Entre as melhores jogadoras de tênis da história, Margaret Court (24 títulos de Grand Slam em simples), Serena Williams (23), Steffi Graf (22), Helen Wills Moody (19), Chris Evert e Martina Navratilova (18 cada) formam o grupo mais vitorioso. Na atualidade, a número 1 do ranking da WTA é a cazaque Elena Rybakina, campeã do Australian Open e do US Open em 2026. Entre as brasileiras, Maria Esther Bueno segue como a maior da história, com 7 títulos de Grand Slam em simples.
A lista abaixo reúne as lendas que marcaram o tênis feminino, as 10 primeiras colocadas do ranking mundial atualizado e as brasileiras que chegaram ao topo. Os números históricos foram conferidos em 27 de setembro de 2026, e o ranking atual, em 28 de setembro de 2026.
Leia também: Regras do beach tennis: pontuação, saque, quadra e principais dúvidas e Bia Haddad passa por cirurgia no ombro esquerdo e mira volta no início de 2027.
Resumo: as maiores campeãs de Grand Slam
| Jogadora | País | Grand Slams em simples | Destaque |
|---|---|---|---|
| Margaret Court | Austrália | 24 | Recorde absoluto; 11 títulos no Australian Open |
| Serena Williams | EUA | 23 | Recorde da era aberta; 319 semanas como número 1 |
| Steffi Graf | Alemanha | 22 | Único Golden Slam da história (1988) |
| Helen Wills Moody | EUA | 19 | 8 títulos em Wimbledon |
| Chris Evert | EUA | 18 | 7 títulos em Roland Garros |
| Martina Navratilova | EUA | 18 | 9 títulos em Wimbledon |
| Billie Jean King | EUA | 12 | 20 títulos em Wimbledon somando todas as categorias |
| Maureen Connolly | EUA | 9 | Primeira mulher a fechar o Grand Slam no mesmo ano (1953) |
| Monica Seles | Iugoslávia/EUA | 9 | Número 1 do mundo aos 18 anos |
| Suzanne Lenglen | França | 8 | 6 títulos em Wimbledon |
| Maria Esther Bueno | Brasil | 7 | 19 títulos de Grand Slam somando simples, duplas e mistas |
Melhores jogadoras de tênis da história
Margaret Court (Austrália)
Nenhuma tenista, homem ou mulher, venceu tantos Grand Slams em simples quanto Margaret Court: foram 24 entre 1960 e 1973, sendo 11 no Australian Open, 5 em Roland Garros, 3 em Wimbledon e 5 no US Open. Somando as 19 conquistas em duplas e as 21 em duplas mistas, ela chega a 64 títulos de Grand Slam, também um recorde.
Em 1970, Court se tornou a segunda mulher a vencer os quatro Grand Slams no mesmo ano, a primeira na era aberta. Naquela temporada, segundo o Hall da Fama do Tênis, ela ganhou 21 dos 27 torneios que disputou e 104 de 110 partidas.
Serena Williams (EUA)
Serena Williams é a maior campeã da era aberta, com 23 títulos de Grand Slam em simples: 7 no Australian Open, 3 em Roland Garros, 7 em Wimbledon e 6 no US Open. Ela ainda ganhou 14 Grand Slams em duplas, todos ao lado da irmã Venus, e 2 em duplas mistas, ambos em 1998.
A norte-americana somou 73 títulos de simples no circuito, passou 319 semanas como número 1 do mundo e conquistou 4 medalhas de ouro olímpicas (duplas em 2000, 2008 e 2012, e simples em 2012). Em junho de 2026, quase quatro anos depois de se despedir no US Open de 2022, ela voltou ao circuito. Em Wimbledon 2026, disputou a chave de simples e perdeu na primeira rodada para a australiana Maya Joint, por 6/3, 6/7(6) e 6/3.
Steffi Graf (Alemanha)
Steffi Graf conquistou 22 Grand Slams em simples: 4 no Australian Open, 6 em Roland Garros, 7 em Wimbledon e 5 no US Open. Em 1988, venceu os quatro Grand Slams e o ouro olímpico em Seul, feito conhecido como Golden Slam, que nenhum outro tenista repetiu.
