Antes de mais nada, Emerson Wojciechowska Fittipaldi é um ex-piloto de automóveis brasileiro que atuou na Fórmula 1 e teve destaque pelas equipes da Lotus e McLaren.

Acima de tudo, sua estreia aconteceu no ano de 1984, no GP da Grã-Bretanha, pela Lotus. Na ocasião, ele terminou na antepenúltima colocação.

O COMEÇO DE CARREIRA

Em primeiro lugar, o brasileiro começou muito cedo no automobilismo. Em 1964, ele foi notado a primeira vez em Interlagos, quando brigou com o diretor da prova que o impedia de entrar na ambulância que levava seu irmão Wilson, logo após ele ter sofrido um acidente em sua berlineta da Equipe Willys.

Nesse ínterim, no mesmo ano, Emerson se tornou piloto e começou a competir de kart, estreando com uma vitória em Santo André (SP). Terminou o campeonato em 9º lugar. Sagrou-se campeão paulista em 1965, quando estreou no automobilismo, dirigindo um Renault 1093, numa corrida na Ilha do Fundão pelo Campeonato Carioca. Ali sofreria também o seu primeiro acidente.

Em contrapartida, em 1966, o irmão Wilson teve uma experiência internacional na Fórmula 3, correndo na Argentina. Mas apesar de prometido não conseguiu um carro para as corridas na Europa e voltou ao Brasil. Decerto, Emerson dominou o campeonato de Fórmula Vê de 1967, ganhando cinco das sete provas com o carro construído pelo irmão. Também voltou a ser campeão de kart.

Emerson teve a sua primeira corrida internacional em 7 de abril de 1969 na Holanda e três meses depois, após muitas vitórias na Fórmula Ford, ele estreou na Fórmula 3 britânica. Sagrou-se campeão da categoria aos 22 anos.

Além disso, seu imenso talento chamou a atenção de Colin Chapman, proprietário da equipe Lotus de Fórmula 1, que o contratou no ano seguinte para correr pela sua equipe.

A EXPERIÊNCIA NA FÓRMULA 1

Primeiramente, a corrida de estreia foi no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em Brands Hatch, mesmo largando nas últimas posições terminou a prova em 8º. No final daquele ano, em Monza, seu companheiro de equipe, o austríaco Jochen Rindt, pediu que Emerson amaciasse seu carro para a corrida do dia seguinte.

No carro de Rindt, sofreu um acidente destruindo o carro do companheiro impossibilitando a sua utilização na corrida. Como Rindt liderava o campeonato, o chefe da equipe deixou Emerson de fora da corrida e Jochen Rindt competiu com o carro dele. No entanto, o piloto austríaco faleceu num acidente que poderia ter matado Fittipaldi.

A Lotus, de luto, retirou-se por duas corridas e voltou no penúltimo GP da temporada, em Watkins Glen. Nesse dia, Emerson venceu sua primeira corrida e, ao mesmo tempo, impediu seus adversários de alcançarem a pontuação de Rindt, que assim sagrou-se o primeiro – e, até hoje, o único – campeão póstumo da Fórmula 1.

O ano de 1971 não viu vitórias de Emerson, embora sua atuação consistente lhe tenha garantido três pódios. Em 1972, com 5 vitórias, Fittipaldi tornou-se o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, com 25 anos, oito meses e 29 dias, recorde que manteve por mais de três décadas e que só foi quebrado em 2005, pelo piloto espanhol Fernando Alonso.

Em 1973, Emerson venceu mais 3 corridas, porém perdeu o título para o escocês Jackie Stewart. O sucesso contribuiu fortemente para a entrada do Grande Prêmio do Brasil no calendário internacional no ano seguinte, no circuito de Interlagos. Ele mesmo venceu a corrida inaugural.

Em 1974, o piloto brasileiro trocou a Lotus pela McLaren, e, com três vitórias (uma delas no Brasil), sagrou-se bicampeão do mundo. Ainda competitivo, venceu mais duas corridas pela mesma equipe no ano seguinte.

OS FEITOS NA FÓRMULA INDY

Quando ainda estava na Fórmula 1, chegou a realizar testes com carros da CART em circuitos ovais mas não gostou. Com o término da sua carreira na Fórmula 1 ele mudou de ideia e logo no primeiro ano em que realizou algumas corridas por essa categoria estadunidense (1984), ganhou o oval do GP de Michigan, um dos mais difíceis da categoria.

Aos 38 anos, Emerson reafirmava seu talento e assinou com a Patrick Racing para disputar regularmente o campeonato da CART de Fórmula Indy. Em cinco anos ele obteve seis vitórias. Em 1989, após cinco vitórias, ele se tornou o primeiro brasileiro campeão da categoria. Sua mais expressiva e histórica vitória foi a mítica 500 milhas de Indianapolis, quando liderou 158 das 200 voltas.

Roger Penske levou-o para seu time, a Penske, em 1990. Continuou entre os melhores da categoria e em 1993 ganhou a sua segunda 500 Milhas de Indianapolis superando o campeão da Fórmula 1 de 1992, Nigel Mansell.

Emerson comemorou tomando suco de laranja em lugar do tradicional copo de leite, como forma de promover o produto de suas fazendas. Emerson encerrou sua participação na categoria em 1996, depois de um grave acidente no Michigan Internacional Speedway. Em sua carreira na Fórmula Indy, obteve 22 vitórias e 17 pole positions.

MARCAS E RECORDES 

Assim, ao longo da carreira na Fórmula 1 foram 149 Grandes Prêmios, 14 vitórias, 6 pole positions, 6 melhores voltas, com um total de 276 pontos.

Emerson Fittipaldi é o único brasileiro e um dos poucos pilotos da história da Fórmula 1 a vencer um grande prêmio em seu ano de estreia.

Todavia, foi durante mais de 30 anos (desde 1972) o mais jovem campeão mundial de Fórmula 1 de todos os tempos até sua marca ser batida em 2005 por Fernando Alonso que, por sua vez, foi batido por Lewis Hamilton em 2008, que foi batido por Sebastian Vettel em 2010.

CURIOSIDADES DE EMERSON FITTIPALDI

Por certo, Fittipaldi possui sete filhos, fruto de três casamentos. Atualmente casado com Rossana, 30 anos mais nova. Ademais, tornou-se evangélico após sofrer um acidente na Fórmula Indy em 1996 que quase o deixou tetraplégico. Atualmente frequenta uma Igreja Batista em São Paulo.

A saber, escreveu sua autobiografia, intitulada “Emerson Fittipaldi: uma Vida em Alta Velocidade“, pela Editora Objetiva. Decerto, o livro consta depoimentos que Fittipaldi fez ao jornalista Peter Golenbock.

Por fim, Emerson é chamado de “Rato” pelos amigos brasileiros e de “Emmo” pelos estadunidenses.

Foto destaque: Reprodução/ Ebiografia