No rugby union (o rugby XV), cada time tem 15 jogadores divididos em dois grupos: 8 forwards (números 1 a 8), que disputam o scrum, o lineout e os rucks, e 7 backs (números 9 a 15), que distribuem a bola, chutam e correm para marcar o try. No rugby sevens, modalidade olímpica, são 3 forwards e 4 backs. Abaixo, a função de cada posição, o nome usado no Brasil e exemplos de jogadores dos Tupis e das Yaras.
Resumo das posições do rugby
| Número | Posição no Brasil | Nome em inglês | Grupo | Função principal |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Pilar esquerdo | Loose-head prop | Forward (primeira linha) | Sustentar o scrum e levantar saltadores no lineout |
| 2 | Hooker | Hooker | Forward (primeira linha) | Ganhar a bola no scrum e lançar a bola no lineout |
| 3 | Pilar direito | Tight-head prop | Forward (primeira linha) | Sustentar o scrum e levantar saltadores no lineout |
| 4 e 5 | Segunda linha | Second-row ou lock | Forward | Saltar no lineout e empurrar no scrum |
| 6 e 7 | Asa (terceira linha) | Flanker | Forward (terceira linha) | Tacklear e disputar a bola no chão |
| 8 | Oitavo | Number 8 | Forward (terceira linha) | Controlar a bola no fundo do scrum e carregar a bola |
| 9 | Scrum-half | Scrum-half | Back | Ligar forwards e backs e colocar a bola no scrum |
| 10 | Abertura | Fly-half | Back | Organizar o ataque e chutar |
| 11 e 14 | Ponta | Wing | Back | Finalizar jogadas com velocidade |
| 12 e 13 | Primeiro e segundo centro | Inside e outside centre | Back | Romper a defesa e tacklear no meio |
| 15 | Fullback | Full-back | Back | Última linha de defesa e contra-ataque |
O World Rugby lembra que os nomes das posições variam de região para região: o segunda linha é chamado de lock em vários países, e o abertura de first five-eighth na Nova Zelândia. As regras que regem cada fase do jogo estão no guia de regras do rugby.
Forwards: os oito do scrum
Os forwards formam o scrum. Pela Lei 19 do World Rugby, oito jogadores de cada time se encaixam no scrum: uma primeira linha com dois pilares e um hooker, uma segunda linha com dois locks e três jogadores de terceira linha que completam a formação. Se um time tiver menos de 15 em campo, o scrum pode ser reduzido, mas nunca para menos de cinco jogadores.
Pilares (1 e 3)
Os pilares são a base do scrum. O pilar esquerdo (1, loose-head) e o pilar direito (3, tight-head) seguram o empurrão adversário de cada lado e protegem o hooker. No lineout, levantam o companheiro que salta. Em jogo aberto, ajudam a garantir a posse depois dos tackles e servem de ponto de choque no ataque. Costumam ser jogadores pesados e muito fortes no tronco e nas pernas.
Hooker (2)
O hooker fica entre os dois pilares, no centro da primeira linha. Sua tarefa no scrum é puxar a bola para trás com o pé (daí o nome, do inglês hook, gancho). Também é quem normalmente lança a bola no lineout, um dos fundamentos que mais exigem precisão no rugby. Pela regra, só jogadores da primeira linha podem jogar a bola dentro do túnel do scrum.
Segunda linha (4 e 5)
Os segunda linha, ou locks, se encaixam atrás da primeira linha e dão força ao empurrão. Costumam ser os mais altos do time, porque são os principais alvos do lineout e das saídas de bola. Em jogo aberto, carregam a bola e reforçam rucks e mauls.
Asas (6 e 7)
Os asas, também chamados de flankers ou terceira linha, ficam nas laterais do scrum. Na numeração do World Rugby, o 6 é o asa do lado fechado (blindside, mais perto da lateral) e o 7 é o asa do lado aberto (openside). São os tackleadores por excelência e os primeiros a chegar à bola no chão. A brasileira Larissa Henwood, primeira jogadora do país a disputar a Farah Palmer Cup, na Nova Zelândia, atua na terceira linha.
Oitavo (8)
O oitavo fica no fundo do scrum. A Lei 19 prevê que o scrum termina quando o número 8 pega a bola nos pés da segunda linha, o que dá a ele uma opção de ataque que nenhum outro forward tem. Também carrega muita bola perto da linha de try. Nos Tupis, a seleção masculina, a posição é do experiente André Arruda, que tinha 48 jogos pela seleção no guia publicado pelo World Rugby em outubro de 2025.
Backs: os sete da linha
Os backs atuam atrás dos forwards. São, em geral, mais leves e mais rápidos, e decidem como a bola conquistada pelos forwards vira ataque.
