Confira os maiores campeões, as regras do Mundial de Surf, pontuação, acesso e rebaixamento, todas as etapas e o calendário da WSL

Entre 2014 e 2019, o Brasil dominou o Campeonato Mundial de Surf. Gabriel Medina, por duas vezes, Adriano de Souza e Ítalo Ferreira levaram quatro dos seis títulos da World Surf League (WSL) nesse período.

E o show da Brazilian Storm não deve parar por aí. Se você quer torcer pelos surfistas brasileiros e saber como funciona o Campeonato Mundial de Surf, está no lugar certo.

Fique com a gente para conhecer todas as regras, as etapas e o sistema de pontuação usado na WSL. Acabe agora mesmo com suas dúvidas!

Para começar, saiba quando começou o Mundial de Surf!

História do Campeonato Mundial de Surf

O Campeonato Mundial de Surf é a principal competição do esporte no mundo. A disputa entre os melhores surfistas do planeta é organizada pela World Surf League (WSL), a Liga Mundial de Surf.

O Mundial de Surf foi disputado pela primeira vez em 1976, quando o australiano Peter Townend levou o título.

Desde 1992, o Mundial de Surf é dividido entre a elite dos surfistas do mundo, que disputam o Circuito Mundial, conhecido pela sigla WCT, e a divisão de acesso, que recebe o nome de WQS.

Saiba, a seguir, quem são os maiores campeões da história do Campeonato Mundial de Surf!

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Quem é o maior campeão do Mundial de Surf?

Kelly Slater melhor surfista do mundo em todos os tempos
Em 2011, Kelly Slater conquistou seu 11º título mundial de surf

O norte-americano Kelly Slater é o maior campeão da história do Campeonato Mundial de Surf, com 11 títulos. Ele levou os títulos da WSL em 1992, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2005, 2006, 2008, 2010, 2011.

Reconhecido como o maior surfista de todos os tempos, Kelly Slater superou o recorde de títulos que pertencia a Mark Richards. O australiano foi tetracampeão, entre 1979 e 1982.

Na sequência de maiores vencedores do Mundial de Surf, estão Andy Irons, Tom Curren e Mick Fanning, todos com 3 títulos.

O brasileiro Gabriel Medina é um dos surfistas que têm 2 títulos do Campeonato Mundial de Surf, ao lado de Tom Carroll, Damien Hardman e John John Florence.

Além de Medina, Adriano de Souza e Ítalo Ferreira representam o Brasil na lista de maiores campeões do Mundial de Surf. Confira todos eles logo a seguir!

Maiores campeões do Mundial de Surf

  • Kelly Slater – 11 títulos
  • Mark Richards – 4 títulos
  • Andy Irons, Tom Curren e Mick Fanning – 3 títulos
  • Tom Carroll, Damien Hardman, John John Florence e Gabriel Medina – 2 títulos
  • Midget Farrelly, Felipe Pomar, Nat Young, Fred Hemmings, Rolf Aurness, James Blears, Ian Cairns, Reno Abellira, Peter Townsend, Shaun Tomson, Wayne Bartholomew, Barton Lynch, Martin Potter, Derek Ho, Mark Occhilupo, Sunny Garcia, C. J. Hobgood, Joel Parkinson, Adriano de Souza, Ítalo Ferreira – 1 título

Brasileiros campeões mundiais de surf

  • Gabriel Medina – 2 títulos (2014 e 2018)
  • Adriano de Souza – 1 título (2015)
  • Ítalo Ferreira – 1 títulos (2017)
Gabriel Medina bicampeão mundial de surf
Gabriel Medina se tornou bicampeão mundial de surf em 2018

Três representantes da Brazilian Storm já foram campeões mundiais de surf. Em 2014, Gabriel Medina foi o primeiro brasileiro a levar o título da WSL. Quatro anos depois, ele foi bicampeão mundial.

Já Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial em 2015, enquanto Ítalo Ferreira conquistou seu primeiro título da WSL em 2019.

Foi justamente o talento desses surfistas que levou a geração de brasileiros a receber o apelido de Brazilian Storm, ou Tempestade Brasileira.

