Relembre a carreira de Marcelo Bielsa, técnico do Leeds, e entenda como ele influenciou alguns dos melhores treinadores de futebol do mundo

Marcelo Bielsa voltou aos holofotes do futebol mundial. O acesso do Leeds United, clube treinado pelo argentino e que em 2020 completou 16 anos fora da Premier League, fez os olhares se voltarem mais uma vez às ideias de um jogo ideal: corajoso, veloz e ofensivo, com a cara “El Loco”.

Até porque é simplesmente impossível um time comandado por Bielsa não ter a sua cara. Intenso, didático e absolutamente obcecado por futebol, o argentino sempre busca transformar o clube em que trabalha.

Nesse sentido, o treinador é muito bem-sucedido em sua carreira. Seja pelo sucesso ou pelo insucesso, El Loco deixou sua marca por onde passou.

A maneira de Bielsa de enxergar e treinar o futebol é tão específica, e, para muitos, tão disruptiva e inovadora, que foi quase inevitável que se formasse uma escola com os seus métodos.

Os formados? Alguns dos melhores técnicos de futebol da atualidade. Tata Martino, Marcello Gallardo, Mauricio Pochettino, Jorge Sampaoli e o maior deles, Pep Guardiola.

No texto a seguir, vamos falar como Marcelo Bielsa influenciou e ainda influencia o futebol mundial, e como sua carreira bem pouco usual contribuiu para isso.

A carreira de Bielsa: de tri Argentino a tri demitido

Na juventude, Bielsa não conseguiu transformar sua paixão por futebol por talento em campo. Filho de uma família abastada, de advogados e políticos, o jovem Marcelo largou tudo para jogar bola, mas só foi um atleta profissional por três anos.

A frustração dentro de campo se tornou conhecimento fora dele. Mergulhado nos estudos, Bielsa conseguiu um trabalho como técnico na base do Newell’s Old Boys, clube que já tinha lhe dado sua primeira chance como um zagueiro de pequena intimidade com a bola.

Com a energia e o entusiasmo que hoje são característicos, o argentino garimpou e lapidou toda uma geração de jogadores do Newell’s de 1988. Entre os mais conhecidos, os defensores Eduardo Berizzo, hoje treinador da Seleção Paraguaia, e Mauricio Pochettino, técnico vice-campeão da Champions League 2018-19 com o Tottenham.

Eles não tiveram grandes papéis no time do Newell’s daquele ano, que conquistou o Campeonato Argentino e o vice da Libertadores. Mas, para um time que alcançou tudo isso apenas com jogadores formados nas próprias categorias de base, o trabalho de Bielsa certamente foi notado.

Tanto que em 1990, depois de dois anos do Newell’s sem conseguir repetir o feito de 88, El Loco assume o comando técnico, seguindo um desmanche no elenco, que perde, por exemplo, o jovem atacante Gabriel Batistuta.

Com Bielsa, Pochettino, Berizzo e outros jovens ganharam espaço, e foram essenciais para o hoje famoso sistema de jogo do treinador, de fluidez, ofensividade e muita intensidade.

Cheio de jovens e ideias refrescantes, o Newell’s conquistou o bicampeonato argentino em 1991 e 1992, além ter terminado como vice da Libertadores de 1992, derrotado pelo São Paulo de Telê, Raí e Cafu.

Apesar da contribuição dos jovens, o destaque daquele time era Gerardo “Tata” Martino, um típico meia argentino, ídolo dos Leprosos. Martino foi mais um que virou técnico, campeão com o Barcelona e hoje no comando da Seleção Mexicana.

Bielsa no futebol mexicano

Exausto pela intensidade com a qual trabalhou no banco do Newell’s, e em julho de 1992, Bielsa aceitou uma tentadora proposta do Atlas, do México.

Ele foi ao clube primeiro como um Executivo de Futebol, para reestruturar toda a base do clube de Guadalajara, dono de um só título mexicano, na década de 50. A ideia era usar muitos dos métodos do argentino com os juvenis dos Newell’s, em especial sua capacidade de garimpar talentos.

