Conheça a história de Niki Lauda, saiba como foram os três títulos na Fórmula 1, o acidente marcante e sua trajetória até a morte em 2019!

O dia 20 de maio de 2019 marca uma página triste para a história do automobilismo. Um dos maiores pilotos de todos os tempos, o austríaco Niki Lauda morreu aos 70 anos.

Tricampeão de Fórmula 1 e único a vencer o campeonato mundial tanto por Ferrari quanto por McLaren, Lauda teve falência renal e morreu ao lado dos familiares. Fora das pistas, ele era presidente não executivo da Mercedes.

Como a trajetória de Niki Lauda na Fórmula 1 foi encerrada em 1985, não são muitos os que puderam acompanhar todo o seu talento. Mas isso não impede que a gente relembre todos os seus feitos. E não foram poucos!

Fique com a gente e conheça todos os detalhes da história de Niki Lauda!

Infográfico: o desempenho de Niki Lauda na Fórmula 1

Niki Lauda

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Quem foi Niki Lauda?

Tricampeão da Fórmula 1, Niki Lauda morreu em 21 de maio de 2019

O austríaco Niki Lauda foi tricampeão da Fórmula 1. Ele disputou 177 GPs na principal categoria do automobilismo e conquistou 25 vitórias.

Campeão mundial em 1975, 1977 e 1984, é o único piloto a vencer a F1 tanto pela Ferrari quanto pela McLaren.

Suas conquistas na Ferrari aconteceram nas temporadas 1975 e 1977. Em meio aos dois títulos, o austríaco passou pelo momento mais difícil de sua carreira.

Em 1976, Lauda sofreu acidente em Nürburgring, na Alemanha, e teve queimaduras em parte de seu corpo.

Apesar das lesões, conseguiu voltar a competir naquela mesma temporada e perdeu o título para o inglês James Hunt por apenas um ponto — Lauda abandonou a última prova da temporada, o GP do Japão, por consequência da forte chuva, enquanto Hunt chegou em terceiro.

Depois de deixar a Scuderia Ferrari, Niki Lauda chegou a paralisar sua carreira, após passagem pela Brabham. Em 1982, ele voltou à F1 para correr pela McLaren, equipe em que conquistou seu terceiro título em 1984.

Seu último GP na Fórmula 1 foi na Austrália, em 1985.

Quando e como Niki Lauda começou a Fórmula 1?

A trajetória de Niki Lauda na Fórmula 1 foi iniciada graças a investimentos feitos pelo próprio piloto austríaco. Ainda que sua família pudesse ser considerada rica, o seu avô banqueiro não quis apoiá-lo. Assim, Lauda pegou empréstimo em outro banco.

Com o dinheiro recebido, Niki Lauda comprou uma vaga na equipe March. Sua estreia na Fórmula 1 foi no GP da Áustria de 1971, quando abandonou por problemas mecânicos.

Em 1972, ainda na March, Lauda não pontuou. Sua melhor colocação foi o 7º lugar no GP da África do Sul.

Já na temporada 1973, o piloto austríaco seguiu para a BRM. Seus primeiros pontos na F1 vieram com o quinto lugar no GP da Bélgica.

Chegada de Niki Lauda à Ferrari

Indicado pelo piloto suíço Clay Regazzoni, Niki Lauda foi contratado pela Ferrari para 1974.

Foi na escuderia italiana que Lauda venceu sua primeira corrida na Fórmula 1, no GP da Espanha, disputado em Jarama.

Ainda em 1994, Niki Lauda venceu o GP da Holanda e foi segundo colocado em três provas. Com 38 pontos somados, foi o quarto colocado do mundial vencido pelo brasileiro Emerson Fittipaldi.

O primeiro título de Lauda na Fórmula 1 veio em 1975.

Quantas vezes Niki Lauda foi campeão da Fórmula 1?

Niki Lauda foi tricampeão da Fórmula 1. Pela Ferrari, ele conquistou os títulos de 1975 e 1977. Em feito jamais repetido na história da categoria, o austríaco foi campeão pela escuderia italiana e também pela McLaren — no time inglês, ele ganhou o mundial de 1984.

Entenda, a seguir, como foram os três títulos conquistados por Niki Lauda na Fórmula 1.

Primeiro título mundial na Ferrari

Depois de ficar em quarto lugar no mundial de 1974, Niki Lauda venceu 5 corridas na temporada de 1975 e superou Emerson Fittipaldi na disputa pelo título.

O austríaco ganhou os GPs de Mônaco, Bélgica, Suécia, França e Estados Unidos, além de ter ficado em segundo na Holanda e em terceiro na Alemanha.

Acidente trágico em 1976

No momento em que se destacava como o grande piloto da Fórmula 1, Niki Lauda passou pela pior situação de sua carreira.

Depois de vencer os GPs da Bélgica, de Mônaco e da Grã-Bretanha, Lauda sofreu acidente em Nürburgring, na Alemanha, ficou preso nas ferragens enquanto o carro se incendiava e teve queimaduras, inclusive no rosto e em parte da orelha direita.

Em uma recuperação impressionante, apenas 43 dias depois da batida, o austríaco voltou a pilotar a Ferrari nos treinos para o GP da Itália. Ele ficou em quarto naquela corrida e se manteve na briga pelo título.

Antes da última prova da temporada, o GP do Japão, Lauda tinha 68 pontos e seu principal rival, James Hunt, 65. No fim, as condições do tempo acabaram determinando o campeão.