A alemã é quem passou mais tempo na liderança do ranking, homens e mulheres incluídos: 377 semanas no total, 186 delas seguidas. Na carreira, venceu 107 torneios e ganhou ainda a prata olímpica em simples em Barcelona 1992 e o bronze em duplas em Seul 1988.
Helen Wills Moody (EUA)
Dominante nas décadas de 1920 e 1930, Helen Wills Moody venceu 19 Grand Slams em simples: 4 no Campeonato Francês, 8 em Wimbledon e 7 no Campeonato dos Estados Unidos. Ela nunca disputou o torneio australiano. Entre 1927 e 1933, emendou uma sequência de 161 vitórias seguidas, período em que ganhou 14 dos seus títulos de Grand Slam.
Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1924, levou o ouro em simples e em duplas. Pela postura fria em quadra, ficou conhecida como “Little Miss Poker Face”.
Chris Evert (EUA)
Chris Evert venceu 18 Grand Slams em simples, com destaque para os 7 títulos em Roland Garros (1974, 1975, 1979, 1980, 1983, 1985 e 1986), recorde feminino no saibro de Paris. Ela ganhou pelo menos um Grand Slam por 13 anos seguidos.
Com 157 títulos de simples, é a segunda maior vencedora de torneios da era aberta, atrás apenas de Navratilova. Segundo o Hall da Fama do Tênis, seu aproveitamento de 90% das partidas (1.309 vitórias e 148 derrotas) é o melhor da história entre homens e mulheres.
Martina Navratilova (EUA)
Martina Navratilova ganhou 18 Grand Slams em simples, 31 em duplas e 10 em duplas mistas, total de 59, atrás apenas de Margaret Court. Em Wimbledon, foram 9 títulos de simples, 6 deles seguidos, entre 1982 e 1987.
Desde 1968, início da era aberta, ninguém venceu mais torneios de simples (167), de duplas (177) ou partidas (2.189) do que ela.
Billie Jean King (EUA)
Billie Jean King conquistou 12 Grand Slams em simples, 16 em duplas e 11 em duplas mistas. Em Wimbledon, detém o recorde de 20 títulos somando as três categorias: 6 em simples, 10 em duplas e 4 em mistas.
Fora das quadras, foi uma das nove jogadoras que criaram, em 1970, o circuito Virginia Slims, embrião da atual WTA, em defesa de premiações iguais para as mulheres. Em 20 de setembro de 1973, venceu Bobby Riggs por 6/4, 6/3 e 6/3 na partida que ficou conhecida como “Batalha dos Sexos”.
Maureen Connolly (EUA)
Maureen Connolly venceu 9 Grand Slams em apenas quatro temporadas, entre 1951 e 1954. Em 1953, aos 18 anos, tornou-se a primeira mulher a conquistar os quatro Grand Slams no mesmo ano.
A carreira terminou em 1954, quando ela foi atingida por um carro enquanto andava a cavalo e sofreu uma lesão grave na perna direita. Tinha 20 anos.
Monica Seles (Iugoslávia/EUA)
Monica Seles ganhou 9 Grand Slams em simples: 4 no Australian Open (1991, 1992, 1993 e 1996), 3 em Roland Garros (1990, 1991 e 1992) e 2 no US Open (1991 e 1992). Wimbledon foi o único que lhe escapou. Chegou ao número 1 do mundo aos 18 anos.
Em 30 de abril de 1993, durante as quartas de final do torneio de Hamburgo contra Magdalena Maleeva, foi esfaqueada nas costas por um torcedor de Steffi Graf durante uma pausa entre games. Ela ficou cerca de dois anos longe do circuito e voltou em 1995.
Suzanne Lenglen (França)
Primeira grande estrela do tênis feminino, Suzanne Lenglen venceu 6 vezes o torneio de simples de Wimbledon (1919 a 1923 e 1925) e 2 vezes o de Roland Garros (1925 e 1926). Somando todas as categorias, foram 21 títulos de Grand Slam.
Nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, em 1920, conquistou duas medalhas de ouro e uma de bronze. Segundo o Hall da Fama do Tênis, perdeu apenas uma partida de simples entre 1919 e 1926.
