De tempos em tempos o esporte nos brinda com talentos anormais, seja em seu nível, seja na idade com a qual se manifestam. A jogadora de vôlei Ana Cristina é um desses brindes.

Com o sangue de atletas correndo nas veias, a jogadora é um prodígio das quadras e provavelmente a maior revelação do vôlei brasileiro dos últimos tempos.

No texto a seguir, contamos tudo sobre a Ana Cristina. Antes que você pergunte, há, sim, o que contar. O tempo de carreira (e de vida) pode até ser pouco, mas bem vivido e principalmente bem jogado.

Quem é Ana Cristina?

Quem e Ana Cristina
(FIVB/Reprodução)

Ana Cristina é uma jogadora profissional de vôlei natural do Rio de Janeiro. Nascida no dia 7 de abril de 2004, atua desde 2021 no Fenerbahçe, da Turquia. No mesmo ano, recebeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira principal.

Alta (1,92), ágil, potente e intuitivamente técnica, a jogadora é considerada uma das maiores revelações do vôlei brasileiro dos últimos tempos. Tanto que aos 16 anos de idade já estava jogando na Superliga Feminina de Vôlei. Aos 15, já pautava matérias sobre seu talento precoce.

Biografia de Ana Cristina

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Ana Cristina nasceu no Rio de Janeiro, mas cresceu mesmo em São Caetano, na região metropolitana de São Paulo.

A jogadora vem de uma família de atletas: o pai, ex-jogador de basquete, e a mãe, ex-jogadora de vôlei. E ambos atuaram no ABC paulista durante a infância de Ana.

Foi lá, aliás, que Ana Cristina começou a se tornar o verdadeiro fenômeno das quadras que é hoje. Ou já seria na época?

Como Ana Cristina começou no vôlei?

Ana Cristina começou no vôlei de uma maneira muito natural, na verdade. Crescendo em meio às carreiras esportivas tanto do pai como da mãe, acompanhou esta nas quadras, nos aquecimentos, nos vestiários.

Na época, a mãe atuava São Cristóvão e morava, portanto, em São Caetano. Então, com 13 anos e mais de 1,90m de altura, a adolescente Ana participou de uma peneira do clube paulista. E passou, óbvio.

Aos 14, Ana Cristina já fazia parte de seleções de base. E não em qualquer categoria, a sub-18. E, aí sim, estourou de vez. Foi eleita, por exemplo, a melhor oposto do Sul-Americano Sub-18 de 2018, na campanha em que o Brasil levou o bronze.

A sua evolução seguiu no ritmo alucinante e em 2019 foi eleita a melhor ponteira do Mundial Sub-18. As meninas brasileiras também ficaram com a medalha de bronze na competição. No mesmo ano atuou no Mundial Sub-20 e ficou na sexta colocação.

O brilho internacional de Ana Cristina era acompanhado de altas expectativas “domésticas”, isto é, tanto de seus pais em casa quanto do vôlei nacional.

Na época Ana já tinha trocado o São Cristóvão pela base do Pinheiros, mas já tinha olhares de todos os times da Superliga. Todo mundo queria saber quando iniciaria sua caminhada como profissional. O que não demorou para acontecer.

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História de Ana Cristina no vôlei profissional

Ana Cristina durante ataque do Flamengo
(Paula Reis/CR Flamengo )

Ana Cristina fez sua primeira aparição no vôlei profissional no dia 30 de agosto de 2019, justamente na partida entre o Pinheiros e o São Cristóvão/São Caetano. A partir daí, a ponteira traçou um incisiva seta para cima em sua trajetória nas quadras.

Tudo isso, é sempre bom lembrar, com 15 anos. Então por mais que seu desempenho surpreendesse, os passos eram dados com calma na sua carreira. No Pinheiros, por exemplo, participou apenas de alguns jogos — até porque tinha recorrentes compromissos com as seleções de base.

Ida ao Flamengo e explosão

Mas há somente um tanto que é possível segurar um fenômeno. No começo de 2020 de malas prontas para a França, Ana Cristina e sua família tiveram de mudar seus planos devido à pandemia do novo coronavírus.

Continuou pegando um avião, mas mudou o destino. De Paris para o Rio de Janeiro, a jogadora foi participar do ambicioso projeto do Flamengo, que tinha ninguém menos que Bernardinho na liderança.

No Fla, seria a quarta opção para o ataque, mas acabou tomando conta posição em pouco tempo. Brilhou no Torneio Super Vôlei, recebendo o prêmio de melhor ponteira da competição e a condição de titular.

Pela equipe carioca, venceu o campeonato estadual, seu primeiro título como profissional, e teve excelente desempenho na Superliga. Tanto que ficou nas cabeças das estatísticas ofensivas — e entrou na nossa lista das melhores jogadoras da Superliga Feminina de Vôlei.

Ao fim da temporada, retomou os planos europeus mas novamente com um mudança de destino. Ao invés da França, foi para a Turquia, atuar no Fenerbahçe.

Títulos e medalhas de Ana Cristina

  • Campeonato Carioca (2021)
  • Supercopa do Brasil – Medalha de Prata (2021)
  • Troféu Super Vôlei – Medalha de Prata (2021)
  • Mundial Sub-18 – Medalha de Bronze (2019)
  • Sul-Americano Sub-18 – Medalha de Bronze (2018)

Curiosidades sobre Ana Cristina

  • Ana Cristina é filha de uma ex-jogadora de vôlei, Cecília Menezes, que atuou como ponteira em clubes como Flamengo e Pinheiros.
  • O pai de Ana Cristina também é ex-atleta, no caso de basquete. Alex Souza tem passagens por Flamengo e São Caetano, entre outros clubes brasileiros.
  • Segundo o site Volleybox, seu namorado também é atleta, o levantador Jó Neto, levantador do Vila Nova/Universo.
  • Ana Cristina é uma leitora ávida, especialmente de biografias e livros de história.
  • Em 2020, Ana Cristina e a família estavam de malas prontas para a França. Mas a pandemia mudou seus planos e eles ficaram no Brasil e foram jogar no Flamengo de Bernardinho.
  • Nessa ida à França, foi apurado que ela teria recebido uma proposta para se tornar cidadã do país, tudo visando a Olimpíada de 2024, em Paris.

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*Última atualização em 19 de maio de 2021