Antes de mais nada, Gilles Villeneuve é um ex-piloto de automóveis canadense que atuou na Fórmula 1 sendo uma das estrelas da equipe da Ferrari. Acima de tudo, sua estreia aconteceu no ano de 1977, no GP da Grã-Bretanha, pela McLaren. Na ocasião, ele terminou na 11ª colocação.

O COMEÇO DA CARREIRA

Joseph Gilles Henri Villeneuve nasceu na província do Quebec, Canadá. Ele estreou no automobilismo em 1975, após uma breve e vitoriosa carreira como piloto de snowmobile em campeonatos de seu país.

Foi campeão canadense e norte-americano de Fórmula Atlantic, em 1976, e repetiu o título canadense em 1977. Neste ano, em uma corrida no circuito de Trois-Rivières que contou com a presença de pilotos da Fórmula 1.

Derrotou e impressionou positivamente o então campeão mundial, o inglês James Hunt. Isso lhe rendeu um convite para disputar o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em Silverstone, com um terceiro carro da equipe McLaren.

A EXPERIÊNCIA NA FÓRMULA 1

A breve passagem pela McLaren

Com um velho McLaren M23, Gilles largou na 9ª posição, entre os pilotos oficiais da equipe, Hunt e o alemão Jochen Mass. No entanto, problemas mecânicos o atrasaram e o canadense terminou a corrida em 11º lugar.

Dessa forma, a McLaren não convidou mais Gilles para as provas seguintes, mas a sua já crescente reputação e seu estilo arrojado lhe renderam um convite para ser piloto da equipe Ferrari, ainda em 1977, para ser companheiro do argentino Carlos Reutemann.

A ida para a Ferrari

Foi ao volante dos carros vermelhos da equipe italiana que Gilles proporcionou aos espectadores da Fórmula 1 momentos de bravura e perícia que lhe rendeu comparações ao lendário Tazio Nuvolari e uma série de acidentes impressionantes – que lhe renderam o apelido de “piloto voador“.

No mais grave deles, no Grande Prêmio do Japão de 1977, Villeneuve bateu com seu Ferrari 312T2 e o carro do piloto canadense foi lançado na direção de dois espectadores que assistiam a prova em local proibido e que morreram.

Em 1979 a Ferrari substituiu Reutemann pelo sul-africano Jody Scheckter. A nova dupla garantiu o 1º e o 2º lugares, com Scheckter campeão por antecipação, além do Campeonato Mundial de Construtores.

A partir do ano seguinte 1980, por promessa do próprio comendador Enzo Ferrari, a equipe passou a direcionar esforços em prol de Villeneuve, mas não foi capaz de se manter na frente dos outros times.

O TRÁGICO ACIDENTE DE GILLES VILLENEUVE

Em 8 de maio de 1982, Gilles Villeneuve morreu após um acidente durante a sessão de qualificação final para o Grande Prêmio da Bélgica em Zolder.

Com oito minutos restantes para o fim da sessão, Villeneuve aproveitou a sessão depois da primeira chicane e encontrou o March de Jochen Mass retornando para os boxes em velocidade menor através da butte.

Mas viu Villeneuve aproximar-se em alta velocidade e virou-se para a direita para não atrapalhar o canadense. No mesmo instante, Villeneuve também virou para a direita para passar o carro mais lento. Assim, a Ferrari bateu na traseira do carro do alemão e foi lançada ao ar, a cerca de 220 km/h.

O carro voou por 100 m antes de cair no chão e se desintegrar. Villeneuve, ainda preso ao seu assento, mas sem o seu capacete, foi arremessado a mais de 50 m dos destroços para a cerca de proteção na borda externa da curva Terlamenbocht. Como resultado, o piloto faleceu na hora.

CURIOSIDADES SOBRE GILLES VILLENEUVE

Por fim, além da esposa, Gilles Villeneuve deixou um casal de filhos: MelanieJacques Villeneuve, que foi campeão na Fórmula 1 na temporada de 1997. O irmão de Gilles, também chamado de Jacques-Joseph Villeneuve, obteve moderado sucesso nas categorias de acesso por onde Gilles passou.

Mas na Fórmula 1 ele falhou em três tentativas de colocar o carro no grid. Além disso, atuou na Fórmula Indy em 36 provas e obteve uma vitória no Grande Prêmio de Road America em Elkhart Lake em 1985.

Foto destaque: Reprodução/ Famosos