Senna-Prost, Schumacher-Barrichello e muito mais: entre a parceria e a rivalidade, conheça as 10 melhores duplas da Fórmula 1

É realmente complicado dizer quais as melhores duplas da Fórmula 1. Até porque o conceito em si das duplas no grid é um tanto ambíguo. Os corredores de uma mesma equipe são adversários, colegas e cúmplices, tudo ao mesmo tempo.

A melhor dupla da história da Fórmula 1, por exemplo, seria aquela formada pelos melhores corredores, a que melhor trabalhou em conjunto? Ou mesmo que venceu mais corridas, conquistou mais dobradinhas ou títulos de construtores?

No texto abaixo, podemos resolver esse problema juntos. Fazemos assim: nós listamos as melhores duplas da F1, com números e análises de suas parcerias, e você elenca quais são as maiores. Combinado?

Melhores duplas da Fórmula 1

  • Alain Prost e Ayton Senna
  • Alain Prost e Niki Lauda
  • Fernando Alonso e Lewis Hamilton
  • Fraçois Cervert e Jack Stewart
  • Graham Hill e Jimmy Clark
  • Graham Hill e Jochen Rindt
  • Juan Manuel Fangio e Stirling Moss
  • Lewis Hamilton e Nico Rosberg
  • Michael Schumacher e Rubens Barrichello
  • Nelson Piquet e Nigel Mansel

Alain Prost e Ayton Senna

Fotode Ayrton Senna e Prost quando eram companheiros de equipe
(Reprodução)

Sim, uma das maiores rivalidades da história da F1 (e de todos os esportes) é também uma de suas maiores duplas. Há inclusive muita gente que considera a como a melhor da categoria.

Argumentos de autoridade certamente não faltam. São sete títulos mundiais entre Ayrton Senna e Alain Prost e um meteórico crescimento do esporte durante a era marcada pelo seu protagonismo no grid.

Foram dois anos de convivência (1988 e 1989) entre o brasileiro e o francês. Pilotando um dos melhores carros da história da categoria, Senna e Prost competiram praticamente sozinhos pelo título. Cada um levou um, além do bicampeonato de construtores para a McLaren.

Alain Prost e Niki Lauda

Niki Lauda e Alain Prost

Seguindo a ordem alfabética, outra das grandes duplas da Fórmula 1 foi também formada por Alain Prost, dessa vez com Niki Lauda. A relação do francês com o austríaco era de uma maior parceria, o que não quer dizer uma menor competitividade.

Colegas de McLaren em 1984 e 1985, deram à equipe o Campeonato dos Construtores nos dois anos. No primeiro, o título mundial ficou com Lauda, decidido por 0,5 ponto, a mais acirrada vitória da história da F1. Já em 85, Prost ganhou de lavada naquele que a primeira das suas quatro conquistas da carreira.

A dinâmica da dupla podia não ser exatamente a das mais eficientes, mas fora das pistas foi bastante construtiva. Pelo menos para Prost, que após a morte de Lauda disse ter aprendido muito com o ex-parceiro.

Fernando Alonso e Lewis Hamilton

Fernando Alonso e Lewis Hamilton em Interlagos
(Lars Baron/Getty Images)

Alcançando o terceiro item da lista, dá pra ver que a McLaren é mesmo chegada numa competição interna. E em pilotos da mais alta patente, claro.

Como uma equipe, no entanto, Fernando Alonso e Lewis Hamilton não foram exatamente bem-sucedidos. Correram “juntos” por apenas um ano e, na verdade, foram até prejudiciais um para o outro.

O inglês “destronou” o espanhol dentro da escuderia, que por sua vez não deu o apoio necessário ao novato, que certamente faltou na hora de ganhar o título no seu primeiro ano de grid, em 2007.

Ainda assim, é difícil de encontrar uma união tão grande de talentos sob uma só escuderia, ainda que estes não formasses exatamente um time.

Fraçois Cervert e Jack Stewart

Cervert e Jack Stewart posam para foto
(Divulgação)

François Cervert e Jack Stewart formaram uma das melhores parcerias da história da Fórmula 1 pelo talento de um, o potencial do outro e a linda amizade entre os dois.

Nas quatro temporadas em que correram juntos, entre 1970 e 1973, apenas Stewart foi campeão, em 71 e em 73. Sem problemas: Cervert estava sendo preparado para substituí-lo na Tyrell.

Enquanto o veterano escocês dava suas voltas finais e fazia seu melhor desempenho da carreira, o jovem francês vinha na cola, dobrando no pódio sempre que possível. Cervert só não assumiu o protagonismo da equipe em 1974 porque faleceu num terrível acidente em 73, justo na última prova. Trágico.

