A seleção brasileira masculina de vôlei está classificada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, depois de vencer a Argentina por 3 sets a 0 na final do Pré-Olímpico Sul-Americano, no domingo (20), no Maracanãzinho. O capitão Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio, que o Brasil fechou com cinco vitórias em cinco jogos, sem perder nenhum set.
A final contra a Argentina
Diante de 11.968 torcedores, segundo a CBV, o time de Bernardinho venceu com parciais de 25/20, 25/23 e 25/20. O oposto Darlan foi o maior pontuador da partida, com 23 pontos, todos de ataque. Lucarelli e o central Flávio marcaram oito cada um. Pela Argentina, o ponteiro Luciano Vicentín fez 11, de acordo com a FIVB e a Volleyball World.
A competição, que valeu também como Campeonato Sul-Americano, foi disputada em turno único, sem mata-mata: o título e a vaga olímpica ficavam com a seleção que somasse mais vitórias em cinco rodadas. Antes da final, o Brasil tinha vencido Chile, Bolívia, Colômbia e Venezuela, todos por 3 a 0, segundo o ge.
Lucarelli, MVP e capitão
Além do prêmio de MVP para Lucarelli, o Brasil colocou quatro jogadores na seleção do campeonato: o levantador Cachopa, o oposto Darlan, o ponteiro Adriano e o central Flávio. Completaram o time ideal o ponteiro chileno Noé Aravena, o central argentino Agustín Loser e o líbero argentino Franco Massimino (ge, FIVB).
“A sensação é de quase dever cumprido, pois é só a classificação olímpica, ainda teremos muito trabalho a fazer. Depois de um ano conturbado, de muitas dúvidas, conseguimos demonstrar que este grupo é muito aguerrido, e mereceu muito essa vaga”, disse Lucarelli à CBV. “Vencer a Argentina de 3 a 0 é muito raro, mas não foi um jogo simples. Nós conseguimos jogar muito bem, colocar uma pressão no saque e funcionou.”
Uma vaga depois de um ano difícil
O título foi o 34º do Brasil no Sul-Americano. O país só tinha perdido a competição uma vez, em 2023, justamente para a Argentina. A temporada de 2026 também tinha começado mal: na Liga das Nações, a seleção ficou em nono lugar, com sete vitórias e cinco derrotas, e não chegou à fase final pela primeira vez, lembrou o ge. Hoje o Brasil é o sétimo colocado no ranking da FIVB.
“Foi um ano de muito aprendizado, de transição. Foi um ano difícil, duro, muito ruído externo”, disse Bernardinho ao programa Hello LA, do sportv. “Claro que tem muito a crescer, a melhorar, Olimpíadas é outra história.”
Com a vaga, o Brasil mantém uma marca única: esteve em todas as edições do vôlei masculino olímpico desde Tóquio 1964. A última campanha foi a de Paris 2024, quando Lucarelli e companhia caíram nas quartas de final.
Quem já está em Los Angeles 2028
O Brasil é a quarta seleção masculina garantida em Los Angeles:
- Estados Unidos, país-sede;
- Japão, campeão asiático;
- Cuba, vencedora do Pré-Olímpico da NORCECA;
- Brasil, campeão sul-americano.
As vagas da África e da Europa saem nos próximos dias, com o Campeonato Africano, em Túnis, e o Europeu, em Milão. As seis restantes serão distribuídas pela Copa do Mundo de 2027, na Polônia, e pelo ranking da FIVB (Volleyball World, ge). Brasil, Argentina e Chile, os três primeiros do Sul-Americano, já estão garantidos nessa Copa do Mundo. Para comparar esta geração com as campeãs do passado, veja qual foi a melhor seleção masculina da história e o guia sobre os jogos da Seleção Brasileira de vôlei.
Fontes: CBV, FIVB, Volleyball World, ge, ge (Bernardinho), ge (jogadores), ge (classificados).