Tudo sobre a Gen-7, a sétima geração de carros da Nascar: como são, maiores novidades, resultado dos testes e feedback dos pilotos

A estreia do Nascar Gen-7 pode até ter sido adiada, mas a expectativa sobre ela certamente não diminuiu. Muito pelo contrário.

A nova geração de carros da Nascar é mais do que engenharia e design. É um prenuncio de mudanças mais profundas na categorias, de novas pistas a novos pilotos. O que tem sido alvo de polêmicas, claro.

De qualquer maneira, só veremos a sétima geração da Nascar competindo em 2022. Até lá, você pode matar a ansiedade com o conteúdo que produzimos abaixo. As principais novidades, como foram os testes, até um apanhado histórico dos carros da categoria, tudo, enfim, que você precisa saber sobre a Gen-7.

Como são os novos carros da Nascar

Imagem de carro da 7 geração da Nascar
(Alejandro Alvarez | NASCAR Digital Media)

Como é costumeiro na Nascar, a Gen-7 deve representar algo maior do que mudanças na engenharia e no design dos carros.

A estreia da nova geração deve ser acompanhada por alterações na competição e até no quadro de pilotos — seguindo uma natural renovação após a aposentadoria de algumas lendas do circuito.

A observação das novidades que traz o Gen-7 avaliza essa análise. Os protótipos mais atuais indicam três direcionamentos no desenho: a eficiência, a contenção de gastos e praticidade.

A eficiência dos novos carros pode ser especialmente útil para o maior uso dos traçados rovais nas pistas; a economia visa incluir mais fabricantes no grid e ampliar os negócios da modalidade.

A praticidade, por fim, muito criticada pelos fãs mais tradicionais, de certa forma abre a Nascar para outros tipos (e outras idades) de pilotos, mirando novas audiências para a competição.

As principais novidades do Nascar Gen-7

É importante frisar que a Nascar Gen-7 segue em sua fase de aprimoramentos, que aliás só foi ampliada com o adiamento de sua estreia para 2022.

As mudanças aqui, portanto, são as indicadas a partir dos testes e do feedback dos pilotos. O design, por exemplo, segue uma incógnita. O que realmente pôde ser observado foi:

  • Rodas de liga leve e com porca única
  • Direção com cremalheira
  • Câmbio sequencial com seis marchas
  • Difusor traseiro de maiores dimensões
  • Downforce inteiramente mecânico
  • Pneus maiores
  • Freios maiores
  • Exaustores do escapamento bilaterais

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Os testes da nova geração de carros da Nascar

Primeiro modelo de testes da setima geração de carros da nascar
(divulgação)

Nunca os testes de uma nova geração de carros da Nascar foram tão observados. Obviamente, por conta da paralisação da competição durante a pandemia do novo coronavírus.

Os teses para a Gen-7 começaram em outubro de 2019, começando com o inusitado modelo “camuflado”, repleto de padrões de ilusão de ótica em sua carcaça. Depois, foram testes “secretos” com pilotos consagrados do naipe de Austin Dillon, que correu em Richmond, e Joey Logano, que acelerou em Phoenix.

Somente em novembro de 2020 que dois carros foram testados juntos, para incluir nos dados as respostas para a diferenciada resistência do ar de uma corrida de fato.

Nessa rodada, testaram o Gen-7 os veteranos Kurt Busch e Martin Tuex, que correram em Charlotte tanto no roval quanto no oval.

Os resultados e as impressões dos testes do Nascar Gen-7

Todo o processo da testagem da Gen-7 tem sido bastante sigiloso. Pelo menos até o momento em que Kurt e Tuex foram às pistas.

De resultados a impressões, os ansiosos fãs da Nascar puderam ter valiosos feedbacks sobre a sétima geração:

  • Tempos médios de 83/84 segundos. O recorde da sexta geração é de 85s, feito por Chase Eliott
  • Melhor desempenho na pista roval
  • Resposta mais rápida na frenagem, aceleração e direção
  • Câmbio sequencial útil e confortável
  • Downforce mecânico um tanto problemático
  • Som do carro mais grave e poderoso que agradou os pilotos

Da primeira à sétima geração da Nascar

Primeira geração de carros da Nascar
(Reprodução)

A preparação da sétima geração da Nascar também é uma oportunidade para relembrar os carros que antecederam a Gen-7. Afinal, traçar a evolução das gerações da Nascar ajuda a contar a história da competição em si e, por que não, a do país que a sedia.

Veja a primeira geração, por exemplo, datada do fim dos anos 1940, no pós-guerra. Eram essencialmente comuns e datados de antes da guerra, dado à uma defasagem na produção industrial do país norte americano.

A segunda geração já começa a ter carros com chassis modificados. Era o fim dos anos 1960, do automobilismo entrando em sua “era romântica”. Já nos anos 1970 mas ainda na segunda geração, os carros tinham aerofólios mas não redes de segurança.

A terceira geração de carros da Nascar seguiu essa toada. Lançada nos anos oitenta, foi a primeira a ter carros de fato desenhados para corrida. A segurança, no entanto, ainda estava em marcha lenta: até havia a hoje famosa rede lateral, mas o motor não tinha qualquer restrição de velocidade.

Os carro da era moderna da Nascar

carro da 4 geração da Nascar
(Divulgação/Nascar)

Nos anos 1990, a geração 4 (foto acima) foi a de maiores mudanças, acompanhando as altas cifras que a Nascar passou a movimentar. Foram grandes investimentos na aerodinâmica dos carros e uma impecável atenção aos detalhes.

Depois da trágica morte do lendário piloto Dale Earnhardt, em 2001, a Gen-4 passou a ser mais equipada em dispositivos de segurança, com restrição aos motores e chassis padronizados para todas as equipes.

Essas medidas foram aperfeiçoadas na geração 5, que debutou em 2007 com splitter frontal como uma das principais novidades.

Por fim, em 2012, a Gen-6 aproveitou os avanços do chassi da Gen-5 e apostaram no maior desenvolvimento do design dos carros, numa tentativa de tirar alguns centésimos das voltas ao mesmo tempo em que deixar os modelos mais apelativos para a televisão.

Depois de conhecer os detalhes do Nascar Gen-7, aproveite para conferir outros conteúdos sobre automobilismo:

*Última atualização no dia 6 de dezembro de 2020

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