A Seleção Brasileira de vôlei feminino segue firme no Mundial 2025, mas o próximo desafio promete ser dos mais complicados. As comandadas de Zé Roberto Guimarães encaram a República Dominicana, comandada pelo técnico brasileiro Marcos Kwiek, número 11 do mundo.
Um alerta importante veio de quem conhece os bastidores do torneio: Paulinho Milagres, treinador da seleção de Camarões. Com somente 3 semanas de trabalho, o brasileiro não teve tempo para impor seu estilo, mas conhece bem os treinadores compatriotas para saber o risco do duelo.
Apesar do Brasil ser amplo favorito no confronto e vir de um histórico favorável (9 vitórias nos últimos 10 jogos), as dominicanas não são uma presa fácil, haja vista que o próprio Zé Roberto já afirmou que está seleção é uma das mais difíceis de se enfrentar.
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Abre o olho, Zé Roberto! Paulinho Milagres alerta Brasil no Mundial de Vôlei 2025
Em entrevista exclusiva ao Esportelândia, Paulinho Milagres destacou a qualidade da República Dominicana e a experiência do técnico Marcos Kwiek, que pode dificultar a vida das comandadas de Zé Roberto Guimarães.
Vai ser um jogo duríssimo e perigoso. O Brasil não pode relaxar contra a República Dominicana. Elas têm um jogo físico muito forte e já mostraram que podem surpreender grandes seleções.
Segundo o técnico, embora o Brasil seja favorito, o Mundial mostrou que as diferenças entre as potências e as demais seleções estão diminuindo. Porém, ao mesmo tempo que seleções sem tanta expressão emergem, a brasileira não fica parada no tempo. Em sua análise, Zé Roberto segue evoluindo:
Apesar do perigo das dominicanas, que evoluíram muito nos últimos anos – mérito total do Marcos Kwiek, que é um excelente treinador -, o Brasil continua melhorando. Zé Roberto ainda está no comando, conduzindo com a competência de sempre e segue evoluindo, nunca parou de estudar. E isso faz toda a diferença.
O olhar de Paulinho Milagres para o voleibol mundial
Paulinho Milagres assumiu a seleção de Camarões em 2025 e já enfrentou rivais de peso no torneio, como os atuais bicampeões, Sérvia, e o tricampeão mundial, Japão. Para ele, o Campeonato Mundial tem sido um retrato da evolução global do vôlei feminino.
Hoje vemos seleções da Europa, da América e da África apresentando sistemas de jogo cada vez mais organizados. A diferença ainda existe, mas está diminuindo. Por isso, se o Brasil entrar desconcentrado, pode ser surpreendido.
Apesar da República Dominicana estar evoluindo e correndo atrás, o Brasil e o Zé nunca relaxaram. E isso mantém a diferença. Agora, se o Brasil relaxar, nem que seja um pouquinho… a Dominicana que oferece risco.
Globalização e intercâmbio de treinadores elevando o nível do vôlei mundial
O duelo Brasil x República Dominicana também coloca frente a frente dois técnicos brasileiros: Zé Roberto Guimarães, tricampeão olímpico, e Marcos Kwiek, no comando da Dominicana desde 2008, dois dos cinco representantes brasileiros no comando técnico de seleções no Mundial.
Paulinho Milagres elogiou ambos e ressaltou a importância da troca de conhecimento que os técnicos brasileiros têm levado para o cenário internacional. O treinador de Camarões aponta que a globalização fez com que bons estrangeiros tivessem a oportunidade de comandar outras seleções e elevar o nível do vôlei mundial:
Todo mundo está crescendo. Veja o caso da Ucrânia, por exemplo, que estavam em nosso grupo no Mundial e ninguém fala delas: até o fim da fase classificatória, a melhor bloqueadora era ucraniana e sua levantadora estava entre as melhores.
Hoje elas são treinadas por um polonês e, mesmo com pouca tradição, é uma equipe que vem com muito perigo. Isso está acontecendo em vários países — fruto da globalização e da presença de bons treinadores estrangeiros espalhados pelo mundo inteiro.
E não é só a Ucrânia. Se você tem um Marcos Kwiek na República Dominicana, um bom treinador na Holanda, na Sérvia, no Japão… qualquer uma dessas seleções pode dar muito trabalho para o Brasil — até para o Zé, que é um dos melhores da história.
Quem é Paulinho Milagres, técnico de Camarões?
Paulinho Milagres é treinador brasileiro, com passagens por clubes da Superliga e experiência internacional. Desde 2025, comanda a Seleção de Camarões, participando do Mundial de Vôlei Feminino 2025, estando no grupo H, com Sérvia, Japão e Ucrânia.
Ele já ganhou títulos em todas as categorias do vôlei brasileiro, inclusive, junto ao também técnico Wagão, deu ao Pinheiros seu único título nacional: a Copa do Brasil.
Já no exterior, levou recentemente o Alianza Lima (Peru) ao vice-campeonato Sul-Americano, garantindo a vaga inédita ao Mundial de Clubes. Por 13 anos treinou a Seleção de Ruanda e atualmente é técnico também do Al-Ahly, do Egito, maior time da África.
Quem é Marcos Kwiek, técnico da República Dominicana?
Marcos Kwiek é um treinador brasileiro que dirige a República Dominicana desde 2008. Sob sua liderança, a equipe conquistou sete Copas Pan-Americanas e se consolidou como uma das forças das Américas. Atualmente é a 11ª equipe no ranking mundial da FIVB (Federação Internacional de Voleibol).
O Brasil é favorito contra a República Dominicana no Mundial 2025?
Sim, o Brasil é favorito, mas o equilíbrio aumentou. A seleção caribenha tem jogadoras experientes e um treinador que conhece bem o estilo brasileiro, o que pode tornar o confronto mais perigoso. Inclusive, a central Júlia Kudiess alertou sobre os perigos das dominicanas.
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