Veja, ano a ano, quem foram os vencedores do Campeonato Mundial de Surf!

Todos os campeões do Mundial de Surf

  • 2019 – Ítalo Ferreira (Brasil)
  • 2018  – Gabriel Medina (Brasil)
  • 2017  –  John John Florence (Havaí)
  • 2016  –  John John Florence (Havaí)
  • 2015  – Adriano de Souza (Brasil)
  • 2014  – Gabriel Medina (Brasil)
  • 2013  – Mick Fanning (Austrália)
  • 2012  –  Joel Parkinson (Austrália)
  • 2011  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 2010  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 2009  – Mick Fanning (Austrália)
  • 2008  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 2007  – Mick Fanning (Austrália)
  • 2006  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 2005  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 2004  – Andy Irons (Havaí)
  • 2003  – Andy Irons (Havaí)
  • 2002  – Andy Irons (Havaí)
  • 2001  – C. J. Hobgood (Estados Unidos)
  • 2000  – Sunny Garcia (Havaí)
  • 1999  – Mark Occhilupo (Austrália)
  • 1998  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 1997  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 1996  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 1995  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 1994  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 1993  – Derek Ho (Havaí)
  • 1992  – Kelly Slater (Estados Unidos)
  • 1991  – Damien Hardman (Austrália)
  • 1990  – Tom Curren (Estados Unidos)
  • 1989  – Martin Potter (Grã-Bretanha)
  • 1988  – Barton Lynch (Austrália)
  • 1987/88  – Damien Hardman (Austrália)
  • 1986/87  – Tom Curren (Estados Unidos)
  • 1985/86  – Tom Curren (Estados Unidos)
  • 1984/85  – Tom Carroll (Austrália)
  • 1983/84  – Tom Carroll (Austrália)
  • 1982  – Mark Richards (Austrália)
  • 1981  – Mark Richards (Austrália)
  • 1980  – Mark Richards (Austrália)
  • 1979  – Mark Richards (Austrália)
  • 1978  – Wayne Bartholomew (Austrália)
  • 1977  – Shaun Tomson (África do Sul)
  • 1976  – Peter Townend (Austrália)

Regras do surf WSL

Ítalo Ferreira títulos WSL
Ítalo Ferreira se tornou um dos surfistas mais vitoriosos do mundo nos últimos anos

A Liga Mundial de Surf (WSL) é responsável por organizar o Championship Tour (CT), mundial já vencido duas vezes por Gabriel Medina, uma por Adriano de Souza e outra por Ítalo Ferreira

O Campeonato Mundial é dividido em 11 etapas, disputadas em 9 diferentes localizações: Austrália, Brasil, Indonésia, África do Sul, Taiti, EUA, França, Portugal e Havaí. Três etapas são disputadas na Austrália, e a etapa brasileira ocorre no Rio de Janeiro.

O Mundial de Surf funciona como um campeonato de pontos corridos, em que os resultados de cada etapa são somados para definir o campeão. 

Entenda, a seguir, como funcionam as etapas.

Formato de disputa das etapas da WSL

Enquanto o Championship Tour (CT) é disputado em pontos corridos, as 11 etapas que compõem o Mundial são disputadas no formato eliminatório. 

No campeonato masculino, há 34 surfistas na elite do surf. A cada etapa, eles ganham a companhia de outros dois surfistas, que são convidados ou participam de um torneio classificatório. Com 36 surfistas ao todo, cada etapa tem 7 fases.

Primeira fase

Na primeira fase de cada etapa do Mundial de Surf, os 36 surfistas são divididos em 12 baterias, com três atletas. Essa disputa não é eliminatória. Os dois primeiros de cada bateria avançam direto para a terceira fase, enquanto o perdedor disputa a segunda fase (repescagem).

Segunda fase (Repescagem)

Os 12 competidores derrotados na 1ª fase são divididos em 4 baterias de 3 atletas cada. Os dois primeiros colocados de cada bateria avançam para a 3ª fase. Já os perdedores desses 4 confrontos são eliminados, terminando a disputa da etapa na 33ª colocação.

Terceira fase

Os 32 surfistas que permanecem na disputa são divididos em 16 baterias no formato homem a homem. Quem vencer o duelo eliminatório avança para as oitavas de final, enquanto os perdedores encerram a etapa na 17ª colocação.

