Tudo sobre o Oakland Athletics: história da franquia, títulos de World Series, estádio, melhores jogadores e maiores técnicos

Poucas franquias podem se gabar de ter o tamanho do Oakland Athletics.

Além de ser um dos maiores campeões da MLB, o A’s foi um dos dois times a vencer três World Series consecutivas e o único a ter um técnico por 50 anos — que, não por acaso, é quem mais venceu partidas na história do beisebol.

Isso sem falar do Moneyball, que transformou a liga (e talvez o esporte profissional) para sempre.

No texto a seguir, contamos, de maneira dinâmica, os principais pontos dessa história. E fomos além, listando todos os seus títulos e relembrando seus melhores jogadores e maiores técnicos. Um retrato completo, enfim, dessa tradicional franquia da MLB.

História do Oakland Athletics

Foto da noite de estreiado Oakland Athletics na nova sede

A história do Oakland Athletics começa na cidade da Philadelphia, na Pensilvânia, em 1875. Lá, o Athletic Club of Philadelphia, um clube da alta sociedade, se profissionaliza no beisebol e entra na Liga Nacional, a primeira das duas conferências que formam a MLB.

Começa, mas nem tanto; em 1876, o time já estava expulso da liga. Em 1882, o clube tenta de novo a jornada profissional, dessa vez na Associação Americana…e também não dá certo. Encerra os trabalhos em 1891.

Foi só em 1901, com a formação da Liga Americana e a busca por um rival ao Philadelphia Phillies que surgiu de vez o Philadelphia Athletics. Não que fossem as mesmas pessoas envolvidas, mas o time já tinha uma certa tradição, uma base, estava pronto, enfim.

Só foi preciso chamar alguém para administrar a nova franquia, exercer um papel tanto de técnico como de gestor, a primeira versão de um general manager. Connie Mack, ex-catcher e treinador do Pittsburg Pirates, foi o escolhido.

A era Connie Mack

A era Connie Mack e a história em si do Athletics se confundem. Foram, afinal, exatos 50 anos do treinador no cargo.

Treinador não, dono. Logo quando foi chamado, Connie reuniu investidores para aportar a nova franquia. Ele mesmo colocou um dinheiro no bolo, levando 25% da propriedade do A’s.

Oito anos depois, comprou mais 25% e ficou com o controle total das operações de beisebol; um pouco menos de 30 anos depois, em 1937, virou acionista majoritário, apenas um posto oficial para quem já controlava o time há anos.

Além da voz ativa, Mack tinha um bom método de trabalho. Apenas um ano depois de conseguir a autoridade total, levou o Athletics ao seu primeiro título de World Series, em 1910.

Com trinta anos de trabalho, o comandante já tinha montado duas dinastias, a que conquistou o tricampeonato entre 1910 e 1913 e a que faturou o penta com os títulos consecutivos de 1929 e 1930, sem falar nas finais disputadas em 1914 e 1931.

Ao todo, foram oito Ligas Americanas e cinco World Series conquistadas sob a “gestão Mack”, sem falar nas 3731 partidas vencidas, um recorde absoluto entre qualquer treinador da história da MLB.

O fim da era Mack, as disputas de poder e a primeira mudança

Por mais genial que Connie Mack fosse, sua era não foi somente de glórias. Muito difícil, afinal de contas, manter tamanho nível em tanto tempo. Os problemas, porém, eram mais de ordem financeira e humana do que, digamos, temporal.

Mack era um dono de equipe sem dinheiro, pelo menos comparado aos outros magnatas do beisebol. Assim, eram comuns reestruturações no elenco, com direito a venda de destaques.

A questão foi que nos anos quarenta, a pindaíba não pode ser driblada com a sagacidade de criatividade de Mack. Com oitenta anos, o comandante supremo do A’s não parecia ter energia — nem lucidez, segundo consta — para tocar tamanho desafio.

O Philadelphia Athletics se arrastou nessa até 1950, quando os filhos do treinador conseguiram finalmente convencê-lo de sair de cena. Aí veio o segundo problema, a disputa pelo poder.

Brigas entre os herdeiros de Connie e de outro sócio, entre os próprios Macks, ameaças de falência, tudo convergiu para a venda da franquia em 1954 para o magnata imobiliário Arnold Johson. Em 1955, a instituição já zarpava para Kansas City; em 1956, falecia Connie Mack.

