O Breaking nasceu nas ruas em meio ao caos dos grandes centros urbanos do mundo. O estilo mistura a dança, acrobacias e um estilo muito particular de cada praticante. Gradualmente, foi conquistando mais adeptos no mundo e montando grandes competições.

A modalidade agora é esporte olímpico! Sim, o Breaking vai fazer parte das Olimpíadas de Paris em 2024. Vamos agora conhecer um pouco mais a respeito de sua história, como serão as disputas nas olimpíadas, as principais promessas do Brasil de medalha e muito mais! 

História

O Breaking nasceu no bairro do Bronx, em Nova York, nos Estados Unidos. Por meio dos afroamericanos, latinos e imigrantes. O estilo está amplamente vinculado ao Hip Hop, que sempre está presente nas apresentações dos chamados b-boys ou b-girls, os quais são os praticantes do Breaking.

Os Djs Kool Herc e Grandmaster Flash organizavam grandes festas nas ruas, ao som de muito Hip Hop. O movimento atraia uma série de jovens que vivam em meio a muita violência no bairro do Bronx.

As pistas eram um verdadeiro refúgio, local que em que os B-Boys e B-Girls se expressavam de maneira livre por meio da dança e também de giros que faziam o público presente enlouquecer.

Com a forte presença americana em outras culturas por meio dos filmes e da música, o Breaking, se espalhou para os mais diversos lugares do mundo, conquistando uma série de novos adeptos.

A dança foi alimentada demais por diversas inspirações musicais vindas do Groove, ritmos latinos, africanos e também do Original Funk.

Vale também lembrar a questão das disputas, o Breaking possui um lado competitivo muito forte, serviu como demarcação de território entre gangs nos Estados Unidos.

Breaking ou Break Dance?

A forma correta é Breaking. Quando o estilo se popularizou na grande mídia, passaram a adotar o nome “breakdancing”, por puro desconhecimento ainda a respeito. Com o tempo, o Breaking se popularizou no mundo e muitas competições começaram a surgir.

Red Bull BC One

A maior competição de Breaking 1×1 do planeta é o Red Bull BC One. A competição acontece todos os anos, desde 2004, com um brasileiro já tendo vencido uma edição. Ao todo,16 dos melhores B-Boys e 16 das melhores B-Girls do mundo disputam o torneio.

Antecipadamente, é feito um processo de classificação, até sobrar somente os melhores. Na última edição, em 2022, B-Boy Victor dos Estados Unidos foi o campeão da vez, em Nova York.

Em 2010, o Brasil venceu com B-Boy Neguin, sendo o único brasileiro até hoje a vencer a competição. Em 2005, B-Boy Pelezinho chegou muito perto, mas caiu na fase de semifinal.

Diferentemente de outros B-Boys, Neguin utiliza em seu estilo diversos aspectos da cultura brasileira, dentre elas, a capoeira e também o jiu-jitsu.

Desde os 5 anos de idade eu fui influenciado pelos meus irmãos mais velhos que dançavam nos clubes de disco e ensaiavam passos em casa. Foi com eles que eu comecei a entender a música e a dança. 

Ao mesmo tempo, eu comecei a praticar Capoeira, que acabou expandindo mais ainda minha paixão pela dança e movimentos acrobáticos, de forma espontânea e culturalmente fundamental”.

Breaking nas Olimpíadas

O Breaking foi confirmado como nova modalidade dos Jogos Olímpicos ainda na edição de Tóquio em 2021. Assim como no Red Bull Bc One, para chegar nas Olimpíadas, é necessário antes passar por um classificatório.

No geral, serão 16 b-boys e 16 b-girls disputando pelas primeiras medalhas da nova modalidade. Foram três caminhos para chegar em Paris: Mundial de 2023 (dois primeiros atletas vencedores por gênero), jogos/campeonatos continentais (10 vagas/ cinco por gênero) e a série de classificatórios olímpicos (14 vagas disponíveis).

Além disso, a anfitriã das Olimpíadas, no caso, a França, garante dois participantes (um por gênero) e quatro vagas de universalidade. Dessa forma, fecha o número dos 32 atletas.

Time brasileiro

O Brasil conta atualmente com 16 nomes para disputar o mundial e também conquistar vaga nos Jogos Olímpicos de Paris. Representando as mulheres: Toquinha, Drika, Pekena, Nathalia, Karolzinha, Mini Japa, Itsa e Maia. Entre os homens estão: Dinho, Luan San, Flash, Kapu, Ratin, Kley, Rato e Bart.

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