O plano deu muito certo e, até 2010, o Atlas foi considerado o melhor centro de formação de jovens jogadores no México. Em 2006, metade da seleção era formada por crias da base estruturada por Bielsa. Os mais famosos são o meia Andrés Guardado e o zagueiro Rafa Márquez.

El Loco resistiu, mas acabou por assumir também o banco do Atlas, onde ficou até 1994. Em 95, ainda no México, fez um ótimo primeiro semestre com o América, de onde saiu brigado, contrariado com as exigências midiáticas do clube.

Volta à Argentina e chegada à seleção

Retomou o rumo da carreira em 1997, quando voltou à Argentina para comandar o Vélez Sarsfield. Com maior conhecimento de causa, e talvez um maior respeito e compreensão por parte do povo e dos dirigentes argentinos, Bielsa conseguiu levar o Vélez ao título do Campeonato Argentino de 1998.

Esse entendimento com o futebol argentino certamente influenciou o convite que a AFA enviou ao treinador, para assumir a seleção albiceleste, ainda em 98.

No comando da Argentina, El Loco fez um grande trabalho nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, liderando a classificação de cabo a rabo. Foi na Seleção que o “estilo Bielsa” ficou conhecido mundialmente. E, realmente, aquele time praticava um bom futebol, daqueles que instigam a gente a assistir ao jogo.

Talvez tenha sido a boa campanha que o manteve no cargo depois da eliminação na fase de grupos na Copa na Coréia e no Japão. Bielsa estendeu seu trabalho até 2004, quando ganhou o Ouro nas Olimpíadas de Atenas.

Dois grandes treinadores de sucesso nos dias de hoje faziam parte daquele grupo, Marcelo Gallardo e Diego Simeone, e ambos admitiram a influência de Bielsa em suas carreiras na área técnica.

El Loco na Seleção Chilena e o estágio de Guardiola

Três anos após o Ouro Olímpico, Bielsa assumiu o comando da Seleção Chilena, em mais um projeto de reestruturação em construção. O treinador formou mais um grupo talentoso, que jogava um futebol ofensivo, corajoso e intenso, que chegou até as oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, derrotado pela Seleção Brasileira de Dunga, Kaká e Robinho.

Seus anos no Chile (2007-2011) foram dos mais prolíficos de sua carreira. Do seu trabalho, formou-se a base da Seleção Chilena bicampeã da Copa América, despontaram dois dos mais bem-sucedidos jogadores chilenos — Vidal e Sánchez — e talvez o melhor técnico espanhol de todos os tempos, Pep Guardiola.

Finalizando seus estudos para se tornar treinador, Guardiola foi atrás de um estágio com Bielsa, que aconteceu em meados de 2007. O período moldou metodologia de treinos do espanhol e influenciou diretamente o sistema de jogo do Barcelona nos primeiros anos de Pep como treinador.

Sucesso na Espanha e demissões na Itália e na França

Guardiola sempre fez questão de exaltar o mentor e não demorou muito para se enfrentarem em campo. Depois do Chile, Bielsa assumiu mais um projeto que aliava seu sistema de jogo com o seu know-how em reestruturação de categorias de base, dessa vez no Athletic Bilbao.

Com a tradicional restrição a jogadores não-bascos, o Athletic testou toda a capacidade do argentino na observação e desenvolvimento de jovens jogadores. Ao mesmo tempo, ofereceu a ele um ambiente ideal, com uma ética de trabalho de muito esforço e aberta à inovação, além de uma cultura de futebol combativa e intensa.

A temporada 2011-12 foi um sucesso, com o Bilbao alcançando as finais da Copa do Rei e da Liga Europa.

A ironia passeou nesses dois confrontos, já que Bielsa foi derrotado por dois de seus pupilos, e ambos por 3 a 0 — Guardiola e o Barcelona na Copa e Simeone e o Atlético de Madrid na Liga.