Outras lendas
Várias campeãs completam a galeria das maiores: Venus Williams, Justine Henin e Evonne Goolagong (7 Grand Slams em simples cada), Martina Hingis (5) e Arantxa Sánchez Vicario (4).
Melhores jogadoras de tênis da atualidade
O ranking de simples da WTA publicado em 28 de setembro de 2026 tem Elena Rybakina na liderança com folga. Veja as 10 primeiras:
| Posição | Jogadora | País | Pontos | Grand Slams em simples |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Elena Rybakina | Cazaquistão | 9.901 | 3 |
| 2 | Aryna Sabalenka | Belarus | 7.810 | 4 |
| 3 | Jessica Pegula | EUA | 7.265 | 0 |
| 4 | Coco Gauff | EUA | 7.244 | 2 |
| 5 | Mirra Andreeva | Rússia | 5.841 | 1 |
| 6 | Linda Noskova | República Tcheca | 5.328 | 1 |
| 7 | Elina Svitolina | Ucrânia | 4.809 | 0 |
| 8 | Karolina Muchova | República Tcheca | 4.683 | 0 |
| 9 | Iga Swiatek | Polônia | 4.119 | 6 |
| 10 | Marta Kostyuk | Ucrânia | 4.040 | 0 |
Elena Rybakina (Cazaquistão)
Dona da temporada de 2026, Rybakina venceu o Australian Open ao derrotar Aryna Sabalenka na final por 6/4, 4/6 e 6/4, em 31 de janeiro. Em 12 de setembro, repetiu o adversário e a vitória na decisão do US Open: 6/4, 5/7 e 6/2. Com o título de Wimbledon de 2022, soma 3 Grand Slams e está a um título de Roland Garros de completar os quatro. “É difícil encontrar as palavras agora. Sinceramente, eu não esperava nada assim vindo deste torneio”, disse ela após a final em Nova York, segundo a WTA.
Aryna Sabalenka (Belarus)
Vice-líder do ranking, Sabalenka tem 4 Grand Slams: o Australian Open de 2023 e 2024 e o US Open de 2024 e 2025. Em 2026, chegou às finais do Australian Open e do US Open, ambas perdidas para Rybakina. Segundo a WTA, ela se tornou a primeira tenista da era aberta a disputar oito finais seguidas de Grand Slam em quadra dura.
Coco Gauff e Jessica Pegula (EUA)
Coco Gauff tem 2 títulos de Grand Slam: o US Open de 2023 e Roland Garros de 2025, este último com vitória sobre Sabalenka na final por 6/7(5), 6/2 e 6/4. Em 2026, caiu diante de Rybakina na semifinal do US Open. Jessica Pegula, terceira do ranking, parou em Sabalenka na outra semifinal em Nova York.
Mirra Andreeva (Rússia)
Aos 19 anos, Andreeva conquistou seu primeiro Grand Slam em Roland Garros 2026, ao vencer na final a polonesa Maja Chwalinska, que veio do qualificatório, por 6/3 e 6/2, em 6 de junho. Segundo a WTA, ela é a campeã mais jovem do torneio desde Monica Seles, em 1992. “Eu assisto Roland Garros pela TV desde muito, muito pequena. É também um grande sonho meu ganhar este torneio”, declarou.
Linda Noskova e Karolina Muchova (República Tcheca)
Wimbledon 2026 teve final tcheca. Linda Noskova derrotou Karolina Muchova por 6/2, 5/7 e 6/3, em 11 de julho, e ganhou seu primeiro Grand Slam aos 21 anos. Ela é a campeã mais jovem de Wimbledon em 15 anos.
Iga Swiatek (Polônia)
Nona colocada no ranking atual, Iga Swiatek é a jogadora em atividade com mais Grand Slams entre as dez primeiras: 6, sendo 4 em Roland Garros (2020, 2022, 2023 e 2024), 1 no US Open (2022) e 1 em Wimbledon (2025), quando venceu a final contra Amanda Anisimova por 6/0 e 6/0. Fora do top 10, a japonesa Naomi Osaka, 17ª colocada, também tem 4 títulos de Grand Slam.