Graham Hill e Jimmy Clark

Jim Clark e Graham Hill conversando no paddock
(Reprodução)

O quinto item tem outra dupla que infelizmente a Fórmula 1 não teve a oportunidade de ver por mais tempo. Graham Hill e Jim Clark foram dois titãs da categoria nos anos 1960 e se juntaram na Lotus em 1967.

Naquela altura, Clark, considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos, já era bicampeão mundial e vinha acumulando números absurdos no grid. Hill tinha conquistado um título em 1962, justamente em cima do colega/rival.

O que realmente definia a relação dos dois, no entanto, era amizade. Com um bom relacionamento de um carro poderosíssimo, o time que formavam tinha tudo para ser campeão em 1968. Foi, de certa forma, mas desfalcado: Clark faleceu numa prova de F2 logo no começo da temporada.

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Graham Hill e Jochen Rindt

Hill e Jochen como companheiros da Lotus
(Reprodução)

Graham Hill e Jochen Rindt fizeram outra dupla de enorme talento e curta duração. Fizeram um encontro entre uma estrela em absoluta evidência, recém-coroada bicampeã mundial e um jovem em grande ascensão.

Correram juntos na Lotus em 1969. Não foi das melhores temporadas, que terminou com Hill, sem vitórias, na 7ª posição, e Rindt, que venceu o primeiro GP da carreira, na 4ª colocação.

A reunião de talento, no entanto, os coloca justamente na lista. Se Graham foi uma lenda no grid, Jochen teve um feito um inédito e um tanto mórbido: no ano seguinte da parceria, em 1970, tornou-se o até hoje único piloto a ser campeão mundial de maneira póstuma.

Juan Manuel Fangio e Stirling Moss

Moss e Fangio comemoram vitória na F1
(Divulgação)

A primeira grande dupla da Fórmula 1. Juan Manuel Fangio foi uma lenda do grid e Stirling Moss foi de seus grandes parceiros — e desafiantes. Entre 1955 e 1957, foram seguidamente os dois primeiros do campeonato, sempre com Fangio no topo e Moss em segundo.

Correram juntos somente em 1955, pela Daimler-Benz, além de uma corrida na Maseratti, em 1957. Em 55, fizeram três dobradinhas e o argentino venceu mais outra.

Numa das dobradinhas, inclusive, foi uma das poucas vezes em que Moss terminou na frente de Fangio, no GP da Grã-Bretanha. A outra foi na classificação do campeonato de 1958 — só que ficou em segundo, com Fangio em terceiro.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg

Hamilton e Rosberg no pódio
(Reprodução)

Nico Rosberg foi um dos mais duradouros colegas de equipe de Lewis Hamilton, entre 2010 e 2016. No período, somaram três títulos mundiais — dois do inglês, em 2014 e 2015, e um do alemão, em 2016 — e três campeonatos de construtores para a Mercedes.

Os dois são uma das duplas que mais conquistaram dobradinhas na história da Fórmula 1. Foram 31 lugares mais altos do pódio divididos entre os dois, sendo oito só em 2016.

Os bons resultados, no entanto, não eximem a sua trajetória de polêmicas. E foram algumas. Mas a relação é mais complexa que isso. Os dois são amigos de infância e ferrenhos competidores. Fizeram, assim, uma das parcerias mais interessantes da categoria

Michael Schumacher e Rubens Barrichello

Michael Schumacher e Rubens Barrichello formaram uma das melhores parcerias da Fórmula 1. Ainda que a Ferrari favorecesse visivelmente o alemão, o brasileiro nunca deixou de ser profissional e cumprir o seu papel ao lado de um dos maiores vencedores do grid.

É só olhar para as 24 dobradinhas que os dois conquistaram ao longo dos seis anos em que os dois correram juntos.

Fora que, por todos os méritos que Schumi tenha pelas quatro conquistas mundiais no período, é de se questionar o quanto delas teriam acontecido sem o trabalho de equipe de Barrichello, que levou a dobradinha para a classificação em 2002 e em 2004.

Nelson Piquet e Nigel Mansel

Ayrton Senna, Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet

Fechamos a nossa lista das dez maiores duplas da Fórmula 1 com uma eletrizante parceria. Se é que a relação entre Nelson Piquet e Nigel Mansel pode ser assim classificada.

Se encontrando na Williams em 1986 e 1987, ou seja, no auge de suas carreiras e rivalidades, ambos disputaram ferozmente uma infinidade de corridas, somando 18 vitórias e seis dobradinhas nos dois anos em que correram juntos.

A competitividade entre o brasileiro e o inglês rendeu dois campeonatos de construtores para a Williams, um título mundial para Piquet, em 1987, e dois vices para Mansell — além de um sem-fim de histórias.

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*Última atualização em 13 de novembro de 2020

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