O maior artilheiro da história do Cruzeiro é Tostão, com 245 gols em 383 jogos entre 1963 e 1972, número adotado pelo Estado de Minas, pela Goal e pelo Diário Celeste. Na sequência aparecem Dirceu Lopes (228 gols) e Niginho (210). Completam o top 10 Bengala, Ninão, Marcelo Ramos, Palhinha, Alcides, Joãozinho e Evaldo. Nenhum jogador em atividade figura na lista em 2026: o mais bem colocado do elenco atual, Kaio Jorge, chegou a 51 gols pelo clube em setembro deste ano e ocupava a 44ª posição do ranking histórico, segundo o Diário Celeste.

Top 10 de artilheiros do Cruzeiro

A tabela segue a contagem em que coincidem a Goal (outubro de 2023) e o Diário Celeste (janeiro de 2026). Os jogos só aparecem quando uma fonte publica o total ao lado do mesmo número de gols; “n.d.” indica dado não disponível nas fontes consultadas em 5 de outubro de 2026. A média é calculada a partir desses dois números.

Pos. Jogador Gols Jogos Período no Cruzeiro Média
1 Tostão 245 383 1963 a 1972 0,64
2 Dirceu Lopes 228 620 1963 a 1977 0,37
3 Niginho 210 n.d. 1929 a 1947, com passagem pela Lazio n.d.
4 Bengala 171 n.d. 1927 a 1939 n.d.
5 Ninão 168 n.d. 1923 a 1931 e 1933 a 1938 n.d.
6 Marcelo Ramos 163 365 quatro passagens entre 1995 e 2003 0,45
7 Palhinha 156 457 fim dos anos 1960 a 1977, e 1983 a 1984 0,34
8 Alcides 150 278 1931 a 1948 0,54
9 Joãozinho 119 482 1973 a 1986 0,25
10 Evaldo 116 n.d. 1966 a 1975 n.d.

Fontes dos jogos: Estado de Minas (Tostão), Diário Celeste (Dirceu Lopes), Itatiaia (Marcelo Ramos), Lance! (Palhinha) e Goal (Alcides e Joãozinho).

Os 10 maiores artilheiros, um a um

1. Tostão, 245 gols

Eduardo Gonçalves de Andrade foi lançado no time principal em 1963, aos 16 anos, por Niginho, então treinador, segundo o Estado de Minas. Foi o grande nome da Taça Brasil de 1966, quando o Cruzeiro bateu o Santos de Pelé: marcou quatro gols na campanha, dois deles na decisão (no 6 a 2 do Mineirão e no 3 a 2 do Pacaembu). Pentacampeão mineiro de 1965 a 1969, foi artilheiro do Estadual em 1966 (18 gols), 1967 e 1968 (20 gols em cada). Em abril de 1972, foi negociado com o Vasco por Cr$ 3,5 milhões, a maior transação do futebol brasileiro na época. Em abril de 2026, o dono da SAF, Pedro Lourenço, disse à TV Cruzeiro que tenta levá-lo de volta à Toca da Raposa: “Seria uma honra enorme receber o Tostão aqui”, afirmou, segundo O Tempo.

2. Dirceu Lopes, 228 gols

O “Príncipe”, nascido em Pedro Leopoldo (MG) em 3 de setembro de 1946, segundo o Lance!, formou com Tostão uma das duplas mais lembradas do futebol brasileiro. Com 1,62 m, era um meia veloz e driblador que aparecia na área para finalizar. A Itatiaia registra 12 títulos pelo clube, entre eles a Taça Brasil de 1966, a Libertadores de 1976 e nove Campeonatos Mineiros, e aponta que ele é o terceiro jogador com mais partidas na história do Cruzeiro. Pela Seleção, fez 19 jogos e três gols, de 1967 a 1975.

3. Niginho, 210 gols

Leonízio Fantoni, irmão de Ninão, formou o ataque do clube no tempo em que ele ainda se chamava Palestra Itália. Na primeira passagem, ganhou os Campeonatos Mineiros de 1928, 1929 e 1930, segundo a Goal, que lembra o apelido de “Carrasco dos Clássicos”. Em 1931, segundo o Hoje em Dia, partiu para a Lazio, da Itália, com Ninão e o primo Nininho. Décadas depois, como técnico, foi quem lançou Tostão.