O baque foi grande na carreira do argentino. Seu prestígio nunca foi tão grande, mas os resultados não aconteciam e as polêmicas se acumulavam.

Depois de sair do Bilbao, em 2013, acumulou três demissões em três anos, incluindo o bizarro negócio com a Lazio, de onde saiu apenas dois dias depois de ter assinado contrato. Os franceses Olympique de Marselha e Lille completam a trinca.

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O trabalho de Bielsa no Leeds

A segunda metade da década de 2010 arranhou a imagem de Bielsa como técnico. Suas ideias seguiam ganhando o futebol mundial, com cada vez mais times jogando futebol de maneira intensa, ofensiva e com a bola no pé, mas o Lille que deixou à beira do rebaixamento em 2017 não contribuiu para o andamento da sua carreira.

Eis que em 2018 El Loco vira The Crazy One. O Leeds United fez o convite, ofereceu o maior salário da história do clube e levou o treinador argentino para a Championship, a segunda divisão do Campeonato Inglês.

Para quem já participou de duas Copas do Mundo, disputar uma série B, mesmo que mais rica que muita série A por aí, parecia um tamanho retrocesso. Acontece que Bielsa se especializou em projetos de retomada e viu um grande potencial no Leeds.

Na Inglaterra, encontrou um ambiente muito parecido com aquele que encontrou no Athletic Bilbao, de profissionais comprometidos, de uma diretoria com a vontade de inovar e com a possibilidade de formar um timaço com os milhões que seguem um acesso à Premier League.

Mais uma vez, o impacto do trabalho do treinador foi visto rapidamente. Internamente, treinamentos intensos e métodos para lá de peculiares. Dentro de campo, um futebol ofensivo e uma largada de oito jogos de invencibilidade.

A primeira parte do roteiro dos últimos anos de Bielsa se cumpria. A segunda parte não tardou para acontecer, com o Leeds, que foi aos playoffs — a repescagem para a última vaga à Premier League — da Championship, eliminado pelo Derby Country do técnico Frank Lampard, hoje no Chelsea.

O começo animador e o fracasso retumbante podem ter sido os mesmos, mas o meio do caminho que foi completamente fora do script. E olha que estamos falando da história de um cara apelidado de “louco”.

O caso de espionagem de adversários

Tudo começa em janeiro de 2019. Marcelo Bielsa convoca uma entrevista coletiva depois de virem à tona acusações de espionagem por parte do argentino e sua comissão técnica. Na coletiva, que foi mais um pronunciamento de mais de uma hora, o treinador admitiu tudo.

Entre a confissão e o detalhamento de todo o estudo pré-jogo feito por ele e por seus auxiliares, Bielsa contou uma história muito interessante, do seu último confronto contra o Barcelona de Guardiola, em 2012:

A repercussão do caso foi grande, o Leeds e o treinador foram multados, mas não houve punição dentro de campo.

O fair play que custou o acesso à Premier League

Em abril que o bicho pegou de verdade. Jogando contra o Aston Villa, um dos adversários diretos na briga pelo acesso, o Leeds abriu o placar com um gol que violava o fair-play.

Foi aquela velha história. Jogador do Villa caído, os colegas pedem e o jogador do Leeds chuta para frente. Tudo certo. Só que o meia Klich, do Leeds, não estava nem aí, recebeu o “lançamento” e foi com bola e tudo para dentro do gol.

A confusão estourou em campo e entre comissões técnicas. E aí que Bielsa surpreendeu, ordenando que seus jogadores abrissem caminho para o empate do Villa, que de fato aconteceu.

 

Depois da eliminação nos playoffs, o caso foi imediatamente lembrado. Na altura do 1 a 1, o Leeds tinha chances matemáticas de se classificar diretamente ao Campeonato Inglês, e Bielsa ficou com a culpa da desclassificação.

