Antes de mais nada, Giancarlo Fisichella é um ex-piloto de automóveis italiano que atuou na Fórmula 1 sendo uma das estrelas da equipe da Renault. Acima de tudo, sua estreia aconteceu no ano de 1996, no GP da Austrália, pela Minardi-Ford. Na ocasião, ele terminou na 16ª colocação.

O COMEÇO DA CARREIRA

Giancarlo Fisichella nasceu em Roma, Itália. Ele começou a carreira no kart aos 11 anos de idade e competiu na Itália até os 15 anos. Foi vice-campeão europeu em 1989 e 1991 e campeão mundial em 1990.

Em 1992, estreou na Fórmula 3 italiana. Na segunda temporada, foi vice-campeão, e conquistou o título em 1994. Em 1995, participou do campeonato internacional de turismo com a Alfa Romeo.

A EXPERIÊNCIA NA FÓRMULA 1

Em 1996, estreou na Fórmula 1. Competindo pela Minardi, substituindo o japonês Taki Inoue. Disputou oito provas antes de ser substituído por seu compatriota, o veterano Giovanni Lavaggi. No mesmo ano, realizou testes para a Scuderia Ferrari.

Para 1997, assinou contrato com a Jordan. No Canadá e na Bélgica, conquistou seus primeiros pódios, ambos na 2ª colocação e terminou o campeonato em 8º com vinte pontos.

Na segunda temporada na Fórmula 1, correu pela terceira escuderia diferente: a Benetton. Os quatro anos que passou na Benetton não foram nada fáceis. Sem os motores Renault, a Benetton passou por sérios problemas.

Ainda assim, em 1998, no GP da Áustria, conseguiu cravar sua primeira pole-position. Em Montreal e Mônaco, completou as provas em 2ºlugar, porém não conseguiu mais pontos naquele ano, terminando em 9º entre os pilotos.

Na temporada seguinte, só esteve presente no pódio uma vez, novamente no GP do Canadá e repetiu a posição do campeonato anterior, com 13 pontos.

No ano 2000, a situação melhorou um pouco e Fisichella ficou entre os três primeiros pilotos nos GPs de Mônaco, do Brasil e Canadá. Tal como ocorrera em 1999, não obteve mais pontos no restante da temporada, mas foi o 6º melhor colocado entre os pilotos.

Em 2001, a Renault comprou a Benetton. Entretanto, Fisichella só conseguiu brigar por posições contra os carros da Minardi e da Prost. No GP da Bélgica, o italiano conquistou o único pódio da equipe naquele ano e foi o 11º da competição, com oito pontos.

Em 2002, voltou a Jordan. No entanto, conseguiu contabilizar somente sete pontos, repetindo a mesma classificação do ano anterior. Ficou até 2004, quando foi contratado pela Sauber, onde fez boas atuações nos GPs do Canadá, Inglaterra e Bélgica. Terminou com 22 pontos e na 11ª posição.

O AUGE COMO PILOTO

Em 2005, voltou a trabalhar com Flavio Briatore, na Renault. Já na abertura do campeonato, Fisichella venceu o GP da Austrália. Entretanto, ao longo do ano, só conseguiu outro pódio no GP da Itália, com uma 3ª colocação e no GP do Japão com a 2ª posição e terminando a temporada em 5º lugar na classificação geral, com 58 pontos, e vendo seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, terminar com 133 pontos e se tornando campeão mundial.

Em 2006 começou de forma parecida vencendo o GP da Malásia, porém nesse ano volta ao pódio em mais quatro oportunidades nos GPs da Espanha, Estados Unidos, China e Japão, todos eles na 3ª colocação. Ao final do campeonato, foi o 4º colocado no mundial de pilotos, com 72 pontos novamente atrás de seu companheiro de equipe que se sagrou bicampeão mundial com 134 pontos.

A PASSAGEM POR OUTRAS EQUIPES

Por fim, em 2007, a Renault não foi a mesma e perdeu muito rendimento com a mudança na marca de pneus e a saída de Alonso da equipe. Dessa vez, Fisichella não conseguiu pódios e acabou o ano na 8ª posição no mundial com 21 pontos

Em 11 de Janeiro, Fisichella foi confirmado como piloto da Force Índia, passando no “Vestibular da F.1”. No Grande Prêmio da Bélgica de 2009, surpreendeu a todos ao fazer a pole e chegar em 2º lugar na corrida, conquistando o primeiro pódio e os primeiros pontos para sua equipe, até então considerada a mais fraca do campeonato.

No dia 3 de setembro de 2009, Fisichella foi anunciado como substituto de Luca Badoer na vaga de Felipe Massa na Ferrari para o restante da temporada de 2009 a partir do GP da Itália, mantendo-se como piloto de testes e primeiro piloto reserva para 2010, quando anunciou sua aposentadoria da Fórmula 1.

Além disso, correu pela DTM em 1995, pela ITCC em 1995 e 1996, a partir de 2010 disputa a FIA WEC tendo sido campeão duas vezes das 24 Horas de Le Mans na classe GTE em 2012 e 2014. Bem como disputou as 24 Horas de Daytona na classe GTLM em 2016 e 2017.

Foto destaque: Reprodução/ Planet F1