4. Bengala, 171 gols

Ítalo Fratezzi, o Bengala, jogou na ponta esquerda do Palestra Itália de 1927 a 1939 e fez parte do ataque com Ninão e Niginho, de acordo com a Goal.

5. Ninão, 168 gols

João Fantoni abriu a trajetória da família mais tradicional da história cruzeirense, que teria depois os irmãos Niginho e Orlando, o primo Nininho e os filhos Benito e Fernando, segundo o Hoje em Dia. Em 17 de junho de 1928, fez dez gols nos 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, a maior goleada da história do clube, e terminou aquele Campeonato da Cidade como artilheiro, com 43 gols. Também foi o goleador dos títulos de 1929 (33 gols) e 1930 (18).

6. Marcelo Ramos, 163 gols

O “Flecha Azul”, nascido em 25 de junho de 1973 e revelado pelo Bahia, teve quatro passagens pelo Cruzeiro entre 1995 e 2003 e somou 163 gols em 365 jogos, segundo a Itatiaia. Em mensagem citada pela emissora, o próprio clube o definiu como “um dos maiores artilheiros e vencedores da história do Cruzeiro”. Fez o gol do título da Copa do Brasil de 1996, de virada sobre o Palmeiras, no Parque Antártica, e ganhou 14 títulos, entre eles a Libertadores de 1997 e o Campeonato Brasileiro de 2003.

7. Palhinha, 156 gols

Vanderlei Eustáquio de Oliveira foi descoberto no futsal do Cruzeiro e estreou entre os profissionais em 1969, segundo O Tempo. Virou titular em 1972, depois da venda de Tostão, e foi o artilheiro da Libertadores de 1976, a primeira do clube, com 13 gols em 10 jogos. A Itatiaia contabiliza 20 gols dele pelo Cruzeiro na competição. Foi vendido ao Corinthians em 1977 e voltou em 1983 e 1984, segundo o Lance!. Morreu em 17 de julho de 2023, aos 73 anos.

8. Alcides, 150 gols

Alcides Lemos defendeu o clube de 1931 a 1948 e esteve entre os titulares da primeira partida oficial da era profissional, na estreia do Campeonato de 1933, contra o Siderúrgica, segundo a Goal, que registra 150 gols em 278 jogos.

9. Joãozinho, 119 gols

O ponta-esquerda apelidado de “Bailarino” fez o gol do título da Libertadores de 1976 contra o River Plate, no Chile: enquanto Nelinho e Piazza discutiam quem bateria a falta, ele se antecipou e marcou, como lembra O Tempo. Em abril de 2025, deu nome a um campo da Toca da Raposa I.

10. Evaldo, 116 gols

Contratado ao Fluminense em 1966, Evaldo, o “Buda”, chegou a tempo da campanha invicta da Taça Brasil daquele ano, segundo a Goal. Foi o autor do primeiro gol do Cruzeiro na história da Libertadores, contra o Deportivo Galicia, em Caracas, em 19 de fevereiro de 1967, e o artilheiro do time naquela edição, com seis gols, de acordo com O Tempo.

Artilheiros em atividade em 2026

Nenhum jogador do elenco atual ameaça o top 10. O mais próximo é o centroavante Kaio Jorge, camisa 19. Segundo o Central da Toca, ele fez sete gols em 2024 e 26 em 2025, ano em que foi artilheiro do Campeonato Brasileiro com 21 gols, conforme O Tempo. Em 6 de setembro de 2026, na vitória sobre o Athletico, chegou a 51 gols pelo clube (um deles em amistoso) e ultrapassou Arrascaeta no ranking do século 21, de acordo com o Diário Celeste. Na temporada, somava 18 gols em 26 de setembro, segundo O Tempo; o Cruzeiro não voltou a jogar desde então e recebe o São Paulo nesta quarta-feira (7), no Mineirão. Ainda está a 65 gols de Evaldo, o décimo colocado.

No século 21, só quatro jogadores marcaram mais do que ele pelo Cruzeiro, segundo o levantamento do Central da Toca publicado em 4 de setembro de 2026:

  • Fred: 78 gols em 138 jogos
  • Wellington Paulista: 66 gols em 152 jogos
  • Alex: 63 gols em 121 jogos
  • Marcelo Moreno: 53 gols em 142 jogos

O meia Matheus Pereira, camisa 10, vive a temporada mais artilheira da carreira: 14 gols em 2026 e 33 gols em 173 jogos desde a chegada, em 2023, segundo o Central da Toca (dados de 22 de setembro). O equatoriano Keny Arroyo tem oito gols no ano, conforme O Tempo.