A contragosto, Niki Lauda optou por abandonar a corrida depois de dar duas voltas. Já James Hunt ficou com o terceiro lugar e foi campeão com apenas um ponto de vantagem para o austríaco.

Dica da Esportelândia: a rivalidade de Lauda com o piloto inglês James Hunt é retratada no filme Rush. Vale a pena ver!

Bicampeonato na Scuderia Ferrari

Em 1977, Niki Lauda não deu brechas para os concorrentes. Ele chegou ao pódio em 10 das 17 corridas e venceu os GPs da África do Sul, da Alemanha e da Holanda.

Apesar de conquistar dois títulos em quatro anos na Ferrari, Lauda optou por deixar a equipe, seguindo para a Brabham-Alfa Romeo, dirigida por Bernie Ecclestone.

Na nova equipe, ele venceu duas corridas e terminou a temporada de 1978 em quarto lugar — o título ficou com o americano Mario Andretti, da Lotus.

Já em 1979, a temporada de Niki Lauda foi marcada por uma série de abandonos e nenhum pódio.

O piloto austríaco optou, então, por deixar a Fórmula 1 e se dedicar à companhia aérea que acabara de fundar, a Lauda Air.

Retorno à Fórmula 1 na McLaren

O retorno de Niki Lauda aconteceu em 1982. Contratado pela McLaren, o austríaco venceu duas corridas e terminou o campeonato em quinto lugar, enquanto o título ficou com o finlandês Keke Rosberg.

Em 1983, Lauda chegou ao pódio nas duas primeiras provas, mas a McLaren não resistiu à disputa com os motores turbo e ele terminou o campeonato em décimo.

O tricampeonato mundial veio com o avanço do motor TAG-Porsche usado pela McLaren.

Tricampeonato mundial e despedida

O terceiro título de Niki Lauda na Fórmula 1 veio em 1984, na temporada mais equilibrada de todos os tempos.

Lauda venceu 5 GPs (África do Sul, França, Grã-Bretanha, Áustria e Itália) e somou quatro segundos lugares. Com 72 pontos, ele ficou apenas a meio ponto do vice-campeão e companheiro de equipe Alain Prost.

Niki Lauda e Alain Prost

Prost venceu 7 GPs, incluindo o do Brasil, e somou 71,5 pontos. O fato curioso é que o meio ponto que afastou o francês do título foi consequência de uma solicitação do próprio piloto.

Alain Prost solicitou que o GP de Mônaco fosse interrompido por causa da chuva. Ele venceu aquela prova, mas recebeu apenas metade dos pontos, já que a corrida não teve todas as voltas.

Se a corrida de Mônaco tivesse sido disputada até o fim, Prost teria os pontos suficientes para conquistar seu primeiro título mundial, que acabou vindo somente na temporada seguinte.

Em 1985, Lauda venceu apenas o GP da Holanda. Ele abandonou 11 corridas e se despediu no GP da Austrália, ficando apenas em décimo no mundial.

Números de Niki Lauda na Fórmula 1:

  • Títulos: 3 (1975, 1977 e 1984)
  • GPs: 177
  • Vitórias: 25
  • Percentual de vitórias: 14,12%
  • Pódios: 52
  • Poles: 24

Quais foram as equipes de Niki Lauda na Fórmula 1?

Em sua trajetória na F1, o piloto austríaco defendeu 5 construtores. A primeira equipe de Niki Lauda na Fórmula 1 foi a March, em 1971 e 1972.

Posteriormente, ele passou por BRM, Brabham, Ferrari e McLaren, conquistando títulos pelas duas últimas.

As equipes de Niki Lauda na Fórmula 1

  • March: 1971 e 1972
  • BRM: 1973
  • Ferrari: 1974 a 1977
  • Brabham: 1978 e 1979
  • McLaren: 1982 a 1985

Trajetória de Niki Lauda como dirigente

É válido destacar que as equipes acima são as de Niki Lauda como piloto. Ele chegou a voltar à Fórmula 1 como dirigente.

Nos anos 1990, o austríaco foi consultor da Ferrari. Em 2002, ocupou o mesmo cargo na Jaguar.

Seu momento de maior destaque como gestor foi na Mercedes, como presidente do Conselho de Supervisão.

No cargo desde 2012, ele teve papel determinante para a contratação de Lewis Hamilton, pentacampeão entre 2014 e 2018.

Como Niki Lauda morreu?

Niki Lauda morreu em 20 de maio de 2019, aos 70 anos, em consequência de falência renal. O ex-piloto estava em Viena, acompanhado dos familiares, que divulgaram um comunicado lamentando a morte de um dos maiores nomes da história do automobilismo.

“Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira, 20 de maio de 2019. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis; seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá sua falta”.

Em 2018, Niki Lauda havia passado por um transplante de pulmão e chegou a ficar dois meses internado. Ele já havia recebido rins transplantados — pelo irmão Florian, em 1997, e, em 2005, pela esposa Birgit Wetzinger.

Segundo os médicos, a necessidade de um transplante de pulmão em 2018 não teve qualquer relação com o grave acidente sofrido no GP da Alemanha em 1976, quando ele teve parte do corpo queimado e inalou gases tóxicos.

Fato é que Niki Lauda escreveu uma das mais brilhantes páginas da história da Fórmula 1, com diversos capítulos espetaculares. O austríaco deixará saudades!

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Niki Lauda: saiba tudo de um dos maiores pilotos da história
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