A nova geração do vôlei brasileiro já se mistura com as lendas do passado. Prova disso é que Ana Cristina, uma das estrelas atuais da Seleção de Zé Roberto, decidiu montar o seu time dos sonhos com jogadoras que marcaram história nas quadras.

O resultado impressiona: juntas, as atletas escolhidas por Ana somam nada menos que 12 medalhas olímpicas, incluindo dois ouros conquistados por Sheilla Castro e Thaísa Daher.

Ana Cristina revela seu time dos sonhos com estrelas olímpicas

Em entrevista ao canal Ataque Defesa, a ponteira mostrou confiança ao começar a escalação incluindo o próprio nome. Em seguida, não deixou de lado sua principal parceira de posição nos últimos anos: Gabi Guimarães.

Eu vou me escalar. Duas ponteiras: Ana Cristina e Gabizinha.

Na lista também entrou uma jovem central que vive grande fase e já virou referência no meio de rede brasileiro: Júlia Kudiess.

Uma central atual que eu admiro muito é a Júlia Kudiess. E ela tá no auge da carreira dela.

O respeito por Thaísa e a conexão com Macris

Mesmo destacando a nova geração, Ana não deixou de valorizar a experiência. Para a segunda central, ela não teve dúvidas: escolheu Thaísa, bicampeã olímpica em 2008 e 2012.

Segunda central eu vou colocar a Thaísa. Referência.

Na armação, a levantadora escolhida foi Macris, vice-campeã da VNL e peça fundamental no sistema ofensivo do Brasil.

Levantadora vai ser a Macris. Acho que a gente tem uma conexão muito boa.

Sheilla no ataque e Nyeme no fundo de quadra

Para a posição de oposta, Ana Cristina foi certeira e escolheu Sheilla Castro, uma das maiores da história da modalidade e dona de dois ouros olímpicos.

De oposta vou colocar a Sheilla Castro.

Fechando o time, a líbero escolhida foi Nyeme, companheira de Ana nas Olimpíadas de Paris 2024 e destaque da campanha brasileira.

Líbero vou colocar a Nyeme, porque foi a que joguei nas Olimpíadas, teve um destaque absurdo e realmente me passou muita confiança.

Reconhecimento a outras gerações

Apesar das escolhas, Ana fez questão de ressaltar que existem outras jogadoras que poderiam facilmente estar no time dos sonhos.

Eu poderia colocar a Camila Brait, a Marcelle, que está surgindo agora, que está fazendo um trabalho muito bom na Seleção. Tem muitas meninas… é difícil.

Com isso, Ana Cristina mostrou maturidade ao valorizar tanto as lendas que conquistaram títulos históricos quanto as jogadoras que seguem crescendo na Seleção Brasileira.

Quais medalhas olímpicas cada jogadora escolhida tem?

  • Ana Cristina: 1 prata (2020) e 1 bronze (2024)
  • Gabi Guimarães: 1 prata (2020) e 1 bronze (2024)
  • Júlia Kudiess: nenhuma
  • Thaísa: 2 ouros (2008 e 2012) e 1 bronze (2024)
  • Sheilla Castro: 2 ouros (2008 e 2012)
  • Macris: 1 prata (2020) e 1 bronze (2024)
  • Nyeme: 1 bronze (2024)

Por que Ana Cristina escolheu Nyeme como líbero?

Porque as duas jogaram juntas nas Olimpíadas de Paris 2024, e Ana destacou que Nyeme transmitiu confiança e foi fundamental na campanha da Seleção.

Quem ficou de fora, mas foi lembrada por Ana?

Algumas jogadoras da Seleção atual acabaram ficando de fora, como a oposta RosamariaOutras lendárias campeãs também foram esquecidas, como Jaqueline, Fofão, Paula Pequeno, entre outras.

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Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.