Confira as 10 maiores rivalidades do futebol mundial e suas histórias: os grandes clássicos da América do Sul, África e Europa

Tensão dentro de campo, muito barulho nas arquibancadas e uma enorme repercussão midiática. Esses são alguns dos principais elementos das maiores rivalidades do futebol.

Mas sabemos que os grandes clássicos vão além do jogo. Eles nascem por questões históricas, geográficas, políticas, ideológicas, identitárias, enfim, existem até rivais com brigas religiosa. É inclusive essa soma intra e extracampo que torna essas partidas tão especiais.

Assim, dentro dessa enorme variedade, elencamos as maiores rivalidades do futebol mundial. Uma lista dessas sempre será polêmica, claro. Por isso mesmo, contamos com critérios claros: a repercussão regional da partida, a relevância nacional dos times e a sua importância futebolística no geral.

Certamente você sentirá falta de algum confronto ou mesmo discordar da presença de outro. Aproveite, então, para deixar sua opinião nos comentários! E vamos nessa, que clima de clássico é sempre quente.

Maiores rivalidades do futebol mundial

  • Al Ahly x Zamalek
  • Barcelona x Real Madrid
  • Boca Juniors x River Plate
  • Borussia Dortmund x Schalke 04
  • Celtic x Rangers
  • Estrela Vermelha x Partizan Belgrado
  • Galatasaray x Fenerbahçe
  • Liverpool x Manchester United
  • Nacional x Peñarol
  • Olympiacos x Panathinaikos

Al Ahly x Zamalek

Imagem da partida entre Zamalek e Ah Ahly
(Reprodução)

Começamos a nossa lista com aquele que é não somente o maior jogo do Egito, mas de todo o futebol africano. Ah Ahly e Zamalek são simplesmente os dois maiores campeões do Campeonato Egípcio e da Liga dos Campeões da África.

Entre os dois, o Ahly é o clube mais vitorioso, com oito títulos continentais e 41 nacionais. O Zamalek até equilibra as coisas internacionalmente, com cinco conquistas da LCA, mas fica atrás nas conquistas domésticas, com “apenas” 12.

Seus confrontos, portanto, são via de regra muito decisivos — vão até disputar a finalíssima da Liga dos Campeões de 2020 — e carregam muita tensão. Mas não só.

O clássico entre Al Ahly e Zamalek é considerado um dos mais violentos do mundo. O encontro das suas torcidas geralmente resulta em confrontos e severas intervenções policiais. Uma briga generalizada no começo dos anos 1970 chegou até a levar ao cancelamento do Campeonato Egípcio.

Tamanha é a beligerância do confronto que todas as suas partidas são disputadas em campos neutros e com árbitros internacionais — além de uma enorme mobilização policial nos arredores do estádio.

Para além da disputa do protagonismo doméstico e continental, a rivalidade entre Ah Ahly e Zamalek tem raízes sócio-históricas.

O Ahly (que em egípcio significa algo como “Nacional”) é o clube nacionalista, fundado e tocado como uma resistência cultural à ocupação inglesa no começo do século XX. É hoje o clube de massa, das classes mais pobres do país.

O Zamalek, por sua vez, é o clube liberal, que em sua fundação tinha ingleses em sua órbita e europeus em sua equipe. Hoje, é o time da elite, da classe média e do pensamento progressista.

Entre seu impacto continental, sua rivalidade identitária e os infelizes resultados de toda a tensão que acumula, o clássico Ah Ahly e Zamalek é certamente uma das maiores rivalidades do futebol mundial.

Barcelona x Real Madrid

(Reprodução/Mkt Esportivo)

Não é um absurdo afirmar que Barcelona e Real Madrid protagonizem a maior rivalidade do futebol europeu. Ou pelo menos a mais importante.

El Classico”, afinal, tem não só história e cultura como também uma gigantesca relevância futebolística. Tanto que a Esportelândia dedicou um texto inteiro só para o confronto.

Como não é necessário justificar a importância do clássico espanhol nacional e internacionalmente, falemos então um pouco das raízes de sua rivalidade e como ela se dá nos dias de hoje.

