Como surgiu o ciclismo BMX, quais são os formatos de disputa e como funcionam as competições de Racing e Freestyle nas Olimpíadas

O ciclismo é um esporte dividido em várias modalidades, e uma das mais populares e tradicionais é o BMX.

Se não bastassem as diversas modalidades do ciclismo, o próprio BMX tem suas ramificações. Você conhece todas elas?

A seguir, apresentamos tudo sobre o BMX, a história do esporte e como funciona a disputa nas Olimpíadas.

Venha com a gente!

O que é BMX?

O que é BMX
BMX é a sigla de uma das modalidades do ciclismo que se refere a Bicycle MotoCross

A sigla BMX se refere a Bicycle MotoCross. O esporte é conhecido também como BiciCross.

Atualmente, há duas diferentes disputas de BMX nos Jogos Olímpicos.

Além do BMX disputado no formato supercross, com corridas em pistas de diversos obstáculos, há o BMX Freestyle, em que os atletas são pontuados por manobras feitas com as bicicletas.

História do BMX

História do BMX
BMX foi criado anos anos 1970 a partir da influência do MotoCross

O BMX surgiu em consequência da admiração de jovens norte-americanos pelo MotoCross. A vontade de imitar as manobras dos ídolos aliada à falta de equipamento fez com que bicicletas fossem utilizadas em pistas de terra.

Em 1981, surgiu a Federação Internacional de BMX e, um ano depois, ocorreu o primeiro Campeonato Mundial da categoria, disputado em Dayton, nos Estados Unidos.

As bicicletas utilizadas pelos competidores possuem rodas com aro 20”, além de uma marcha e um freio. 

O BMX é disputado nos Jogos Olímpicos desde a edição de Pequim, em 2008, na versão racing (corrida). A modalidade BMX Freestyle passa a fazer parte do programa olímpico na edição de Tóquio, em 2020.

Saiba, a seguir, quais são as regras do BMX nas Olimpíadas!

Como funciona o ciclismo BMX nas Olimpíadas

O BMX Racing, no formato de corridas, é disputado em Olimpíadas desde 2008. Já o BMX Freestyle, na modalidade Park, entrou no programa dos Jogos Olímpicos em 2020.

As duas versões do ciclismo são individuais, mas diferem em formato e sistema de disputa. 

A seguir, explicamos quais são as regras do BMX Racing. Um pouco mais adiante será a vez do BMX Freestyle. Vamos lá!

Regras do BMX Racing nas Olimpíadas

Ciclismo BMX
BMX Racing, ou de corrida, está nas Olimpíadas desde 2008
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O formato da disputa do ciclismo BMX nas Olimpíadas é chamado de “supercross”. Nele, os competidores largam de uma plataforma com cerca de 10 metros de altura e encaram diversos obstáculos montados na pista até a linha de chegada. 

A pista de BMX tem de 300 a 400 metros. As provas são individuais, em formato de corrida, em baterias com 8 atletas. 

Número de atletas

Nas disputas masculinas, o limite máximo por país é de três atletas, totalizando 36 competidores. No feminino, esse limite é de duas atletas e, consequentemente, são 24 mulheres na disputa.

Licença e idade mínima

De acordo com a União Ciclística Internacional (UCI), para competir nas Olimpíadas, os ciclistas precisam ter pelo menos 18 anos, possuir uma licença válida na federação nacional de seu país, e ter ao menos 10 pontos no ranking individual da modalidade.

BMX Freestyle

BMX Freestyle
BMX Freestyle é uma das novidades dos Jogos Olímpicos de Tóquio

O BMX estilo livre, ou Freestyle, é uma modalidade de ciclismo que passa a fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos a partir da edição de Tóquio, em 2020. 

A inclusão foi justificada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como uma tentativa de atrair o público jovem e trazer um perfil mais urbano às Olimpíadas.

Apesar da sua participação recente nos Jogos Olímpicos, o BMX Freestyle é praticado desde os anos 1970. Foi nessa década também que o esporte chegou ao Brasil. 

Com uma bicicleta de aro 20″, os atletas executam manobras que podem desafiar a gravidade, com giros e saltos no ar.

Modalidades do BMX Freestyle

No BMX Freestyle, há seis modalidades: Street, Mini Ramp, Dirt Jump, Flatland, Vertical e Park.

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No BMX Free Style o que difere um estilo do outro é o local e a forma de como são executadas as manobras. Entenda as diferenças!

Dirt Jump 

BMX Dirt Jump

O Dirt Jump é praticado em rampas de terra, com alturas e distâncias variadas. Podem ser rampas únicas, doubles, ou sequenciais, chamadas de trails.

Vertical

BMX Vertical

Na modalidade Vertical do BMX Freestyle, assim como acontece na modalidade com o mesmo nome no skate, são usadas rampas em formato de “U”, também chamadas de half pipe.

Mini Ramp

BMX Mini Ramp

O BMX Freestyle em Mini Ramp tem altura e tamanho inferiores ao Vertical. São realizadas manobras de bordas, associadas a manobras de salto e aéreos, geralmente, em rampas de madeira.

Street

BMX Street

O BMX Freestyle Street, como o próprio nome indica, é praticado nas ruas ou em pistas que simulem ruas que tenham corrimões, escadas e rampas, dos mais variados tipos.

Flatland

BMX FlatlandFlatland é uma apresentação no solo sem rampas ou pulos, considerado o mais livres dos estilos onde cada piloto faz sua session buscando dificuldade e equilíbrio aliados a criatividade.

Park

BMX Park

A modalidade Park do praticado em percursos fechados (skateparks ou bikeparks) onde se encontram diferentes obstáculos, como rampas, bancadas, paredes e corrimões.

Regras do BMX Freestyle nas Olimpíadas

Entre as seis modalidades do BMX Freestyle, aquela que faz parte do programa olímpico é o Park.

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A disputa ocorre em rampas com grandes transições e obstáculos. 

Nas competições masculina e feminina, os atletas são julgados por manobras realizadas com fluidez pela pista. Os juízes analisam as performances com base na dificuldade, originalidade, estilo e execução. 

Cada ciclista tem duas voltas de 1 minuto para impressionar os juízes. A pontuação em cada volta vai de 0 a 100 pontos, e ambas as notas são somadas para definir o vencedor.

Nas primeiras edições do BMX em Olimpíadas, nenhum atleta brasileiro subiu ao pódio. Enquanto aguardamos pela primeira medalha do país no esporte, aproveite para ampliar seu conhecimento sobre ciclismo:

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