Melhores tenistas brasileiras
Maria Esther Bueno
Maria Esther Bueno é a maior tenista da história do Brasil. Ela venceu 7 Grand Slams em simples: Wimbledon em 1959, 1960 e 1964, e o torneio dos Estados Unidos em 1959, 1963, 1964 e 1966. Somando duplas e duplas mistas, foram 19 títulos de Grand Slam. Em 1959, tornou-se a primeira mulher de fora dos Estados Unidos a vencer Wimbledon e o torneio norte-americano no mesmo ano.
Em uma época anterior ao ranking computadorizado da WTA, ela foi apontada como número 1 do mundo em 1959, 1960, 1964 e 1966. Entrou para o Hall da Fama do Tênis em 1978 e morreu em 8 de junho de 2018. A trajetória completa está na nossa história de Maria Esther Bueno.
Beatriz Haddad Maia
Bia Haddad Maia foi a brasileira que mais perto chegou do legado de Bueno na era aberta. Canhota, chegou ao 10º lugar do ranking mundial, melhor marca da carreira, e soma 4 títulos de simples e 8 de duplas no circuito WTA. Em Roland Garros 2023, venceu Ons Jabeur nas quartas de final e se tornou a primeira brasileira a chegar à semifinal do torneio na era aberta. Antes dela, a única brasileira em uma semifinal de Grand Slam havia sido Maria Esther Bueno, no US Open de 1968.
A temporada de 2026 foi difícil: segundo a WTA, ela somou 4 vitórias e 19 derrotas e jogou pela última vez na primeira rodada de Wimbledon. Em agosto, anunciou uma pausa até o fim do ano para voltar em 2027 com o ranking protegido. “Eu decidi proteger meu ranking. Então, pela regra, são seis meses a partir do último jogo que eu joguei, então não jogarei nesse segundo semestre desse ano”, disse ela em vídeo publicado nas redes sociais, segundo a CNN Brasil. No ranking de 28 de setembro de 2026, Bia aparece na 439ª posição, e a brasileira mais bem colocada é Laura Pigossi, em 227º. Saiba mais em quem é Bia Haddad Maia.
Como fizemos esta lista
A parte histórica segue o critério mais objetivo do esporte: o número de títulos de Grand Slam em simples (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open, incluindo os campeonatos nacionais da era amadora). Em caso de empate ou para contextualizar, consideramos semanas como número 1, títulos no circuito, medalhas olímpicas e impacto no esporte. A parte atual segue o ranking oficial de simples da WTA publicado em 28 de setembro de 2026, com os resultados dos quatro Grand Slams de 2026. Os dados históricos foram conferidos em 27 de setembro de 2026 e o ranking, em 28 de setembro, nos sites da WTA e do Hall da Fama Internacional do Tênis, com apoio da Wikipedia e da CNN Brasil. Para entender como a pontuação funciona, veja o nosso guia sobre o ranking da WTA e as regras do tênis.
Perguntas frequentes
Quem é a maior tenista de todos os tempos?
Pelo número de Grand Slams em simples, Margaret Court lidera com 24 títulos. Na era aberta, iniciada em 1968, a recordista é Serena Williams, com 23. Steffi Graf, com 22 títulos e o único Golden Slam da história, completa o trio mais citado.
Quem é a número 1 do mundo no tênis feminino?
Elena Rybakina, do Cazaquistão, lidera o ranking da WTA de 28 de setembro de 2026 com 9.901 pontos, à frente de Aryna Sabalenka (7.810).
Quem venceu os Grand Slams femininos de 2026?
Elena Rybakina ganhou o Australian Open e o US Open, Mirra Andreeva venceu Roland Garros e Linda Noskova ficou com o título de Wimbledon.
Qual é a melhor tenista brasileira da história?
Maria Esther Bueno, com 7 Grand Slams em simples e 19 no total. Na era aberta, o melhor resultado de uma brasileira em Grand Slam é a semifinal de Bia Haddad Maia em Roland Garros 2023.
Fontes: WTA, Hall da Fama Internacional do Tênis, Wikipedia, CNN Brasil.