De uma natural concorrência pelo domínio esportivo e cultural espanhol, Barça e Real graduaram para uma rivalidade feroz durante a ditadura franquista (1939-1975), que agiu pesado para suprimir a cultura da Catalunha enquanto se apropriou do time madridista para sua máquina de propaganda política.

O sentimento de resistência cultural catalão se deu muito pela equipe blaugrana e acabou por elevar ânimos e tensões nos confrontos contra os merengues.

É só observar, por exemplo, a quantidade (e os tipos) de objetos arremessados em Luís Figo pela torcida do Barça, depois que este saiu direto da Catalunha para Madrid e foi jogar sua primeira partida como um “Galático” no Camp Nou.

Partindo dessa tenaz rivalidade, o colossal sucesso esportivo e financeiro de ambos nos anos 1990 de certa forma polarizou o futebol espanhol.

Se o Barcelona teve o Dream Team, o Real teve os Galáticos; se um teve Guardiola, o outro Mourinho; se um teve Messi, o outro Cristiano Ronaldo, enfim, até os principais jornais de esportes do país se dividem na especialização da cobertura de um ou de outro.

É praticamente uma divisão política entre Madrid e Barça, uma tensão identitária que, na oposição, dá sentido à existência de um e de outro. E que faz da sua rivalidade uma das maiores do futebol mundial.

Boca Juniors x River Plate

Imagem de jogo entre River e Boca Jrs
(Reprodução)

O que acontece quando dois dos mais vitoriosos clubes da América da Sul, que concentram 75% dos torcedores e a maioria absoluta dos grandes jogadores de seu país, “dividem” a mesma cidade? É só assistir qualquer Boca Juniors x River Plate.

O Superclassico é certamente a maior rivalidade do continente americano, se não a do mundo, e para além da questão esportiva — juntos, Boca e River somam 10 títulos da Copa Libertadores e 70 do Campeonato Argentino.

Para se ter noção, a transmissão de seus jogos é capaz de superar em audiência os compromissos da Seleção Argentina na Copa do Mundo.

A origem da rivalidade entre River e Boca é basicamente geográfica. Ambos são originários do mesmo bairro de La Boca, de ocupação imigrante e proletária em Buenos Aires. O crescimento dos dois e a concorrência pelo domínio nacional foi tomando conta do resto.

Até há um componente social, que pode ser observado nos apelidos que a torcidas se deram — e que os clubes trataram de adotar rapidamente, como resposta à provocação.

Para o River, os Millionarios, por sua boa condição financeira num primeiro momento; para o Boca, bosteros, pelo seu contato com cavalos e, bom, o que cavalos costumam a fazer além de cavalgar.

Porém, dado a enorme popularização dos clubes e as sucessivas transformações econômicas argentinas, o estigma não se sustenta. A violência, no entanto, é real.

Dois dos últimos três confrontos entre Boca e River na Libertadores foram marcados por violência e posteriores questões judiciais. Inclusa nessa lista está a final da Libertadores de 2018, que teve a partida de volta disputada na Espanha só para fugir dos confrontos entre as torcidas.

O outro lado dessa moeda é a intensidade com a qual os torcedores vivem essa partida. Alguns minutos de jogo no Monumental de Nuñez ou na Bombonera durante o Superclassico bastam para qualquer um entender o que é a paixão no futebol.

Borussia Dortmund x Schalke 04

Ewerthon borussia

Por mais que o Borussia Dortmund dispute (ou tente disputar) a supremacia do futebol alemão com o Bayern de Munique, sua grande rivalidade é mesmo com o Schalke 04.

Separados por 35 quilômetros, os times da região do Vale do Ruhr estão entre os três com o maior número de torcedores da Alemanha e os quatro maiores vencedores da Bundesliga.

Com o domínio recente do Bayern, é difícil que suas partidas sejam muito decisivas. Ainda assim, movimentam milhares de torcedores nos estádios e muitos pontos de audiência na televisão.

Os confrontos decisivos mais lembrados são os de 2001 e 2007, em que o Borussia venceu o Schalke e o tirou da corrida pelo título alemão — e fez até camisetas comemorando o fato — e a fatídica partida dos anos 1970 em que os Azuis Reais rebaixaram os auri-negros para a segunda divisão.