A diretoria do Leeds mesmo assim bancou o treinador. Até porque as chances de classificação eram puramente estatísticas, já que o Sheffield, que estava na frente na tabela, precisava perder, o que não aconteceu, e tinha ainda uma diferença de 13 gols no saldo.

A partir daí que o “roteiro Bielsa” mudou completamente.

Enfim, o acesso do Leeds após 16 anos

Em vez da intensidade do time arrefecer e o comando do argentino perder a força, o Leeds se manteve impecável durante toda a campanha da Championship 2019-2020, mesmo com a parada totalmente fora dos padrões, por conta do coronavírus.

Os “Brancos” fizeram uma temporada incrível, batendo o seu recorde de pontos numa competição (87) e conquistando o acesso e o título da Championship com dois jogos de antecedência e sem nem entrar em campo.

Então, o trabalho que parecia ser o ponto mais baixo da carreira de Bielsa, passa a ser a sua grade retomada. Veremos o mais louco e mais influente dos técnicos na mais disputada liga do mundo, com um elenco, uma torcida e uma cidade nas mãos, e uma boa grana para investir. A ver!

Os seguidores de Bielsa

Em 30 anos de carreira, Marcelo Bielsa desenvolveu um método de trabalho efetivo e rico em conceitos de ofensividade, verticalidade e fluidez. É tanta informação e contextualização que há livros e cursos inteiros dedicados ao “método Bielsa”.

Tamanha autoridade gerou, naturalmente, uma sorte de seguidores. Muitos dos seus conceitos marcaram a geração de treinadores que domina o futebol mundial. Vejamos alguns deles abaixo.

Há, claro, um número muito maior se considerarmos os profissionais em desenvolvimento, que foram comandados por El Loco e estão dando seus primeiros passos na carreira. Para não passar batido: Gabriel Heinze, Pablo Aimar, Walter Samuel, todos treinados por Bielsa na Argentina, e Andoni Iraola, dos tempos de Bilbao.

Tata Martino

Gerardo “Tata” Martino é provavelmente o primeiro pupilo de Bielsa. Martino jogou sob o comando do treinador no Newell’s bicampeão argentino de 1991 e 1992, e mesmo que tenha sido só o começo da carreira de El Loco, já deu para aprender muita coisa.

Para começar, a ação proativa dos seus times, buscando o protagonismo do jogo com posse de bola, intensidade e ofensividade. Antes, na preparação, segue o método Bielsa de estudo dos adversários. Não, não a espionagem, mas a extensiva e um tanto obsessiva análise em vídeo.

Nos treinos, emula o planejamento Bielsa para movimentos específicos, dando aos seus jogadores um leque de opções “pré-programadas” para serem executadas. O resultado, quando tudo dá certo, é um jogo bastante efetivo e intenso, como foi a estreia de Tata no comando do México:

Diego Simeone

Pode chocar ter Diego Simeone na lista. O Cholo é sem dúvidas o “discípulo” com a proposta de jogo mais distante da proposta de Bielsa. O que não quer dizer, porém, que o treinador do Atlético de Madrid não compartilhe dos ensinamentos do seu mentor.

A intensidade de ambos por exemplo, é clara. No campo, os movimentos planejados, a pressão, a velocidade, tudo esta lá, além do que parece ser praxe dessa lista, o minucioso estudo do adversário.

Veja os treinos de Simeone e Bielsa e tire suas próprias conclusões:

Gallardo e Coudet

Gallardo e Coudet, de River Plate e Internacional, respectivamente, são dois bielsistas convictos e seguem os métodos do treinador de maneira semelhante. Combinam os métodos de preparação — análise minuciosa, planejamento de movimentos — com suas próprias interpretações das táticas de Bielsa.

Por exemplo, os dois gostam de trabalhar com defesas fluídas, que se revezam entre dois e três zagueiros em função do ataque rival, o que é um dos pilares da tática de Bielsa, mas quase sempre adotam esquemas com dois atacantes, o que é quase um “pecado” no entendimento do técnico argentino.