Para comparar com outros clubes, veja os maiores artilheiros do Grêmio, que o Cruzeiro visita em 18 de outubro pelo Brasileiro, e os maiores artilheiros da Libertadores, competição em que Palhinha brilhou. Se o critério for idolatria e não só gols, confira os maiores jogadores do Cruzeiro e a disputa pela maior torcida de Minas Gerais.

Como montamos este levantamento

O site oficial do Cruzeiro não publica uma tabela de artilheiros históricos. Por isso, seguimos três critérios:

  • Consenso das listas completas: a ordem e os gols vêm das duas listas mais recentes que trazem o top 10 com os mesmos números, a da Goal (2023) e a do Diário Celeste (janeiro de 2026, nos 105 anos do clube).
  • Conferência com a imprensa mineira: cada número foi checado em reportagens do Estado de Minas, de O Tempo, da Itatiaia e do Hoje em Dia; a mensagem do próprio clube sobre Marcelo Ramos, citada pela Itatiaia, confirma os 163 gols dele.
  • Jogos só com fonte: quando nenhuma fonte informa o total de partidas compatível com os gols da tabela, a célula fica como “n.d.”, sem estimativa.

Onde as fontes divergem

  • Tostão: 245 gols para Estado de Minas, O Tempo, Goal e Diário Celeste; 242 no Lance! (setembro de 2024). Em fevereiro de 2026, o próprio Lance! passou a falar em “entre 242 e 248” gols e “entre 378 e 383” jogos. A liderança não muda com nenhum dos números.
  • Dirceu Lopes: 228 gols em 620 jogos para o Diário Celeste e 228 para a Goal, que indica período de 1963 a 1979; a Itatiaia registra 223 gols em 610 jogos, de 1963 a 1977, mesmo total do Lance! de 2024.
  • Niginho e Bengala: 210 e 171 gols na Goal e no Diário Celeste; 208 e 172 no Lance!.
  • Ninão: 168 gols na Goal e no Diário Celeste, 163 gols em 130 jogos no Hoje em Dia e 158 no Lance!.
  • Palhinha: 156 gols na Goal e no Diário Celeste; O Tempo fala em 145 gols em 457 jogos. Com 145, ele cairia para trás de Alcides. O Lance! explica que as duas contagens (434 jogos e 145 gols, ou 457 jogos e 156 gols) dependem do critério adotado.
  • Alcides e Joãozinho: 150 e 119 gols na Goal e no Diário Celeste; 144 e 118 no Lance!. O Tempo credita a Joãozinho 118 gols em 471 jogos, entre 1972 e 1986; a Goal, 482 jogos.
  • Décimo lugar: Evaldo (116 gols) para a Goal e o Diário Celeste; o Lance! de 2024 o deixa de fora e põe Raimundinho em 10º, com 110. O Diário Celeste dá 114 gols a Raimundo da Silva, em 11º.
  • Período de Evaldo: 1966 a 1975 na Goal, 1966 a 1973 em O Tempo.

Perguntas frequentes

Quem é o maior artilheiro da história do Cruzeiro?

Tostão, com 245 gols em 383 jogos entre 1963 e 1972, segundo o Estado de Minas. Ele também foi artilheiro do Campeonato Mineiro em 1966, 1967 e 1968.

Quem é o maior artilheiro do Cruzeiro no século 21?

Fred, com 78 gols em 138 jogos, somadas as passagens de 2004 a 2005 e de 2018 a 2019, segundo o Central da Toca.

Algum jogador em atividade está no top 10?

Não. O mais bem colocado do elenco de 2026 é Kaio Jorge, com 51 gols pelo clube em setembro, 44º no ranking histórico, bem abaixo dos 116 de Evaldo, décimo colocado.

Quem fez mais gols em um único jogo pelo Cruzeiro?

Ninão, com dez gols nos 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, em 17 de junho de 1928, pelo Campeonato da Cidade, segundo o Hoje em Dia.

Por que os números mudam de uma lista para outra?

Porque os registros das décadas de 1920 a 1970 têm lacunas e as fontes usam critérios diferentes, com ou sem amistosos. O caso mais visível é o de Palhinha: 156 gols em algumas listas e 145 em outras.

Fontes: Goal, Diário Celeste, Estado de Minas, O Tempo, Itatiaia, Hoje em Dia, Central da Toca, Lance!.