O Kansas City Athletics

Contrariando expectativas, o novo Kansas City Athletics foi um sucesso de público, ficando com números atrás somente do Milwaukee Braves, que hoje é o Atlanta Braves.

Só não se manteve a altura desportivamente: em 13 anos na cidade, não conquistou sequer um título da Liga Americana.

O período ficou marcado também pelo “golpe” de Charles Finley, que adquiriu a franquia em meados dos anos sessenta.

Ao assumir a gestão, fez um populismo bacana, cancelando cláusulas de contrato que tratavam de possíveis realocações da equipe e até queimando um ônibus com direção para Nova Iorque, sinalizando o fim de uma “conexão” da antiga direção com o New York Yankees. Uma festa completa.

Mal assinou o contrato, porém, e Finley já começou a procurar um novo lar. Encontrou em 1967, em Oakland.

O Oakland A’s

Enfim, em 1968, surge o Oakland Athletics. O “A’s”, como é mais conhecido, demonstrou uma rápida conexão com a cidade, revivendo em poucos anos a melhor tradição da franquia: as dinastias.

Entre 1972 e 1974, a equipe foi tricampeã consecutiva da World Series. Somente o Yankees (nos anos 30, 40 e no fim dos anos 90) conseguiu o mesmo feito.

Quase que a história se repete no final dos anos oitenta, quando foi à três séries finais entre 1988 e 1990, mas acabou vencendo somente em 1989. Esta final, disputada contra o San Francisco Giants, ficou conhecida como a Bay Bridge Series.

O Moneyball

O Oakland A’s não ganhou outra World Series desde aquela de 1989, mas não deixou de impactar a liga. Entre o fim dos anos noventa e o começo dos anos 2000, o general manager do A’s, Billy Beane, transformou o beisebol.

Sem dinheiro e sem boas perspectiva competitivas, Beane passou a fazer contratações baseado em estatísticas específicas, aumentando o poder dos números e diminuindo o dos olheiros nas decisões.

O processo ficou conhecido como Moneyball e foi retratado num dos melhores filmes de beisebol já lançados, estrelado por Brad Pitt e de título homônimo. O ponto alto da campanha foram as 103 vitórias e o título da Divisão Oeste, em 2002.

Desde então, o Oakland A’s venceu mais cinco  vezes a sua divisão, e se reposicionou como uma das forças da Liga Americana. Daqui a pouco, quem sabe, vem a décima World Series.

Quantos títulos da World Series tem o Oakland Athletics?

O Oakland Athletics tem 9 títulos da World Series. O time é um dos maiores campeões da MLB, atrás apenas de St Louis Cardinals, com 11, e New York Yankees, com 27. O “A’s” é também, junto dos Yankees, uma das únicas franquias a vencer 3 World Series consecutivas.

Abaixo, todas as World Series disputadas pelo Athletics. Em negrito, as vencidas:

  • 1905
  • 1910
  • 1911
  • 1913
  • 1914
  • 1929
  • 1930
  • 1931
  • 1972
  • 1973
  • 1974
  • 1988
  • 1989
  • 1990

Quantos títulos da Liga Americana tem o Oakland Athletics?

O Oakland Athletics tem 15 títulos da Liga Americana, apenas um deles vencido antes da criação do World Series, em 1902.

Quantos títulos de divisão tem o Oakland Athletics?

O Oakland Athletics tem nada menos que 17 títulos de divisão, um dos maiores campeões da Liga Americana nesse quesito. Abaixo, os anos em que foram vencidos.

Títulos da Divisão Oeste:

  • 1971
  • 1972
  • 1973
  • 1974
  • 1975
  • 1981
  • 1988
  • 1989
  • 1990
  • 1992
  • 2000
  • 2002
  • 2003
  • 2006
  • 2012
  • 2013
  • 2020

Qual é o estádio do Oakland Athletics?

Oakland Coliseum, estádio do Oakland Athletics
(Jose Carlos Fajardo/Bay Area News Group)

O estádio do Oakland Athletics é o Oakland Coliseum. Também chamado de RingCentral Coliseum ou Oakland-Alameda County Coliseum, foi inaugurado em 1966 mas só virou a casa oficiald do “A’s” em 1968.