Ainda assim, dentro de campo, a intensidade, a ofensividade e as movimentações seguem a mesma linha dos times de El Loco.

Mauricio Pochettino

Pochettino é um seguidor por convicção, mas também por respeito. Foi Bielsa quem descobriu o jovem zagueiro e o levou para o Newell’s. O ex-treinador do Tottenham então pode agradecer duas vezes a Bielsa, já que muitas das ideias do mentor estão presentes no sucesso do modelo de jogo do pupilo.

Além dos já mencionados métodos de preparação, do planejamento de movimentos e da defesa fluída, Pochettino utiliza os alas de uma maneira muito similar à de Bielsa, muito usados na construção dos ataques e na pressão à defesa adversária.

A partida maluca entre Tottenham e Manchester City, na Liga dos Campeões 2018-19, mostrou bastante da velocidade, da ofensividade e da “loucura” do time de Pochettino:

Jorge Sampaoli

Dentre todos os treinadores influenciados por Bielsa, talvez Jorge Sampaoli seja o mais rígido na hora de seguir os ensinamentos. O próprio admitiu ser um “bielsadependente” em um momento da vida.

No campo, Sampaoli usa muitos dos mecanismos do “louco”: a velocidade, a dinâmica dos dois ou três zagueiros, a construção de jogo pelos lados, a pressão constante na marcação e adiciona ainda os movimentos sincronizados entre os alas e os pontas.

Comandando o Chile, o carequinha chegou a usar outro posicionamento muito usado por Bielsa, o do “enganche”, aquele meia-atacante que fica atrás do centroavante e conecta todo o sistema ofensivo.

Veja, por exemplo, dois jogos Chile x Espanha, um com Bielsa, e outro com Sampaoli, e note as inúmeras semelhanças:

Pep Guardiola

Deixamos o melhor por último. Pep Guardiola não foi o primeiro, mas certamente é o mais importante dos seguidores de Bielsa.

Muito bem-sucedido e extensamente estudado, Guardiola jogou uma luz sobre muitos dos conceitos e metodologias do treinador argentino, hoje seguidas direta ou indiretamente por muitos dos times de ponta do futebol mundial. Talvez a questão do estudo dos adversários seja o melhor exemplo disso.

Para além do sucesso, o caso de Guardiola é especial porque o espanhol não fez uma simples cópia do estilo de Bielsa, mas incorporou o que interpretou como mais importante.

O seu Barcelona não era lá muito parecido com os trabalhos de Bielsa, especialmente na velocidade e intensidade de jogo. Mas eram inúmeros os mecanismos utilizados por ambos.

A pressão após a perda de bola era uma; a segmentação no meio campo, formado por um “5” clássico (Busquets), um volante construtor (Xavi) e um meia articulador (Iniesta), outra.

O uso dos pontas bem abertos também foi uma influência de Bielsa. Mesmo quando o estilo de Guardiola foi se transformando durante a carreira, havia um quê do argentino.

No Bayern, por exemplo, mesmo quando começou a usar uma dupla de ataque, começou a usar a zaga fluída de acordo com o adversário. No Manchester City, a combinação de velocidade e troca de passes é muito parecida, ora, com o que o Leeds faz em campo.

Marcelo Bielsa: times e títulos

Times comandados por Bielsa

  • Newell’s Old Boys (1990-1992)
  • Atlas (1992-1994)
  • América (1995-1996),
  • Vélez Sarsfield (1997-1998)
  • Espanyol (1998)
  • Seleção Argentina (1998-2004)
  • Seleção Chilena (2007-2011)
  • Athletic Bilbao (2011-2013)
  • Olympique Marseille (2014-2015)
  • Lille (2016-2017)
  • Leeds United (2018-)

Títulos de Marcelo Bielsa

  • Campeonato Argentino (1991, 1992, 1998)
  • Campeonato Inglês – Segunda Divisão (2020)
  • Jogos Olímpicos (2004)
  • Copa da Catalunha (1998)

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*Última atualização em 18 de julho de 2020

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