Oitavas de final

Nas oitavas de final, os 16 surfistas são divididos em 8 baterias homem a homem. Os vencedores avançam às quartas de final, enquanto os perdedores terminam a etapa na 9ª colocação.

Quartas de final

Nas quartas de final, os 8 surfistas são divididos em 4 baterias no formato homem. Os 4 vencedores formam as semifinais, enquanto os perdedores terminam a etapa na 5ª colocação.

Semifinal 

Nas semifinais, há a disputa de duas baterias com dois surfistas cada. Os dois vencedores fazem a final, enquanto os eliminados encerram a etapa empatados na 3ª colocação.

Final

Na bateria final, o surfista que somar as melhores notas será o campeão da etapa do Championship Tour (CT).

O vencedor leva 10 mil pontos, enquanto os últimos colocados ficam com apenas 265.

Pontuação por etapa do Mundial de Surf

  • 1º lugar – 10.000 pontos
  • 2º lugar – 7.800 pontos
  • 3º lugar – 6.085 pontos
  • 5º lugar – 4.745 pontos
  • 9º lugar – 3.320 pontos
  • 17º lugar – 1.330 pontos
  • 33º lugar – 265 pontos
  • Lesionado – 265 pontos

Acesso e rebaixamento no Mundial de Surf

Depois de cada etapa do Campeonato Mundial de Surf, os surfistas recebem pontos com base em sua respectiva colocação e, quanto melhor o desempenho, mais pontos eles recebem. 

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Por exemplo, no Championship Tour (CT), o primeiro colocado de uma etapa recebe 10 mil pontos, enquanto o segundo lugar recebe 8 mil. 

Esses pontos são somados para criar as classificações do CT. No final do ano, os surfistas masculinos e femininos no topo do ranking se tornarão os campeões da WSL.

Além de definir os campeões, essa pontuação também determina o rebaixamento.

No fim do ano, os surfistas que terminarem nas 22 primeiras posições do ranking mundial se mantêm na elite para a temporada seguinte. Além deles, competirão no ano seguinte os 10 melhores colocados da Divisão de Acesso (QS). 

Caso surfistas já classificados pelo CT estejam entre os 10 do QS, serão chamados o 11º, o 12º, e assim por diante. 

Para fechar os 34 membros da elite, dois atletas, que sofreram lesão durante o ano, ganham convite da WSL. Os injury wildcards de 2019 foram Kelly Slater e John John Florence.

Depois de saber a pontuação por etapa e como funciona o rebaixamento, conheça também como são definidas as notas em cada bateria da WSL. Confira logo abaixo!

Julgamento e Notas no Mundial de Surf

Em cada bateria do Campeonato Mundial de Surf, são consideradas as duas melhores notas de um surfista. Como cada onda vale até 10 pontos, a pontuação máxima em uma bateria é de 20 pontos. 

Cada bateria dura, normalmente, 30 minutos. Caso a organização julgue necessário, pode aumentar esse tempo.

Se ninguém pegar uma onda durante os primeiros 10 minutos de uma bateria, o juiz principal terá o poder de reiniciar a bateria.

Um painel de cinco juízes pontua cada onda em uma escala de um a 10. Para cada pontuação, as notas mais alta e mais baixa (dos cinco juízes) são descontadas, e o surfista recebe a média das três pontuações restantes. 

Não há limite para o número de ondas que serão pontuadas, mas as duas ondas com melhor pontuação (de 1 a 10) são somadas para definir a pontuação final do surfista em uma bateria (com máximo de 20 pontos).

Os juízes analisam os seguintes elementos ao dar notas na WSL:

  • Compromisso e grau de dificuldade
  • Manobras inovadoras e progressivas
  • Combinação das principais manobras
  • Variedade de manobras
  • Velocidade, potência e fluxo

Escala de notas da WSL

  • 0.0 – 1.9: Fraco
  • 2.0 – 3.9: Justo
  • 4.0 – 5.9: Médio
  • 6.0 – 7.9: Bom
  • 8.0 – 10.0: Excelente

Prioridade no Mundial de Surf

O surfista com prioridade tem o direito incondicional de pegar qualquer onda que escolher.