Além da proximidade geográfica, a rivalidade entre Borussia Dortmund e Schalke 04 é também alimentada por alguns traços sócio-históricos.

Dá para citar a divergência religiosa, com a origem católica do Borussia e protestante do Schalke, e a histórica, pela apropriação dos azuis pelo regime nazista e pela perseguição dos dirigentes judeus dos amarelos na mesma época.

Celtic x Rangers

Imagem de jogo entre Celtics e Rangers
(Reprodução)

O “Old Firm” está certamente entre as grandes rivalidades do futebol europeu. Mesma cidade, diferenças culturais, concorrência pelo domínio nacional, partidas quentíssimas dentro de campo, enfim, o pacote do clássico entre Celtic e Rangers é completo.

Entre eles, são mais de 400 partidas disputadas e mais de 100 títulos escoceses conquistados. Uma rivalidade de mais de 120 anos — provavelmente a mais importante do Reino Unido e de toda a Grã-Bretanha. E com um certo histórico violento.

Dois acontecimentos chamam a atenção na rivalidade: o Desastre de Ibrox, uma queda na arquibancada do estádio do Rangers que matou 66 pessoas e feriu outras 200 em 1971, e uma briga generalizada entre as torcidas em 1980.

Ambos os fatos diminuíram o tom bélico entre os torcedores durante os clássicos. Dentro de campo, porém, a tensão toma conta. O já físico e turrão futebol escocês se encarrega do resto.

É o tipo de partida que para de minutos em minutos por alguma pequena confusão entre os jogadores. Tudo isso vem de uma enorme divergência política e religiosa, que foi acirrando a rivalidade conforme os rumos do país e assentando o “ódio pelo outro lado”.

O Celtic, afinal, é um time de origem católica, com grande contingente irlandês-escocês e ideias separatistas do Reino Unido. O Rangers, que surgiu pouco depois, foi fundado por protestantes conservadores e carrega valores pró-Reino Unido. A bagunça já nasceu pronta.

O futebol escocês pôde comprovar inequivocamente o tamanho da rivalidade entre Bhoys e Gers quando estes últimos tiveram problemas econômicos e administrativos e foram rebaixados para a quarta divisão, em 2012.

Até o retorno triunfante do Rangers à elite, em 2016, o Celtic simplesmente dominou o cenário doméstico. E impediu que Glasgow e todo o país parassem pelo menos duas vezes ao ano para ver o Old Firm.

Vá além do Futebol:

Estrela Vermelha x Partizan Belgrado

Imagem de jogo entre Estrela Vermelha e Partizan Belgrado
(Nebojsa Markovic / Shutterstock)

A carga violenta e a pirotecnia podem não ser exatamente novidade entre as mais relevantes rivalidades do futebol do leste europeu, mas garantimos que o “Dérbi Eterno”, entre Estrela Vermelha e Partizan Belgrado é de fato diferenciado.

Apesar do pouco tempo de existência, com a primeira partida acontecendo somente em 1947, o confronto polariza uma já dividida Sérvia, seja esportivamente, seja politicamente.

Dentro de campo, Estrela e Partizan somam para mais de 50 títulos do Campeonato Sérvio e concentram os melhores jogadores.

Na história, o Estrela sai na frente não só no número de vitórias, como na representatividade: venceu, afinal, uma Champions League em 1991. Só que atualmente o Partizan tem se estruturado e hoje é tido como um dos maiores clubes formadores da Europa.

Politicamente falando, representam uma cisão no nacionalismo sérvio, que vem desde a origem da rivalidade, desde antes da dissolução da Iugoslávia e durante o crescimento da União Soviética e a sua forte política de investimentos estatais no esporte.

Vejam só que curioso: o Estrela Vermelha era apoiado pelo Ministério do Interior, que envolvia, por exemplo, a polícia iugoslava; o Partizan era apadrinhado pelo Ministério da Defesa, que controlava o exército. Uma divisão política dentro da própria máquina estatal comunista.

Assim, o que há de ex-policiais e ex-militares entre as torcidas dos times não é brincadeira. Não à toa que os confrontos, quando acontecem, são violentíssimos e dificilmente antecipados. Há um certo grau de estratégia e preparação para essas verdadeiras batalhas campais.

