Rayssa Leal ficou fora da etapa de Paris da Street League Skateboarding (SLS), disputada no sábado (3) no complexo de Roland Garros, na capital francesa. A skatista maranhense de 18 anos machucou o pé durante o treino da sexta-feira (2) e comunicou a ausência na manhã de sábado, em vídeo publicado nos stories do seu perfil no Instagram, segundo o Olimpíada Todo Dia. No mesmo vídeo, tratou de tranquilizar a torcida: disse que não foi nada grave.

O que Rayssa disse

A mensagem foi curta e direta. Na transcrição publicada pelo Olimpíada Todo Dia, a brasileira explicou: “Fala, galera. Passando aqui para avisar que infelizmente essa etapa do Street League eu não vou estar participando. Ontem durante o treino acabei machucando meu pé. Não foi nada grave, nada que precise se preocupar, mas é bom tirar esse tempo para me recuperar. Até o final do ano teremos cinco campeonatos e está tudo certo”.

A fala foi reproduzida também pela CNN Brasil e pelo Estadão (em textos republicados por O Liberal e Terra), com pequenas variações de transcrição. Nenhum dos veículos consultados trouxe detalhes clínicos sobre a lesão nem prazo de recuperação, e a própria atleta não deu mais informações além do vídeo.

Presente em Roland Garros, mesmo sem competir

Mesmo fora da disputa, Rayssa não deixou o evento. Imagens divulgadas pelo SporTV em suas redes sociais, citadas pelo Olimpíada Todo Dia, mostraram a skatista chegando ao complexo mancando e acompanhando de perto as semifinais femininas. Segundo o Estadão, ela também pediu apoio da torcida pelo Instagram.

A ausência pesou no quadro brasileiro: na lista oficial de inscritas divulgada pela SLS, Rayssa era a única representante do Brasil entre as dez skatistas do feminino, ao lado de nomes como Chloe Covell, Coco Yoshizawa, Momiji Nishiya, Funa Nakayama e Liz Akama.

Como terminou a etapa de Paris

Sem a brasileira, a australiana Chloe Covell venceu a final feminina com 31.9 pontos, à frente das japonesas Coco Yoshizawa (31.5) e Liz Akama (30.5), de acordo com o resultado oficial publicado pela SLS. O comunicado da liga registrou que Rayssa “perdeu a final por causa de uma lesão”.

No masculino, o Brasil foi ao pódio. Nyjah Huston, dos Estados Unidos, conquistou sua 28ª vitória na SLS com 36.4 pontos, seguido pelo japonês Toa Sasaki (35.4) e pelo brasileiro Giovanni Vianna, terceiro colocado. “Muito feliz com esse terceiro lugar em Paris! Foi uma final muito disputada”, disse Vianna, segundo o Surto Olímpico.

Posição Feminino Masculino
1º Chloe Covell (AUS), 31.9 Nyjah Huston (EUA), 36.4
2º Coco Yoshizawa (JPN), 31.5 Toa Sasaki (JPN), 35.4
3º Liz Akama (JPN), 30.5 Giovanni Vianna (BRA)

Resultado da SLS Paris 2026, disputada em 3 de outubro, segundo a Street League Skateboarding.

Uma semana de reconhecimento antes do susto

O contratempo veio poucos dias depois de uma boa notícia. Segundo o Olimpíada Todo Dia, em texto de 1º de outubro, Rayssa foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como embaixadora global dos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026, no Senegal, marcados para 31 de outubro a 13 de novembro. É a primeira edição de um evento olímpico no continente africano.

“Estou muito feliz porque é um reconhecimento da jornada que eu estou construindo com muito esforço e dedicação. É uma honra ser escolhida e saber que eu posso inspirar crianças e jovens de uma forma positiva”, disse a skatista em comunicado oficial do COI, reproduzido pelo Olimpíada Todo Dia. O carateca Douglas Brose também foi escolhido entre os atletas que vão servir de referência aos jovens em Dakar, enquanto o ginasta Arthur Zanetti será embaixador do programa Believe in Sport.

Uma carreira construída cedo

Nascida em Imperatriz, no Maranhão, Rayssa ganhou o mundo aos 13 anos, com a prata no street dos Jogos de Tóquio 2020, disputados em 2021. Em Paris 2024, conquistou o bronze e se tornou a brasileira mais jovem com duas medalhas olímpicas. Na SLS, venceu o Super Crown, a decisão mundial da liga, em 2022, 2023, 2024 e 2025: em dezembro do ano passado, a SLS a apresentou como tetracampeã consecutiva do torneio.

Quem quiser rever essa trajetória em detalhes encontra o perfil completo no nosso especial sobre Rayssa Leal. Para entender como funciona o circuito, vale ler também a explicação sobre a diferença entre as etapas da SLS e o Super Crown e o ranking mundial de skate street.

O que vem agora

A própria Rayssa lembrou que o fim de temporada é cheio: ela citou cinco campeonatos até o fim do ano. No calendário da SLS, a próxima etapa do Championship Tour será em Tóquio, na Ariake Arena, em 14 de novembro. A temporada da liga termina com o Super Crown em São Paulo, nos dias 12 e 13 de dezembro, no Ginásio do Ibirapuera, onde ela vai em busca do quinto título seguido. Até lá, a palavra da atleta é a referência: tempo para se recuperar e nada para a torcida se preocupar.

Fontes: Olimpíada Todo Dia, CNN Brasil, Estadão, O Liberal, Terra, Street League Skateboarding, Surto Olímpico, Sportbuzz, Wikipedia.