A Seleção Brasileira feminina encara a República Dominicana neste domingo (31), às 10h30 (horário de Brasília), pelas oitavas de final do Mundial de Vôlei Feminino 2025 e este é um time que sempre preocupa o técnico Zé Roberto Guimarães.

Apesar de não ser uma seleção do primeiro escalão, o time caribenho é considerado um adversário perigoso pelo treinador, que já havia feito alerta ao jogo das dominicanas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando se enfrentaram.

Zé Roberto já havia alertado: “É perigoso!”

Durante a Olimpíada de Paris, o Brasil enfrentou a República Dominicana nas quartas de final. Na época, Zé Roberto destacou a dificuldade de encarar uma equipe comandada pelo brasileiro Marcos Kwiek, que foi auxiliar da Seleção Brasileira até 2007 e conhece muito bem o estilo do time verde e amarelo.

É o adversário mais difícil que a gente poderia pegar, quem mais nos conhece. Não vejo o Brasil como favorito. Sei como é difícil jogar com elas. É perigoso!

A fala de Zé Roberto foi feita na Olimpíada de Paris, mas continua atual. O elenco dominicano segue praticamente o mesmo e, sob a batuta de Kwiek, manteve o padrão competitivo que o transformou em potência regional.

Marcos Kwiek e a transformação da República Dominicana

Desde 2008, o treinador brasileiro está à frente da equipe caribenha. Ao longo desse período, conquistou sete títulos da Copa Pan-Americana, incluindo o mais recente, em agosto deste ano, em Colima, no México.

O sucesso de Kwiek não se limita a títulos. Em 2014, a Seleção Dominicana esteve a apenas um set de alcançar uma semifinal de Mundial, feito que teria mudado para sempre a história do vôlei no país.

Neste Mundial, a República Dominicana venceu a Colômbia e o México por 3 x 0. Por outro lado, já garantido na fase seguinte, perdeu para a China por 3 x 0 na 3ª rodada, ficando em 2º lugar do grupo F.

Brasil sabe dos riscos, mas segue firme

Apesar do respeito de Zé Roberto e do histórico competitivo das dominicanas, o Brasil levou a melhor tanto em Paris quanto na VNL 2025. A vitória, porém, nem sempre vem com facilidade. Porém, os dois últimos jogos foram tranquilos 3 x 0.

Nos 10 confrontos mais recentes entre as equipes, foram nove vitórias do Brasil e uma derrota (esta em 2019, pela VNL, um 3 x 1). No mais, o placar geralmente é 3 x 0 (repetido 5 vezes). Teve 3 x 1 em três oportunidades e duas vezes um 3 x 2.

Qual a importância de Marcos Kwiek na República Dominicana?

O treinador brasileiro é responsável direto por transformar a seleção caribenha em uma das mais competitivas do cenário internacional.

Sob seu comando, o time conquistou títulos regionais e esteve perto de semifinais em Mundiais. Atualmente é a número 11 do ranking mundial da FIVB.

Por que Zé Roberto considera a República Dominicana tão perigosa?

Porque Marcos Kwiek conhece profundamente o estilo da Seleção Brasileira e montou uma equipe que defende bem, joga de forma agressiva e não se intimida contra grandes rivais.

Brasil é favorito contra a República Dominicana no Mundial de 2025?

Sim, mas o favoritismo é relativo. O próprio Zé Roberto alerta que enfrentar a equipe caribenha é sempre arriscado. Apesar disso, o Brasil já mostrou força suficiente para avançar.

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Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.