No fim das contas, o Dérbi Eterno é um dos melhores representantes da ambiguidade que é o fanatismo no futebol. Enquanto há essa truculência nos embates entre as torcidas, há uma legítima beleza no show que fazem nas arquibancadas durante a partida.

Galatasaray x Fenerbahçe

Imagem de jogo entre Galatasaray e Fenerbahce
(OZAN KOSE/AFP)

Eis aqui o único clássico intercontinental desta lista, quiçá de todo o mundo. Respectivamente localizados na área ocidental e oriental de Istambul, Galatasaray e Fenerbahçe dividem a Turquia para além de suas questões geográficas.

Fundados no início do século XX, os clubes são os dois maiores vencedores do Campeonato Turco, com mais de 40 títulos somados.

Representam o que de melhor tem no futebol turco em termos de poderio financeiro e qualidade técnica, servindo como base para a seleção e sempre com grandes nomes do futebol mundial em seu elenco. Felipe Melo e Alex, por exemplo, foram ídolos de Gala e Fener, respectivamente.

A rivalidade, por sua vez, dá o tom da paixão dos turcos por futebol. Para além da festa e da pirotecnia, os clássicos são marcados por um barulho extremo vindo das arquibancadas.

Em uma partida no Turk Telekom Arena, o estádio do Galatasaray, chegou a registrar 131 decibéis de ruído, um volume maior que, por exemplo, a decolagem de um avião a jato. São inúmeros os relatos da impossibilidade dos times em se comunicar dentro de campo.

A violência é grande também. Tanto que a torcida visitante foi extinta para o confronto. Quando “conviviam” no mesmo estádio, a tensão era tamanha que qualquer provocação dentro de campo resultava num tremendo esforço policial em contar uma invasão em massa ao gramado.

Tudo fruto de uma rivalidade que surge naturalmente, pela oposição cultural entre os lados ocidental e oriental de Istambul, pela concorrência nos campeonatos e pela origem de elite do Galatasaray e trabalhadora do Fenerbahçe — e que se acirra nos anos 1930.

Liverpool x Manchester United

Imagem de jogo entre liverpool e manchester united
(AFP)

Só o fato de Liverpool e Manchester United protagonizarem a maior rivalidade da Inglaterra, subjugando uma série de confrontos locais, inclusive daqueles que fazem parte, já é o bastante para colocar o confronto entre os maiores do futebol mundial.

Sem a extrema tensão que marca muitos dos embates desta lista, Reds e Red Devils cultuam uma rivalidade baseada quase que exclusivamente na concorrência. A começar entre as cidades, distantes cerca de 60 km entre si e que disputam o mercado portuário desde antes da fundação dos clubes.

Esportivamente falando, são simplesmente os dois maiores vencedores da Inglaterra, seja do Campeonato Inglês, com quase 40 títulos somados, seja de todo o futebol local, com mais de 120 conquistas entre eles.

O curioso é que, pelo menos na Premier League (e na história da Liga Inglesa), os dois quase nunca disputaram a corrida pelo caneco. Ao contrário, sempre viram o outro ter literalmente décadas de domínio. Primeiro foi o Liverpool, entre 1972 e 1992, depois o Manchester, entre 1992 e 2012.

Não há exatamente uma rivalidade histórica, política ou identitária entre os dois. São, na verdade, ambos muito similares em suas origens operárias e, pelo menos dentro da Inglaterra, na classe social em que são mais populares.

Ainda assim, é muito raro ter “vira-casacas”. Até existem jogadores que jogaram pelos dois clubes, como Michael Owen, mas dificilmente um que sai de um para jogar no outro. Nada, porém, que nos faça dizer que há um “ódio” entre as torcidas.

O clima mais “ameno” fora de campo, no entanto, não se reflete dentro de campo. São jogos geralmente muito tensos, especialmente durante os anos de Alex Ferguson no United e o de Dalglish no Liverpool. E, na maioria, bons de se assistir.

