeão pernambucano como jogador do Náutico?
Seu placar:
Fontes: Clube Náutico Capibaribe, Cassio Zirpoli.