Antes de mais nada, Alan Stanley Jones é um ex-piloto de automóveis australiano que atuou na Fórmula 1 por diversas equipes, porém foi na Williams que atingiu seu apogeu. Acima de tudo, sua estreia aconteceu no ano de 1975, no GP da Espanha, pela Hesketh. Na ocasião, ele não completou a corrida devido a um acidente.

O COMEÇO DA CARREIRA

O australiano começou sua trajetória na maior competição automobilística em 1975, aos 29 anos, quando correu no GP da Espanha, pela Hesketh. No entanto, foi somente em 1980 que Jones chegou ao auge de sua carreira, quando foi Campeão Mundial pela equipe da Williams, a qual estava desde a temporada de 1978.

Em 1981, o piloto teve uma passagem um tanto “constrangedora” no Grande Prêmio do Brasil, disputado em Jacarepaguá. Além de ter vencido a primeira prova do campeonato, o competidor era considerado o número um da equipe Williams.

No andamento da corrida, os dois carros do time vinham fazendo a dobradinha. O domínio dos dois automóveis não seria ameaçado com o segundo piloto do time, o argentino Carlos Reutemann, na liderança, e Jones imediatamente atrás. Assim, a equipe ordenou que o argentino deixasse o australiano ultrapassá-lo, aumentando as chances da equipe de conquistar o campeonato.

Porém, Reutemann ignorou o pedido do time e venceu a corrida. Revoltado com a atitude do seu companheiro de equipe, Alan se recusou a subir ao pódio para receber o troféu de 2º colocado.

Possivelmente por influência dos desentendimentos entre companheiros, aquela edição acabou sendo vencido pelo brasileiro Nelson Piquet, piloto da equipe Brabham, mesmo com a excelente fase da Williams. Sem espaço na equipe, deixou a Fórmula 1 no final do ano.

A EXPERIÊNCIA NA FÓRMULA 1

Dois anos se passaram e Jones retornava ao esporte. Dessa vez para correr apenas a 2ª etapa no Grande Prêmio do Oeste dos Estados Unidos, em Long Beach, pela equipe Arrows, substituindo o brasileiro Chico Serra. 

Muitos achavam que essa seria a última participação do campeão. Todavia, em 1985 ele retornava mais uma vez.  Ele competiu pela equipe Lola-Beatrice, no Grande Prêmio da Itália, em Monza, e por todo o campeonato de 1986. Teve como resultado de maior relevância um 4º posição na Áustria (mesmo palco de sua primeira vitória), de onde encerrou de vez sua passagem na F1.

Posteriormente, começou a correr na Sports Sedan GT Australiana, pela qual competiu até 2002. Ainda em 1985, antes de disputar o GP da Itália, disputou uma única corrida pela Fórmula Indy; correu no GP de El Khart Lake no lugar de Mário Andretti, que estava se recuperando após um acidente sofrido durante as 500 milhas de Michigan daquele ano; terminou a prova na 3ª colocação, atrás de Michael Andretti e Jacques Villeneuve Sr.

Após três anos sem correr, Jones ainda tentou voltar em 2005, na recém-criada Grand Prix Masters (categoria que reunia ex-pilotos de Fórmula 1), mas não conseguiu participar da etapa inicial, por dores no pescoço. Depois disso, encerrou definitivamente a carreira de piloto.

CURIOSIDADES SOBRE ALAN JONES

  • Apesar de ser um piloto, Alan já trabalhou como mecânico;
  • A princípio, o primeiro título conquistado foi em 1958 na Austrália, quando foi campeão da Victorian Junior Karting;
  • Além disso, foi eleito membro da Ordem do Império Britânico pelos serviços no automobilismo, e, em 1985, introduzido no Hall da Fama do Esporte da Austrália;
  • Por fim, em 1987, ele foi comentarista da F1 para o Canal 9 da Austrália, o mesmo aconteceu em 2013, mas para a Network 10.

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