A capacidade do estádio é variável. Em jogos normais, comporta até 46800 pessoas. Em maiores ocasiões, a capacidade pode se expandir para até 55 mil pagantes. A ocupação recorde, no entanto, é de 56 mil pessoas, que foram assistir à uma partida contra o San Francisco Giants em 2018.

Vá além do beisebol! Confira:

Quem é o dono do Oakland Athletics?

John J. Fisher, dono do Oakland Athletics

O dono do Oakland Athletics é John J. Fisher, empresário filho dos fundadores da marca Gap que adquiriu a franquia em 2005.

O envolvimento de Fisher com o esportes vai além da MLB. Ele tem ações do San Jose Earthquakes, da MLS, e do tradicional Celtic, da Escócia.

Quem são os maiores jogadores do Oakland Athletics?

Rickey Henderson, um dos maiores jogadores do Oakland Athletics
(Michael Rondou/Mercury News)

Dificilmente alguém conseguirá repetir o desempenho  de Rickey Henderson. É um dos maiores jogadores do Oakland Athletics e de toda a MLB. Jogou 17 anos pela franquia em 5 passagens diferentes, a mais comprida entre 1979 e 1984.

Apesar de não ter ganhado nenhuma World Series pelo A’s, foi pelo time californiano que teve seus melhores anos. Eles foram essenciais para que o left fielder se tornasse o recordista da MLB em bases roubadas (1406), corridas (2295) e bases roubadas numa única temporada (130).

Foi eleito para o Hall da Fama do Beisebol em 2009, mesmo ano em que seu número 24 de sua camisa foi aposentado pelo Oakland Athletics — uma honraria que compartilha com poucos:

  • Jim “Catfish” Hunter – pitcher por Oakland entre 1965 e 1974, venceu cinco World Series. Sua camisa 27 foi aposentada em 1991.
  • Reggie Jackson – right fielder que atuou pelo A’s de 1967 a 1975. Também faturou cinco WS e teve a camisa nº 9 aposentada, só que em 2004.
  • Dennis Eckersley – arremessador do Oakland Athletics de 1987 a 1995, venceu uma World Series e terminou a carreira com a sua camisa 43 aposentada.
  • Vida Blue – outro pitcher que fez história pelo A’s. Arremessou na Califórnia entre 1969 e 1977, foi três vezes campeão do World Series e entrou para o Hall da Fama da franquia.

Quem são os maiores técnicos do Oakland Athletics?

Connie Mack, um dos melhores técnicos do Oakland Athletics

Seja numa discussão sobre os maiores treinadores do Oakland Athletics ou de toda a MLB, Connie Mack é um nome certo.

O técnico é simplesmente quem mais venceu na história da liga, com 3731 vitórias e o mais longevo comandante de qualquer esporte norte-americano. Mack, ora, esteve no cargo por 50 anos, de 1901 a 1950!!

A longevidade é fruto de uma enorme identificação com a franquia e, claro, uma competência acima da média. O treinador foi capaz de orquestrar duas dinastias diferentes com o A’s, a do começo dos anos 10 e a do fim dos anos 20.

Nelas, faturou cinco títulos de World Series. Na primeira leva, foram três conquistas em quatro anos, sendo dois consecutivos (1910, 1911, 1913). Na segunda, duas consecutivas de três finais disputadas em sequência (1929, 1930; a terceira final foi em 1931).

É até difícil colocar outros profissionais na mesma lista que Connie Mack. Mas estes fizeram por merecer:

  • Tony La Russa – treinador do A’s de 1986 a  1995, venceu três vezes a Liga Americana e uma World Series.
  • Bob Melvin – comandante da equipe desde 2011, liderou a equipe a três títulos de divisão e deve confirmar o recorde de vitórias da franquia daqui um tempo.
  • Dick Williams – em apenas três anos no comando — 1971 a 1973 — venceu duas World Series e alcançou o melhor aproveitamento de um treinador na história da franquia (60,3%).
  • Art Howe – um dos únicos quatro treinadores da história do A’s a alcançar a marca das 600 vitórias, conquistou dois títulos da Divisão Oeste na sua passagem de seis anos, entre 1996 e 2002.

Bonés do Oakland Athletics

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* Última atualização em 15 de fevereiro de 2021

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