O Lanús é o campeão mais recente da Recopa Sul-Americana: em fevereiro de 2026, venceu o Flamengo por 4 a 2 no agregado, com virada na prorrogação dentro do Maracanã. O maior vencedor da história, porém, continua sendo o Boca Juniors, com quatro títulos, e o Brasil lidera por países, com 13 taças espalhadas por dez clubes diferentes.

A Recopa coloca frente a frente o campeão da Libertadores e o campeão da Sul-Americana do ano anterior. É um torneio curto, de poucos jogos, que já produziu noites de festa e de frustração para o torcedor brasileiro. Veja a tabela de campeões por clube e depois as finais que ficaram na memória.

Campeões da Recopa por clube

Clube País Títulos Anos
Club Atlético Boca Juniors Argentina 4 1990, 2005, 2006, 2008
Club Atlético River Plate Argentina 3 2015, 2016, 2019
Liga Deportiva Universitaria de Quito Equador 2 2009, 2010
Sport Club Internacional Brasil 2 2007, 2011
Club Olimpia Paraguai 2 1991, 2003
São Paulo Futebol Clube Brasil 2 1993, 1994
Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense Brasil 2 1996, 2018
Club Nacional de Football Uruguai 1 1989
Club Social y Deportivo Colo-Colo Chile 1 1992
Club Atlético Independiente Argentina 1 1995
Club Atlético Vélez Sarsfield Argentina 1 1997
Cruzeiro Esporte Clube Brasil 1 1998
Club Sportivo Cienciano Peru 1 2004
Santos Futebol Clube Brasil 1 2012
Sport Club Corinthians Paulista Brasil 1 2013
Clube Atlético Mineiro Brasil 1 2014
Atlético Nacional Colômbia 1 2017
Clube de Regatas do Flamengo Brasil 1 2020
Club Atlético Defensa y Justicia Argentina 1 2021
Sociedade Esportiva Palmeiras Brasil 1 2022
Independiente del Valle Equador 1 2023
Fluminense Football Club Brasil 1 2024
Racing Club Argentina 1 2025
Club Atlético Lanús Argentina 1 2026

Foram 34 edições entre 1989 e 2026, com 24 campeões diferentes. A tabela segue a lista dos campeões publicada pela imprensa esportiva e confere com o campeão de 2026 informado pela CONMEBOL.

2026: Lanús vira no Maracanã

A decisão começou em La Fortaleza, em 19 de fevereiro, com vitória do Lanús por 1 a 0, gol de Castillo no segundo tempo, depois de dois gols anulados por impedimento. Na volta, em 26 de fevereiro, o Flamengo precisava reverter a desvantagem e chegou a empatar o agregado com um pênalti de Arrascaeta e outro de Jorginho.

Foi na prorrogação que o jogo virou pesadelo rubro-negro. Canale cabeceou escanteio de Sepúlveda e colocou o Lanús na frente; aos 30 minutos, Aquino fechou o 3 a 2 depois de um erro da defesa carioca, segundo a imprensa que acompanhou o jogo. Foi o primeiro título do Lanús na competição e o segundo seguido de um clube argentino, depois do Racing em 2025.

Você sabia que o Flamengo chegou a essa final como campeão da Libertadores de 2025, depois de bater o Palmeiras por 1 a 0 em Lima? Perder a Recopa em casa, na prorrogação, doeu justamente por isso.

2004: o milagre do Cienciano

Nenhuma final foi tão improvável quanto a de 2004. O Cienciano, de Cusco, campeão da Sul-Americana de 2003, enfrentou o Boca Juniors, campeão da Libertadores, em jogo único no Lockhart Stadium, em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. A decisão terminou empatada em 1 a 1 no tempo normal.

Nos pênaltis, os peruanos converteram quatro cobranças e o Boca desperdiçou duas. Foi o único título de um clube peruano na Recopa. Quem acha que o dinheiro sempre decide uma final precisa lembrar daquela noite.

O Brasil na Recopa

O primeiro clube brasileiro campeão foi o São Paulo, em 1993, e o tricolor repetiu em 1994. Depois vieram Grêmio (1996 e 2018), Cruzeiro (1998), Internacional (2007 e 2011), Santos (2012), Corinthians (2013), Atlético Mineiro (2014), Flamengo (2020), Palmeiras (2022) e Fluminense (2024). Segundo a imprensa, são 13 títulos brasileiros contra 12 argentinos.

Alguns títulos têm cara de estreia. O Palmeiras ganhou a primeira Recopa em 2 de março de 2022, no Allianz Parque, com 2 a 0 sobre o Athletico Paranaense, gols de Zé Rafael, de falta, e de Danilo. O Fluminense levantou a sua em 29 de fevereiro de 2024, com 2 a 0 sobre a LDU no Maracanã, dois gols do colombiano Jhon Arias.

Formato: ida e volta, prorrogação e pênaltis

Hoje a Recopa é decidida em dois jogos, ida e volta, como mostra a própria CONMEBOL ao tratar de partidas de ida e de volta em 2026. Se o agregado termina empatado, a decisão pode ir para a prorrogação, como aconteceu com Flamengo e Lanús. Em 2004, o formato foi outro: uma partida única, em campo neutro nos Estados Unidos, decidida nos pênaltis.

Perguntas frequentes

Quem foi o campeão da Recopa Sul-Americana de 2026?

O Lanús, que venceu o Flamengo por 1 a 0 na ida e por 3 a 2 na prorrogação da volta, no Maracanã.

Qual clube tem mais títulos da Recopa?

O Boca Juniors, com quatro: 1990, 2005, 2006 e 2008. O River Plate vem em seguida, com três.

Quais clubes brasileiros já ganharam a Recopa?

São Paulo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Santos, Corinthians, Atlético Mineiro, Flamengo, Palmeiras e Fluminense.

Quem joga a Recopa?

O campeão da Libertadores e o campeão da Copa Sul-Americana da temporada anterior.

Qual país tem mais títulos?

O Brasil, com 13, à frente da Argentina, com 12.

Para entender os torneios que dão a vaga na Recopa, veja os maiores campeões da Libertadores, a história da Copa Sul-Americana e os clubes brasileiros com mais finais da Libertadores.

Quiz: teste seus conhecimentos

Escolha uma alternativa em cada pergunta. A resposta aparece na hora.

1. Qual clube tem mais títulos da Recopa Sul-Americana?

O Boca Juniors venceu em 1990, 2005, 2006 e 2008.

2. Como o Cienciano ganhou a final de 2004 contra o Boca Juniors?

A final em Fort Lauderdale terminou em 1 a 1 e os peruanos venceram nos pênaltis.

3. Qual foi o primeiro clube brasileiro campeão da Recopa?

O São Paulo ganhou em 1993 e repetiu em 1994.

4. Quem marcou os dois gols do Fluminense na final de 2024 contra a LDU?

Jhon Arias fez os dois gols do 2 a 0 no Maracanã.

5. Quem foi o adversário do Lanús na final de 2026?

O Lanús venceu o Flamengo por 4 a 2 no agregado, com virada na prorrogação da volta.

Seus acertos:

Fontes: CONMEBOL, Folha de Pernambuco.

Eric Filardi Content Coordinator

Coordenador do Esportelândia desde 2021, é jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Autor do livro “Os Mestres do Espetáculo”, que está na biblioteca do Museu do Futebol de São Paulo. Passou por Jovem Pan, Futebol na Veia e PL Brasil.