Nacional x Peñarol

Imagem de jogo entre Nacional e Peñarol
(Reprodução)

Eis aqui o legítimo Superclassico do futebol sul-americano. Sim, Boca e River têm maior expressão e conquistas, mas Nacional e Peñarol se odeiam a muito, muito mais tempo. O primeiro jogo entre os dois foi em 1900, oras.

Mas assim, não é que os uruguaios estejam muito para trás dos argentinos não, hein? Bolsos e Carboneros somam 8 títulos da Copa Libertadores e outros seis do Mundial Interclubes. No Campeonato Uruguaio, somam para quase 100 edições conquistadas.

Times de grande poderio econômico (comparado ao resto do futebol local) e com categorias de base extremamente prolíficas, Nacional e Peñarol teriam tudo para fazer partidas do maior nível técnico.

O problema é que a rivalidade faz do jogo ser ao estilo “do pescoço para baixo é canela”, e o encanto ficar um pouco de lado. Nada, claro, que tire o gosto de assistir a rivalidade desenrolar, por mais que a partida pare de cinco em cinco minutos por alguma pequena confusão.

É que já são mais de cem anos cultuando um enorme antagonismo, que cresce a partir da concorrência pelo domínio do futebol uruguaio, mas que nasce por divergências políticas — além, claro, de simplesmente existirem na mesma cidade, em Montevidéu.

O Peñarol, afinal, é o time que surgiu das companhias ferroviárias, um misto de classe trabalhadora com imigrantes.  O Nacional, por sua vez, surge da classe estudantil, nacionalista e anticolonialista. Uma rivalidade fadada à acontecer. E uma das maiores do mundo.

Olympiacos x Panathinaikos

Imagem de jogo enter Olympiakos e Panathinaikos
(Reprodução/FFT)

Fechamos a nossa lista com uma das maiores rivalidades do futebol europeu. Olympiakos e Pananthinaikos simplesmente param a Grécia toda vez que se enfrentam. Até porque dominam o cenário doméstico, com mais de 60 títulos gregos conquistados.

O “Dérbi dos Inimigos Eternos”, no entanto, é muito mais do que a concorrência. Até porque ela é vencida pelo Olympiakos, com mais que o dobro de conquistas que o rival.

Sim, o Panathinaikos é o único capaz de rivalizar tecnicamente e financeiramente com os alvirrubros, mas a “inimizade eterna” é muito mais fundada por questões geopolíticas.

O Panatha, afinal, é da capital Atenas; o Olympiakos, de Pireus, na região metropolitana da capital grega. Mais do que uma proximidade que naturalmente acirra os ânimos, há um certo rancor por parte dos pirineses.

Os habitantes da cidade portuária, especialmente aqueles que torcem para os alvi-rubros (se é que existe essa distinção) argumentam que são eles os responsáveis por dar as condições à Atenas de prosperar e não tem o devido reconhecimento nem o retorno econômico.

O confronto com os atenienses, portanto, tem algo de pessoal, de honra. E acontecem com uma boa dose de violência. As partidas entre Olympiakos e Panathinaikos colecionam casos de invasão ao gramado, de intervenções policiais e de muitos objetos atirados em campo.

As torcidas visitantes são banidas faz um tempo. Não que tenha impedido as confusões: a torcida do Panathinaikos, por exemplo, conseguiu paralisar o clássico em 2012 após atear fogo no placar e nos assentos do próprio estádio.

Maiores rivalidades do futebol brasileiro

Imagem de jogo entre Gremio e Internacional
(Lucas Uebel / Divulgação)

Boa parte da riqueza do futebol brasileiro está em suas grandes rivalidades.

São disputas regionais que dividem cidades e estados, que apreendem significados culturais e que contam com um extenso histórico de confrontos, que muitas vezes decidem a hegemonia local e alguns casos até nacional dos rivais.

Cada estado do Brasil tem sua grande rivalidade, as vezes cada cidade. Mas há só um restrito número de clássicos que podem ser colocados como os maiores do país. E olha que, ainda assim, são muitos. Por isso mesmo, fizemos um texto especial para eles, confira:

Rivalidades eternas: os maiores clássicos do Brasil

Depois de conhecer as maiores rivalidades do futebol, aproveite para conferir outros conteúdos sobre futebol:

* Última atualização em 9 de novembro de 2020

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