Antes de mais nada, Carlos Alberto Reutemann é um ex-piloto de automóveis argentino que atuou na Fórmula 1 sendo uma das estrelas da equipe da Williams. Acima de tudo, sua estreia aconteceu no ano de 1972, no GP da Argentina, pela Brabham. Na ocasião, ele terminou na 7ª colocação.

O COMEÇO DE CARREIRA

Filho de pai argentino e mãe italiana, Reutemann correu pela primeira em 1965, em um carro Sedan Fiat. Depois de competir em carros de turismo e na Fórmula 2, na Argentina, ele se mudou para a Europa em 1970 para dirigir um Brabham, para o Automóvel Clube da Equipe Argentina, na série de F2 europeia.

Imediatamente recebeu atenção quando derrotou o piloto austríaco de Fórmula 1 Jochen Rindt, na 1ª volta de sua primeira corrida em Hockenheim, porém terminou em 4º. Na temporada seguinte, terminou em 2º lugar na Série A Suécia ‘s Ronnie Peterson.

OS PRIMEIROS ANOS NA FÓRMULA 1

Em 1972, o chefe da equipe Brabham, Bernie Ecclestone, contratou Reutemann para dirigir ao lado do veterano Graham Hill. Em sua estreia, diante de sua torcida em Buenos Aires, qualificou seu Brabham BT34 na pole position.

Esse foi um feito anteriormente realizado apenas por Mario Andretti e, desde então, correspondido apenas por Jacques Villeneuve. Ele terminou a corrida em 7º e o principal destaque no resto do ano foi sua vitória no Grande Prêmio de Interlagos.

Ao lado do brasileiro Wilson Fittipaldi Júnior na temporada de 1973, Carlos conquistou dois pódios e 7º no Campeonato de Pilotos no minúsculo, mas radical, BT42, projetado por Gordon Murray. Para 1974, Murray projetou o BT44, que foi uma melhoria adicional e a equipe terminou em 5º lugar no Campeonato de Construtores.

O argentino conquistou as três primeiras vitórias de sua carreira na F1 na África do Sul, Áustria e Estados Unidos. Ele poderia ter vencido a primeira corrida do ano na Argentina. Porém, a equipe aparentemente falhou em abastecer seu carro de maneira adequada.

Então, ele ficou sem combustível a menos de duas voltas do fim enquanto estava seguro na liderança. Embora tenha igualado o total de vitórias do Campeão dos Pilotos, Emerson Fittipaldi, desempenhos inconsistentes nas outras corridas deixara-o em 6º na temporada.

Cinco pódios em 1975, incluindo uma vitória na Alemanha no antigo Nürburgring de 14 milhas, permitiram que Reutemann ficasse em 3º no campeonato daquele ano. A equipe Brabham mudou para o motor Alfa Romeo flat-12 em 1976. Sofreu de sérios problemas de confiabilidade.

Depois de sete desistências e apenas uma finalização nos pontos (4ºlugar na Espanha) nas primeiras 12 corridas, Carlos negociou a rescisão de seu contrato com para assinar com a Ferrari, que procurava substituto temporário para o ferido Niki Lauda.

A PASSAGEM PELA FERRARI

Para a temporada de 1977, a Ferrari optou por manter Lauda, ​​agora totalmente recuperado, e colocar Reutemann no lugar de Clay Regazzoni, que passou para a equipe Ensign. Nas duas primeiras corridas, terminou em 3º na Argentina e venceu no Brasil.

Assim, superando o companheiro em ambos os eventos e assumindo a liderança do campeonato. Para a corrida brasileira, a escuderia italiana tinha acabado de projetar uma nova asa traseira que foi colocada no carro de Reutemann e não no de Lauda. Dessa forma, o sul-americano entrou neste GP do Brasil com uma vantagem de desempenho e uma alta psicológica.

Todavia, ao longo da temporada, Niki reafirmou sua posição como líder da equipe, e o austríaco conquistou seu segundo campeonato, enquanto o companheiro terminou em 4º lugar e não venceu outra corrida naquele ano. Além disso, o piloto também não tinha um bom relacionamento com o engenheiro-chefe da Ferrari, Mauro Forghieri.

Quando Lauda se mudou para Brabham em 1978, Reutemann se tornou o membro sênior da equipe, acompanhado pelo jovem canadense Gilles Villeneuve. Carlos usou o 312T2B para vencer no Brasil, e um 312T3 para vencer na Grã-Bretanha e duas vezes nos Estados Unidos (Long Beach e Watkins Glen).

A MUDANÇA PARA A LOTUS

Com uma vaga na Lotus em 1979, após a morte de Ronnie Peterson, decidiu se mudar da Ferrari para a Lotus. As primeiras corridas foram boas – os destaques foram os segundos lugares na Argentina e Espanha, além dos terceiros lugares no Brasil e Mônaco.

Mas, com o passar da temporada, a equipe lutou enquanto Jody Scheckter conquistava o título para a Ferrari. Depois de quatro pódios e seis pontos finais nas sete primeiras corridas, Reutemann acabou terminando em apenas 7º lugar na temporada.

O FIM DE CARREIRA NA WILLIAMS

Juntar-se à equipe Williams em 1980, o colocou de volta em um carro competitivo mais uma vez – o automóvel FW07 muito rápido. Entretanto, a temporada começou mal para o argentino – ele não conseguiu vencer o GP da Argentina – depois que seu carro sofreu uma falha no motor.

Ainda assim, no decorrer do ano a situação melhorou, com a conquista em Mônaco e oito pódios, para terminar em 3º no campeonato. Além disso, sua parceria com Alan Jones foi produtiva para a Williams, que conquistou seu primeiro Campeonato de Construtores com o então recorde de 120 pontos.

O relacionamento entre os pilotos azedou quando, na temporada seguinte, Reutemann desobedeceu às ordens da equipe e se recusou a permitir que Jones vencesse o Grande Prêmio do Brasil de 1981.

O australiano nunca perdoou este ato de desobediência por parte de seu companheiro de equipe, enquanto o argentino se sentiu frustrado com a recusa de Jones em agradecer sua ajuda, especialmente depois de lhe ter dado a vitória no Grande Prêmio dos EUA de 1981.

Reutemann continuou a marcar mais pontos no restante da temporada, e a vitória brasileira (e outra na Bélgica) ajudou a colocá-lo em posição de lutar pelo título em uma batalha a três com Nelson Piquet e Jacques Laffite no corrida de fim de temporada em Las Vegas. Contudo, a edição foi vencida por Piquet na última corrida do ano.

CURIOSIDADES DE CARLOS REUTEMANN

  • O ex-piloto se aposentou em 1982 e começou a trabalhar na política;
  • Por fim, foi classificado como 27º melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos.

Foto destaque: Reprodução/ Jovem Pan