Um esporte paralímpico pouco divulgado com muitos sentimentos envolvidos, um misto intenso de força de vontade, superação e determinação, assim é o tênis em cadeira de rodas.

Modalidade voltada para pessoas com membros amputados ou algum problema no sistema de locomoção, muitas vezes, também pode ser utilizada como técnica de reabilitação auxiliando na mobilidade e na motivação do paciente.

Ficou curioso para saber mais, não é Então vem com a gente que vamos mergulhar fundo nessa modalidade e abordaremos as regras juntamente com as diferenças existentes entre o tênis e o tênis em cadeira de rodas.

Tênis em cadeira de rodas [2023]: história, regras e curiosidades
Foto: Reprodução/Web

Quando surgiu o tênis em cadeira de rodas?

Criado há 47 anos nos Estados Unidos pelo tenista americano Brad Parks e pelo atleta de esqui acrobático, Jeff Minnenbraker, ambos cadeirantes.

No ano seguinte, Parks resolveu criar uma cadeira de rodas que ajudasse na prática esportiva, trazendo mais conforto e equilíbrio, fato que trouxe uma visibilidade maior com o aumento no números de praticantes.

No entanto, a modalidade só chegou em terras brasileiras nove anos depois pelas mãos de José Carlos Morais, em 1985. Ele se tornou o primeiro brasileiro a competir em uma olimpíada, participou de nove mundiais e conquistou cinco títulos nacionais.

Já nos jogos Paralímpicos a estreia da modalidade foi apenas em 1992,  quando a cidade de Barcelona recebeu a edição mundial.

Com relação as regras, o tênis em cadeira de rodas é semelhante a do tênis convencional, porém existe uma única diferença que explicaremos a seguir. Saiba mais logo abaixo!

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Categorias do tênis em cadeira de rodas

Como dito anteriormente, o esporte está em ascensão, por isso foi preciso criar duas categorias, open e squad, para tornar a prática esportiva igualitária para os todos cadeirantes e praticantes. A seguir veremos as diferenças entre as duas classes no tênis:

  • Open

    Nessa categoria, podem participar apenas os atletas com diagnostico de perda substancial ou total do movimento de uma ou duas pernas. Aqui também se encaixa aqueles que possuem algum tipo de lesão nos membros inferiores.

  • Quad

    Na segunda categoria, as regras determinam a prática para os atletas que tenham algum tipo de deficiência nos membros inferiores e que utilizem cadeiras de rodas motorizadas.

Equipamentos do esporte

Além dos tradicionais equipamentos utilizados como raquetes, bolas e altura da rede seguem os padrões definidos pela Federação Internacional de Tênis – FIT.

No caso, as cadeiras de rodas utilizadas são adaptadas para a prática do esporte, elas tem  rodas com uma curvatura exclusiva para proporcionar uma maior velocidade e equilíbrio. Vale citar que também são mais leve que as tradicionais.

Além disso, o tenista de cadeira de rodas tem a possibilidade de utilizar acessórios para aumentar o equilíbrio e a mobilidade. Assim como, faixas de tórax e cintura para dar uma maior estabilidade torácica ao atleta na hora de movimentar a cadeira.

Também existem faixas para deixar as pernas juntas colocadas acima do joelho, visando aumentar a estabilidade do atleta e por fim, as faixas colocadas nos pés proporcionam conforto na hora de deixar as quadras.

Tênis em cadeira de rodas [2023]: história, regras e curiosidades
Foto: Everson Bressan/SMCS

Regras do tênis de cadeira de rodas

Para praticar o esporte é preciso técnica, resistência e velocidade e, as deficiências dos atletas são determinantes para estipular o tipo de cadeira a ser utilizada. As partidas podem ser disputadas em três tipos: simples, em duplas e duplas mistas.

No começo do texto falamos que as regras são as mesmas do tênis convencional e que existe uma diferença apenas que nada mais é que a bola poder quicar duas vezes, sendo a primeira dentro da quadra e a segunda podendo ser dentro ou fora.

Entretanto, os tetraplégicos que tenham limitações no saque podem contar com o auxílio de outra pessoa na hora de levantar a bola levantada.

A cadeira é considerada parte do corpo do jogador, e qualquer toque indevido resulta em perda de ponto. O atleta deve permanecer sentado, e a falta de contato com o assento é punida. O uso de membros para estabilização é proibido, resultando em penalidades.

Atletas internacionais e nacionais

Mesmo sendo pouco divulgada na mídia esportiva, a modalidade vem crescendo mundialmente e conquistando adeptos, inclusive alguns precursores que falaremos a seguir.

No cenário internacional, Esther Vergeer, ex-jogadora holandesa, que fez história como a maior da modalidade, figurando a liderança do ranking mundial por 15 anos e, acumulando 42 títulos de Grand Slams simples e em duplas.

Além disso, o recorde de 10 anos de invencibilidade é da atleta, que ficou 470 jogos sem perder para nenhuma adversária. Dessa forma, sua trajetória registra seis medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Paralímpicos.

Já no Brasil, temos dois representantes do esporte, sendo uma no feminino e outro no masculino. Natalia Mayara Azevedo da Costa, representou o país nos Jogos Paralímpicos de 2016 e um ano antes foi reconhecida como a melhor atleta na categoria do tênis de cadeira de rodas no Brasil.

Outro nome, é Maurício Pommê, que já conquistou duas medalhas nos Jogos Parapan-americanos, sendo uma de ouro no Rio em 2007 e outra bronze em Guadalajara em 2011.