Outros surfistas na bateria podem remar e pegar a mesma onda, mas apenas se não atrapalharem o potencial de pontuação de um surfista com prioridade. 

Um surfista perde a prioridade quando pega uma onda e/ou um surfista rema, mas perde uma onda. 

Se dois ou mais surfistas pegarem uma onda, o primeiro surfista a chegar à zona de decolagem terá prioridade.

Interferência no Mundial de Surf

Um surfista que atrapalhe o potencial de pontuação de outro surfista com prioridade sobre ele receberá uma penalidade por interferência. 

Na maioria das situações, isso significa que a pontuação da bateria será calculada usando apenas a melhor onda de pontuação. 

Se um surfista causar duas interferências, ele será desqualificado da bateria.

Foi uma interferência em uma onda de Caio Ibelli que levou Gabriel Medina a ser eliminado na etapa de Peniche, em Portugal, na reta final do Campeonato Mundial de Surf de 2019.

Já na última etapa, em Pipe Masters, Medina e Caio voltaram a se enfrentar. Naquela oportunidade, houve uma nova interferência, mas com um efeito diferente.

Gabriel Medina interferiu na onda de Caio Ibelli propositalmente, pois sabia que a punição não seria suficiente para deixá-lo atrás do compatriota a poucos segundos do fim da bateria.

Medina perdeu a pontuação de sua segunda melhor onda, mas os pontos restantes foram suficientes para assegurar sua vitória sobre Caio Ibelli e a permanência na competição.

Vá além do mundo do Surf! Confira também nossos outros conteúdos:

Calendário do Mundial de Surf em 2020

Calendário masculino da WSL

  • 26 de março a 5 de abril: Corona Open Gold Coast, na Austrália
  • 8 a 18 de abril: Rip Curl Pro Bells Beach, na Austrália
  • 22 de abril a 2 de maio: Margaret River Pro, na Austrália
  • 4 a 14 de junho: Quiksilver Pro G-Land em Grajagan, na Indonésia
  • 18 a 27 de junho: Oi Rio Pro em Saquarema (RJ), no Brasil
  • 7 a 19 de julho: Corona Open J-Bay em Jeffreys Bay, na África do Sul
  • 26 de agosto a 6 de setembro: Tahiti Pro Teahupo’o, na Polinésia Francesa
  • 15 a 20 de setembro: Michelob ULTRA Pure Gold Freshwater Pro no Surf Ranch, EUA
  • 1º a 11 de outubro: Quiksilver Pro France em Hossegor, na França
  • 14 a 25 de outubro: MEO Rip Curl Pro Portugal em Supertubos, Peniche
  • 8 a 20 de dezembro: Billabong Pipe Masters em Banzai Pipeline, no Havaí

Calendário feminino da WSL

  • 26 de março a 5 de abril: Corona Open Gold Coast, na Austrália
  • 8 a 18 de abril: Rip Curl Pro Bells Beach, na Austrália
  • 22 de abril a 2 de maio: Margaret River Pro, na Austrália
  • 3 a 13 de junho: Quiksilver Pro G-Land, em Grajagan na Indonésia
  • 18 a 27 de junho: Oi Rio Pro em Saquarema (RJ), no Brasil
  • 7 a 19 de julho: Corona Open J-Bay em Jeffreys Bay, na África do Sul
  • 15 a 20 de setembro: Michelob ULTRA Pure Gold Freshwater Pro no Surf Ranch, EUA
  • 1º a 11 de outubro: Roxy Pro France em Hossegor, na França
  • 14 a 25 de outubro: MEO Rip Curl Pro Portugal em Supertubos, Peniche
  • 25 de novembro a 6 de dezembro: Hawaii Pro na ilha de Maui, no Havaí

No início de dezembro, conheceremos um novo campeão mundial de surf. Será que veremos mais um título da WSL para surfistas brasileiros?

Enquanto aguardamos pelas próximas etapas do Mundial de Surf, aproveite para conferir mais conteúdos sobre o esporte:

*Última atualização em 6 de janeiro de 2020

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