Scrum-half (9)
O scrum-half é o elo entre forwards e backs. Pela regra, é ele quem escolhe de que lado do scrum coloca a bola e deve introduzi-la reta, sem demora. Depois, decide quando a bola sai de scrums, rucks e mauls para a linha. Precisa de passe rápido, visão de jogo e coragem para atuar no meio dos forwards.
Abertura (10)
O abertura (fly-half) é o cérebro do time. Recebe a maior parte das bolas do scrum-half e decide entre passar, correr ou chutar. Costuma ser o batedor de conversões, penalidades e drop goals e também organiza a defesa da linha.
Centros (12 e 13)
O primeiro centro (12) fica mais perto do abertura e muitas vezes divide com ele a criação de jogadas, com passe e chute. O segundo centro (13) costuma ser mais rápido e direto, buscando romper a linha e soltar a bola para os pontas. Os dois carregam boa parte do trabalho de tackle no meio do campo. O jogador com mais partidas pelos Tupis é um centro: Moisés Duque, com 66 jogos segundo o guia do World Rugby de outubro de 2025, revelado pelo São José Rugby Clube.
Pontas (11 e 14)
Os pontas jogam abertos, perto das laterais, e são os principais finalizadores. O 11 atua pela esquerda e o 14 pela direita. Velocidade é o atributo número um, mas também precisam defender os chutes longos do adversário.
Fullback (15)
O fullback fica atrás de toda a linha, como último defensor. Recebe os chutes longos adversários, contra-ataca a partir deles e precisa dominar chute, recepção, corrida e tackle.
Posições no rugby sevens
No sevens, modalidade disputada nos Jogos Olímpicos, cada time tem 7 jogadores: 3 forwards e 4 backs, segundo o World Rugby. O scrum é formado por três jogadores de cada lado, que devem ficar encaixados até o fim da disputa. Na prática, os três forwards fazem o papel de pilares e hooker, enquanto os backs incluem um scrum-half, um abertura, um centro e um ponta, com muito mais espaço para correr. As diferenças entre os dois formatos estão no guia rugby XV x rugby sevens.
É no sevens que o Brasil tem sua equipe mais conhecida, as Yaras. Raquel Kochhann, três vezes olímpica e porta-bandeira do Brasil em Paris 2024, é um dos principais nomes da seleção feminina e já falou ao Esportelândia em entrevista exclusiva.
As posições na seleção brasileira
A seleção feminina de rugby XV disputou sua primeira Copa do Mundo em 2025, na Inglaterra, num grupo com França, Itália e África do Sul. O técnico Emiliano Caffera convocou 32 jogadoras, com a capitã Eshyllen Coimbra e várias atletas olímpicas do sevens, como Raquel Kochhann, Bianca Silva, Leila Silva e Yasmim Soares. “Acredito firmemente que este é o melhor grupo que o Brasil tem a oferecer”, disse Caffera ao anunciar a lista, segundo o RugbyPass. A passagem de atletas do sevens para o XV mostra como as funções se adaptam: quem é forward no sevens tende a jogar na primeira linha ou na terceira linha do XV, e os backs encontram mais companheiros na linha.
No masculino, os Tupis disputaram em novembro de 2025 o torneio final de classificação para a Copa do Mundo de 2027, em Dubai, contra Samoa, Bélgica e Namíbia, sem nunca ter jogado um Mundial. A situação da equipe no ranking está detalhada em seleção brasileira de rugby no ranking.
Perguntas frequentes
Quantos jogadores tem um time de rugby?
No rugby XV, 15 jogadores em campo: 8 forwards e 7 backs. No rugby sevens, 7 jogadores: 3 forwards e 4 backs.
Qual é a posição número 8 no rugby?
É o oitavo (number 8), o último jogador do scrum. Ele pode pegar a bola nos pés da segunda linha para iniciar o ataque, o que encerra o scrum.
Quem lança a bola no lineout?
Normalmente o hooker (camisa 2). Os segunda linha (4 e 5) são os principais saltadores, levantados pelos pilares.
Qual a diferença entre o asa 6 e o asa 7?
Na numeração do World Rugby, o 6 é o asa do lado fechado (blindside), mais perto da lateral, e o 7 é o asa do lado aberto (openside). Alguns países e clubes invertem essa numeração.
Qual posição chuta no rugby?
O principal chutador costuma ser o abertura (10), responsável por conversões, penalidades e drop goals, mas fullback, centros e scrum-half também chutam com frequência.
Fontes: World Rugby, World Rugby Laws of the Game, RugbyPass, Ruck, Acessa.com.